06 nov

Infarto Agudo no Miocárdio – Risco para as mulheres

“Entenda um pouco mais sobre a doença, os fatores de risco e veja as dicas de prevenção.”

A Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista (SBHCI) e a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) uniram-se em prol de uma campanha muito importante, o Coração Alerta. O objetivo é informar e orientar os brasileiros sobre os ricos do infarto agudo no miocárdio.

O infarto agudo no miocárdio é uma doença que provoca a morte de parte do músculo cardíaco (miocárdio) por falta de suprimento sanguíneo para o coração, de forma aguda (rápida). Segundo a Campanha Coração Alerta, a doença está crescendo em grandes proporções entre as mulheres. No Brasil, mais de 200 mulheres morrem por ano, vítimas de infarto, chegando a superar os números de morte por câncer de mama.

Infarto Agudo no MiocárdioFatores de risco para o infarto agudo no miocárdio:

De acordo com o Dr. Marcelo Cantarelli, médico cardiologista da SBHCI e coordenador da Campanha Coração Alerta, o infarto agudo no miocárdio atinge mulheres acima dos 40 anos de idade e, principalmente após os 50, época da menopausa. Ainda segundo o especialista, os fatores de risco estão ligados ao são a hipertensão arterial, diabetes, colesterol, obesidade (principalmente abdominal), tabagismo, sedentarismo e o stress.

“Entre as mulheres há ainda a associação perigosa entre o tabagismo e o uso concomitante de anticoncepcionais. Nos últimos 15 anos, observou-se um aumento da ocorrência da obesidade e do tabagismo entre as mulheres como fatores importantes. Não podemos esquecer ainda, principalmente entre os jovens, o uso de drogas ilícitas como a cocaína e o crack são causas de infarto”, explica o médico.

Dr. Marcelo, ainda afirma que a hereditariedade também é um fator muito importante. A recomendação para pessoas que tem histórico de pais que tiveram doença coronária (angina ou infarto) antes do 60 anos de idade é que faça avaliação cardiológica até os 30 anos.

Prevenção do infarto no miocárdio:

O cardiologista afirma que a adoção de hábitos saudáveis reduzem as chances de aparecimento da doença:

  • Não fumar.
  • Praticar exercícios aeróbicos (caminhada, corrida, natação, hidroginástica).
  • Ter uma dieta sem excessos de gorduras saturadas, colesterol, açúcar e sal.
  • Fazer avaliação com cardiologista para averiguar a presença de fatores de risco.

Exames preventivos:

Dr. Marcelo ainda afirma que os exames preventivos devem ser feitos anualmente pelo menos, podendo se tornar mais frequente caso haja alguma alteração a ser corrigida. “Os exames a serem realizados são muitas das vezes individualizados, mas de maneira geral, o médico poderá incluir exames de sangue para a pesquisa do colesterol e para identificar a presença de diabetes” detalha.

Para identificar o risco de infarto agudo no miocárdio são utilizados exames de eletrocardiograma, ecodopplercardiograma e testes funcionais como o ergométrico (esteira), o eco com stress farmacológico e a cintilografia miocárdica, dependendo do caso. Outros exames como a tomografia de coronárias e o cateterismo cardíaco poderão ser solicitados caso o médico os ache necessários para a complementação do diagnóstico.

* Dr. Marcelo Cantarelli, médico cardiologista da SBHCI e coordenador da Campanha Coração Alerta.