24 fev

Doenças de carnaval: saiba como evitar os problemas mais comuns no período da folia

Infecções sexualmente transmissíveis e disfunções no trato urinário estão entre as doenças mais recorrentes

Um dos períodos mais aguardados do ano esta chegando: o Carnaval. Com ele, chegam também toda a euforia e agitação típica da folia de momo. Pensando em aproveitar bastante os blocos e as festas carnavalescas, muitas pessoas acabam se descuidando da saúde. Por isso, nessa época é comum haver uma maior incidência de algumas doenças, como as sexualmente transmissíveis e as do trato urinário.

De acordo com o urologista Filipe Tenório, do Hospital Santa Joana Recife e da Clínica Andros, as infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) são as mais comuns durante e após o Carnaval. É que parte da população costuma ter relações sexuais sem proteção e assim são contaminadas por vírus e bactérias. “HPV é a doença mais recorrente no período. Se caracteriza por um vírus com mais de cento e vinte subtipos, no qual, 40% causam verrugas genitais. Elas podem ocasionar vários tipos de câncer, como colo de útero”, explica. Ainda segundo o médico, não existe remédio para tratar o vírus. A única forma de evitar a contaminação é através do uso da camisinha.


A sífilis é outra doença sexualmente transmissível comum no carnaval. Provocada por uma bactéria, ela se caracteriza por uma lesão vermelha no pênis, que desaparece com o tempo. Mas, após a infecção inicial, a bactéria pode permanecer no corpo da pessoa por muito tempo e depois se manifestar novamente. Outras bactérias também são as responsáveis por causar a uretrite, gonorreia e clamídia, cuja propagação é realizada através do ato sexual. “Algumas dessas infecções podem desencadear problemas mais graves, como a infertilidade. Por isso, é necessário tratá-las rapidamente”, afirma.

Para evitar a contaminação, o ideal é sempre utilizar preservativos e também manter uma boa higiene na região íntima. “Durante o carnaval as pessoas passam muito tempo na rua, suando. Isso causa uma predisposição natural a infecções por fungos e bactérias. Por isso, não é indicado ficar muito tempo sem tomar banho”, ressalta Filipe Tenório. “Evitar comportamentos de risco, como o uso de drogas, também é uma opção para poder se prevenir corretamente durante as relações sexuais”, recomenda.

Além das ISTs, doenças do trato urinário também estão entre as mais comuns durante o carnaval. Isso acontece por causa da pouca ingestão de água e pelo hábito de contenção urinária. “Já que em algumas ocasiões nem sempre é possível ter fácil acesso à água e ao banheiro, as pessoas acabam deixando para depois. Mas, esses costumes podem provocar infecção urinária, devido ao acúmulo de xixi, e agravar os problemas de quem já sofre de cálculos renais”, explica o urologista.

Formado em Medicina pela Universidade Federal de Pernambuco em 2008, possui Residencia Medica em Cirurgia Geral pela SES – Hospital da Restauracao, e Residencia Medica em Urologia pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira – IMIP. Especializado (fellowship) em Infertilidade Masculina e Saude Sexual pela Weill Cornell Medical College – Nova York/EUA em 2015/16. Suas areas de interesse sao Urologia, Infertilidade Masculina, Saude Sexual e Microcirurgia. Membro da Sociedade Brasileira de Urologia – SBU, da Associacao Americana de Urologia – AUA, da Sociedade Internacional de Medicina Sexual – ISSM, e da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva – ASRM. Faz parte do corpor clinico do Servico de Urologia do Instituto de Medicina Integral Prof.Fernando Figueira – IMIP.