Guillain-Barré: paciente relata como se recuperou da síndrome após oito meses de internação

Guillain-Barré: paciente relata como se recuperou da síndrome após oito meses de internação

“Experiência foi compartilhada durante a reunião científica da Fisioterapia do Hospital Moinhos de Vento”

Reabilitado após 243 dias de internação em virtude da Síndrome de Guillain-Barré, o médico Paulo Augusto Peres Fagundes compartilhou sua experiência durante a edição de julho do ciclo Reuniões Científicas do Serviço de Fisioterapia do Hospital Moinhos de Vento. A atividade foi realizada nesta sexta-feira (28) e contou com a participação dos profissionais que ajudaram na sua reabilitação, além de público interno e externo.

A Síndrome de Guillain-Barré é uma doença autoimune que ocorre quando o sistema imunológico do corpo ataca parte do próprio sistema nervoso por engano. É caracterizada pela paralisia dos pés, dedos, joelhos, pernas e até os braços, fragilizando também os músculos respiratórios. A pessoa fica em média três meses sem se mexer antes de iniciar a recuperação.

Na abertura do evento, a médica do Serviço de Neurologia e Neurocirurgia, Marlise de Castro Ribeiro, ressaltou que essa é uma das doenças neurológicas com maior chance de recuperação. “Cerca de 98% dos pacientes saem bem do tratamento, sem consequências em atividades cerebrais ou demais funções”, disse.

Paulo passou por diversos tratamentos na instituição entre 2012 e 2013. Durante sua exposição, ele descreveu as dificuldades enfrentadas no tratamento. Aos 53 anos, o ginecologista sentiu os primeiros sintomas da síndrome em meio às intensas atividades do dia a dia. “Minhas mãos começaram a formigar e perdi a sensibilidade dos meus pés enquanto trabalhava no consultório. Senti uma tontura leve e percebi que algo não estava bem”, contou.

No dia seguinte, procurou a emergência e, após o diagnóstico, foi internado imediatamente. A partir daí o quadro de saúde de Paulo se agravou. Foram meses na UTI totalmente paralisado, sem conseguir ao menos falar, sentindo muitas dores e respirando com ajuda de ventilação mecânica.

O médico perdeu 18 kg durante esse período. Realizava três sessões diárias de fisioterapia na unidade de internação. Precisou reaprender praticamente tudo, até mesmo a engolir. As atividades de fisioterapia respiratória, equilíbrio e força foram fundamentais para recuperar sua condição física de antes da enfermidade.

Paulo Augusto Peres Fagundes

Paciente Paulo Augusto Peres Fagundes e a equipe de fisioterapia do Hospital Moinhos de Vento

Paulo retomou a maioria das atividades, mas segue com a fisioterapia em casa. “Caiu uma bomba atômica na minha vida. Tive que lutar nessa guerra que foi a Guillain-Barré. Durante este período, a equipe de fisioterapia foi a minha família. Sempre vou ser grato a todos, a cada um que me tirou do fundo do poço. Foi em cada olhar, afeto e carinho. O fato de saber que tem alguém fazendo algo por ti é o que dá esperança para nós, pacientes. É fantástico o que estes profissionais fazem pela vida da gente”, concluiu emocionado.

 A reunião também contou com a palestra de Gilberto Luiz Dalla Rosa Jr., fisioterapeuta do Hospital Moinhos de Vento especializado em reabilitação neurofuncional, que discorreu sobre a importância do protocolo assistencial para um tratamento eficaz.

Instituto Vencer o Câncer realiza seminário gratuito neste sábado em BH

Instituto Vencer o Câncer realiza seminário gratuito neste sábado em BH

“O evento, que é voltado para pacientes de câncer de mama e familiares, terá orientações sobre prevenção, diagnóstico e tratamento”

O Instituto Vencer o Câncer promove, em Belo Horizonte, o ​Seminário para Pacientes & Familiares sobre Câncer de Mama”, com atualizações em diagnóstico precoce, tratamentos e novos medicamentos. O evento também pretende conscientizar os participantes da importância de ter uma melhor qualidade de vida e evitar os fatores de risco para a doença.

O câncer de mama é o tipo de tumor mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil, depois do de pele não melanoma, respondendo por cerca de 25% dos casos novos a cada ano. O Instituto Nacional do Câncer projeta mais de 5 mil novos casos da doença para 2017, em Minas Gerais.

Seminário gratuito para pacientes e familiares sobre câncer de mama

A programação vai contar com a participação dos oncologistas do Hospital Mater Dei Cristiana Pirfo, Enaldo Lima e Cleydson Santos, que explicarão a importância da prevenção, os aspectos gerais da doença, o diagnóstico e os tratamentos O oncologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, Lucas Santos, integrante do comitê Científico do Instituto Vencer o Câncer, completa a composição da mesa do seminário, que terá espaço para perguntas da plateia.

“O câncer de mama é um dos tipos mais curáveis da oncologia, e sua chance de cura depende muito do seu estágio no diagnóstico”, ressalta o oncologista Antonio Carlos Buzaid​, ​​ fundador do Instituto Vencer o Câncer.

SERVIÇO

Seminário para pacientes e familiares sobre câncer de mama

Data: Sábado, 22 de julho de 2017, das 8h30 às 14h

Local: Hotel Mercure Lourdes – Av. do Contorno, 7315

Informações e inscrições: https://www.vencerocancer.org.br/seminario-ivoc-2017/

 Sobre o Instituto Vencer o Câncer

O Instituto Vencer o Câncer é uma fundação sem fins lucrativos que tem como objetivos principais apoiar pacientes e familiares diante do diagnóstico e tratamento do câncer, além de dividir com a população informações sobre prevenção em busca do maior bem que uma população pode ter: saúde e qualidade de vida. Em 2014, três grandes oncologistas brasileiros, Fernando Maluf, Antonio Buzaid e Dráuzio Varella, aceitaram o desafio de atualizar e informar a população brasileira sobre todo o universo relacionado à doença: www.vencerocancer.org.br

 

Inibidores de apetite: lei autoria produção e comercialização das drogas

Inibidores de apetite: lei autoria produção e comercialização das drogas

Banidos da prescrição médica no ano de 2011 em virtude dos efeitos colaterais que pudessem apresentar, os remédios popularmente conhecidos como inibidores de apetite acabaram de ser autorizados novamente para indicação. No último dia 23 de junho, o então presidente da República em exercício, Rodrigo Maia, aprovou uma lei referendada pelo congresso que autorizou a produção e comercialização dos inibidores de apetite Sibutramina, Femproporex, Anfepramona e Mazindol. Apesar de liberados, os remédios deverão ser vendidos somente sob prescrição médica controlada. A lei também regulamenta o uso destes medicamentos em doses terapêuticas recomendadas.

Na opinião de Mauro Lucio Jácome, médico especialista em gastroenterologia, cirurgia e endoscopia, a prescrição dos medicamentos de forma controlada e acompanhada por um profissional se torna aliada contra a obesidade. “Compartilho da mesma opinião da sociedade brasileira de endocrinologia: Estes medicamentos, quando prescritos por profissionais habilitados, capacitados e responsáveis, tornam-se uma importante ferramenta no combate à obesidade se associados à mudança de hábitos alimentares e à introdução ou o aumento de atividades físicas”.

O médico afirma que não concorda com o uso destes medicamentos de maneira irresponsável, que é como ocorria em muitos casos. Entretanto, ele salienta que pacientes que faziam uso destas substâncias de forma controlada ficaram a ver navios e sem condições de continuar seus tratamentos por causa da proibição. “Muitos aumentaram seus níveis de obesidade e tiveram complicações pela interrupção do tratamento. As mesmas complicações cardiovasculares, inclusive, que a utilização destas medicações pode produzir no caso de uso indiscriminado ou em doses incorretas”.

“O veto ao remédio, na minha opinião, é um risco, pois os pacientes podem buscar maneiras ilícitas de ter acesso a estas drogas sem prescrição médica, utilizando-as em doses erradas e por tempo inadequado”. Mauro ainda esclarece que, no caso destas medicações, é muito importante que o médico saiba indicar, mas, sobretudo, também contraindicar em casos onde o paciente já apresente ou desenvolva alguma complicação clínica que impeça sua utilização.

Mesmo trabalhando com balão intragástrico e gastroplastia endoscópica – dois procedimentos utilizados contra a obesidade –, o profissional pensa que o tratamento para emagrecer pode necessitar do emprego dos moderadores de apetite em alguns pacientes. “Cabe à Anvisa fiscalizar o cumprimento adequado da lei e, aos pacientes, sempre procurarem médicos, clínicas e hospitais especializados no tratamento contra a obesidade. No meu entendimento, a sanção desta lei foi um ganho para a sociedade. Espera-se dos médicos e, principalmente, da população, bom senso em sua utilização e, das autoridades, competência na fiscalização para que o regulamento seja executado à risca”.

O médico esclarece que deve-se acompanhar a evolução dos fatos a partir deste acontecimento e, desta forma, compreender melhor se a liberação temporária do uso destas substâncias pode contribuir para um consumo e prescrição bem seletivos e conscientes. “Isto, sem dúvida, é o ideal, pois, desta maneira, os pacientes obesos usufruiriam de seus benefícios sem aumentar os riscos inerentes ao seu uso indiscriminado. A proibição, ao contrário, pode aumentar – e muito – as chances de procura no mercado negro. Por conseguinte, isto leva ao consumo impróprio e consequentes complicações, podendo chegar a sequelas e até a óbitos”, finaliza.

*Dr. Mauro Lucio Jácome é especialista em gastroenterologia, cirurgia e endoscopia. Membro titular especialista da Federação Brasileira de Gastroenterologia, Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva, Sociedade Brasileira de Cirurgia Laparoscópica, American Society for Gastrointestinal Endoscopy, American Gatroenterological Association, European Society for Gastrointestinal Endoscopy e Association for Bariatric Endoscopy.

Sorriso: entenda como ele pode impactar a autoestima

Sorriso: entenda como ele pode impactar a autoestima

Conhecido como o “cartão de visita” do rosto, o sorriso desempenha um papel fundamental em nosso dia a dia, pois é por meio dele que, muitas vezes, expressamos como nos sentimos e nos mostramos para o mundo. Assim, com tamanho protagonismo, o sorriso tem o poder de impactar a nossa autoestima de forma positiva ou negativa. A má posição dos dentes, por exemplo, além da questão estética, pode proporcionar uma série de problemas de saúde.

A assistente administrativa Juliana Lopes, hoje com 28 anos, sabe o que é passar por isso. Por anos, travou uma luta diária com o espelho, por conta de sua dentição torta, que muitas vezes gerou não só o julgamento das pessoas ao seu redor, como também a impediu de realizar ações comuns do cotidiano, como sorrir para fotos.

“Eu não era feliz, pois os meus dentes eram muito tortos e a mordida não se encaixava corretamente. Desde a adolescência, além de o meu próprio sorriso me incomodar, também sofri com as brincadeiras e os apelidos na escola, o que contribuiu para abalar a minha autoestima. Eu me sentia insegura até mesmo ao conversar com as pessoas”, afirma Juliana.

Juliana Lopes – Assistente Administrativa

Segundo o Dr. Edmilson Pelarigo,  ortodontista e fundador da Orthodontic, o caso de Juliana não é incomum. “No consultório, alguns pacientes relatam que costumam esconder o sorriso com as mãos, por constrangimento”. O especialista ressalta que fatores como bullying e insegurança com a própria imagem podem ocasionar a privação do individuo ao convívio social. “Em casos mais graves e em longo prazo, pode haver até mesmo o aparecimento de outras doenças, como a depressão”, pontua.

Os problemas de saúde também eram parte da rotina da assistente. “Frequentemente, eu sentia dores no maxilar e na cabeça, que às vezes até me impossibilitavam de comparecer ao trabalho”. Juliana conta que chegou a associar a cefaleia com outras doenças, como a sinusite, mas, após uma série de exames, descobriu que o problema estava relacionado à sua mordida.

De acordo com o Dr. Pelarigo, as dores de cabeça são o problema mais comum ocasionado pela má oclusão – ou seja, quando não há o equilíbrio correto entre a arcada superior e a arcada inferior -, mas a condição ainda pode proporcionar outros males, como o de mastigação, em que os alimentos não são digeridos e, como consequência, absorvidos da forma correta pelo organismo.

Após a realização do tratamento ortodôntico, finalizado há um ano, Juliana conta que a sua vida mudou. “Hoje, sou completamente feliz! O meu sorriso se transformou e eu recuperei a minha autoestima. Realizei todo o processo no tempo correto e já enxergava mudanças positivas nos primeiros meses de tratamento. Agora, sempre que tenho a oportunidade, sorrio!”.

O especialista esclarece que o tempo necessário para o tratamento ortodôntico irá depender da análise individual do paciente, que é feita por meio de consultas, exames e documentações. “A colaboração do paciente, na assiduidade às consultas para realizar as manutenções, também é parte fundamental de todo o processo, que visa, além de transformar sorrisos, devolver a autoestima e a qualidade de vida dos pacientes”, declara.

*Dr. Edmilson Pelarigo é ortodontista e fundador da Orthodontic, empresa que oferece tratamentos de qualidade a um preço acessível para a população.

 

Campanha “Junto ao Seu Coração” alerta pacientes com diabetes sobre o risco de desenvolver doenças cardiovasculares

Campanha “Junto ao Seu Coração” alerta pacientes com diabetes sobre o risco de desenvolver doenças cardiovasculares

A iniciativa conta com o apoio de artistas como Giovanna Lancellotti, Gian Luca Ewbank, Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank.

No Dia Nacional do Diabetes (26/06), a Boehringer Ingelheim e a Eli Lilly reforçam o alerta sobre a relação existente entre o diabetes e as doenças cardiovasculares. A campanha “Junto ao seu coração” defende que queremos ter junto ao coração as pessoas que nos fazem bem, lembrando o cuidado e o incentivo a hábitos saudáveis que geralmente acontecem entre namorados, amigos e familiares de pacientes com diabetes.

O diabetes é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de doenças do coração. Até 80% dos pacientes com diabetes tipo 2 morrem em decorrência de problemas cardiovasculares1. Diante de números tão alarmantes, a Boehringer Ingelheim e a Eli Lilly desenvolveram a campanha “Junto ao seu coração”, que visa informar a população sobre a relação entre essas doenças.

Uma pesquisa realizada pelo Ibope Inteligência indicou que menos da metade dos entrevistados (42%) citou as doenças cardíacas como as consequências mais relevantes do diabetes — e, mesmo entre os diabéticos, elas só foram mencionadas por 56%2. Isso significa que metade dos pacientes não associa as doenças cardíacas aos riscos do diabetes e, como consequência, não toma todos os cuidados necessários para prevenir esses eventos indesejados. A pesquisa também revelou que apenas 3% dos entrevistados mencionaram “ter uma doença cardíaca” como um medo relacionado ao diabetes, embora seja uma complicação potencialmente fatal. A maior parte das pessoas teme amputação (32%) e cegueira (32%).

“A doença cardiovascular no diabético mata mais que HIV, tuberculose e câncer de mama na população mundial”, explica Francisco Kerr Saraiva, cardiologista e professor da PUC Campinas. O especialista reforça que o cuidado com a saúde do coração é vital para o paciente de diabetes tipo 2. E para quem não é diabético, mas tem alguém muito próximo que é, vale o alerta para que incentivem a procura por um médico, que irá indicar o tratamento mais adequado de acordo com a análise individual do paciente.

O lançamento da campanha foi realizado com o post de um vídeo, no Facebook e Instagram, gravado pela atriz Giovanna Lancellotti e seu namorado, o artista plástico Gian Luca Ewbank. Luca é diabético e, como a maioria da população, não sabia que a doença pode ocasionar problemas cardiovasculares. Giovanna é filha de médicos e também não tinha essa informação. Até o fim do ano, serão trabalhadas ativações nas redes sociais, por meio de posts impulsionados e orgânicos, em diferentes datas, como Dia dos Namorados, Dia do Amigo, Dia do Coração e Dia da Família.

“Junto ao seu coração” é uma campanha da Aliança Boehringer Ingelheim e Eli Lilly, lançada no Facebook da Boehringer Ingelheim.  Assista ao vídeo aqui.

Aliança Boehringer Ingelheim e Eli Lilly

Comprometidos com a saúde e a qualidade de vida dos pacientes com diabetes e suas necessidades durante todas as fases do tratamento, as companhias Boehringer Ingelheim e Eli Lilly decidiram, em 2011, unir forças e estabelecer uma parceria no segmento. Essa aliança alavanca os pontos fortes de duas das maiores empresas farmacêuticas do mundo. A Boehringer Ingelheim com seu compromisso com investimento em pesquisa e desenvolvimento de novos medicamentos de alto valor terapêutico para a medicina, aliada ao pioneirismo da Eli Lilly – com a primeira insulina comercializada em 1923. Ao juntar forças, as companhias demonstram ainda mais compromisso com os pacientes com diabetes. Para mais informações, acesse www.boehringer-ingelheim.com.br ou www.lilly.com.br.

 

 

Mamografia: tudo que você precisa saber sobre o exame

Mamografia: tudo que você precisa saber sobre o exame

Entenda como funciona um dos exames mais importantes para a saúde feminina

Atualmente, estima-se que cerca de 2,5-3,0% das mortes femininas no país ocorram em decorrência do câncer de mama. A falta de informação, segundo a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), ainda é a principal causa dessa triste estatística. Ainda de acordo com a Sociedade Brasileira de Mastologia, muitas dessas mortes poderiam ser evitadas se houvesse um diagnóstico precoce. Quando o câncer de mama é diagnosticado logo no início, as chances de cura aumentam significativamente.

Entretanto, para que a medicina possa agir em favor das mulheres é preciso que elas tenham acesso ao exame de mamografia. De acordo com a Dra. Bruna Maria Thompson, médica em Radiologia, apesar de ser uma modalidade amplamente divulgada, ainda existem alguns mitos relacionados ao exame, tais como o fato de ele ser extremamente doloroso, algo que ocorre na minoria dos casos, além de questões culturais como vergonha de expor os seios ao médico ou ciúmes do companheiro.

Como funciona a mamografia?

A mamografia pode ser considerada um Raio-X das mamas. “Este exame é fundamental para diagnosticar se há ou não algum tipo de lesão indicativa de câncer, seja em estado inicial ou avançado. O exame pode ser completamente indolor ou apresentar algum incômodo, na maioria dos casos bastante suportável” explica a especialista.

Atualmente, as imagens podem ser adquiridas de forma digital. Dessa maneira, quando os Raios-X atravessam a mama eles atingem uma espécie de detector, que transmite esses sinais para o computador.  A média ainda afirma que há muitas vantagens relacionadas à digitalização das imagens na mamografia. Além da maior qualidade da imagem, há também a possibilidade de transmissão imediata das mesmas para uma central de radiologia, onde podem ser realizados os laudos a distância.

Como se realiza o exame?

Embora em geral indolor, algumas pacientes podem considerar o exame desconfortável, explica Bruna. A paciente é posicionada em pé próxima do equipamento e há compressão das mamas, de forma horizontal e vertical, para que sejam registradas as imagens. Mesmo mulheres com próteses de silicone podem realizar a mamografia, porém esta situação deve ser informada antes do exame. “As contraindicações são raras e incluem, por exemplo, pacientes gestantes. O uso de cremes, desodorantes, perfumes e talco deve ser evitado para não prejudicar a interpretação das imagens”, detalha.

Laudos de mamografia a distância?

Uma das grandes vantagens da telerradiologia é a expressiva agilidade na elaboração do laudo. Os laudos de mamografia à distância realizados pela equipe da DiagRad apresentam dois fatores fundamentais: rapidez e excelência.

Assim, quando as imagens são enviadas para a central de telerradiologia da DiagRad, de imediato quem assume a responsabilidade são profissionais especialistas em laudos de mamografia, que possuem formação e capacidade para detectar todo tipo de alterações. O laudo mamográfico segue a padronização elaborada pelo Colégio Americano de Radiologia (ACR) denominada BI-RADS, utilizada mundialmente.

Em linhas gerais, um laudo de mamografia a distância pode ter o seu resultado disponibilizado em menos de 24 horas.

Quem deve fazer o exame?

A menos que seja solicitado por um médico anteriormente, a primeira mamografia deve ser feita quando a mulher completar 40 anos, e deve ser realizada anualmente, explica a médica.

“Pacientes de risco possuem indicações personalizadas. Por grupo de risco entende-se aquelas mulheres com mutação genética (BRCA-1 ou BRCA-2) ou com parentes de primeiro grau com mutação provada; mulheres com risco igual ou maior a 20% ao longo da vida, com base em um dos modelos matemáticos baseados na história familiar; mulheres com história de irradiação no tórax entre 10 e 30 anos de idade; mulheres com síndromes genéticas específicas (Li-Fraumeni, Cowden) ou parentes de primeiro grau, mulheres com história pessoal de neoplasia lobular (hiperplasia lobular atípica e carcinoma lobular in situ), hiperplasia ductal atípica, carcinoma ductal in situ, carcinoma invasor de mama ou de ovário”, afirma.

Homens também podem ter câncer de mama

Embora seja extremamente raro, homens também podem apresentar câncer de mama. A mamografia pode ser realizada para a avaliação da mama masculina, seja para verificar um aumento volumétrico, denominado ginecomastia, ou para avaliar a presença de nódulos. No caso dos homens, segundo a especialista, a indicação para o exame de mamografia deverá partir do médico responsável pelo paciente, ao se perceberem sintomas que possam levar ao diagnóstico de algumas dessas possibilidades.

Referências:

Site da Sociedade Brasileira de Mastologia: sbmastologia.com.br
Recomendações do Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem, da Sociedade Brasileira de Mastologia e da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia para rastreamento do câncer de mama por métodos de imagem. Radiol Bras vol.45 no.6 São Paulo Oct./Dec. 2012.

*Dra. Bruna Maria Thompson é médica em Radiologia e Diagnóstico por Imagem na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) – Escola Paulista de Medicina. Especialização em Radiologia Mamária no Instituto de Radiologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (INRAD-FMUSP). Médica da equipe de Radiologia Mamária do Hospital das Clínicas da Universidade São Paulo (HCFMUSP).

Fonte: DiagRad

Saúde Mental: entenda os transtornos mentais mais comuns na terceira idade

Saúde Mental: entenda os transtornos mentais mais comuns na terceira idade

Fatores hereditários e estilo de vida são alguns dos principais fatores associados ao aparecimento das doenças psíquicas em idosos

Segundo o mais recente relatório global da Organização Mundial de Saúde (OMS), uma em cada 10 pessoas no mundo sofrem de algum distúrbio mental. Esse dado representa 10% da população mundial – aproximadamente 700 milhões de pessoas – que sofrem com a perda de uma parte da reserva funcional cerebral, o que os torna mais vulneráveis para lidar com o estresse, relacionamentos interpessoais e até mesmo a qualidade de suas escolhas.

De acordo com Edson Issamu, neurologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, não existe uma definição explícita para o termo saúde mental pelo fato de existirem diferenças culturais e julgamentos subjetivos que interferem neste conceito. Na verdade, segundo o especialista, essa expressão é usada para descrever o nível de qualidade cognitivo-emocional (capacidade de identificar sentimentos e emoções) de cada indivíduo, que interfere no nosso bem-estar emocional, psicológico e social, afetando também o modo como pensamos, sentimos e agimos.

No caso dos idosos, a geriatra Aline Thomaz explica que são muitos os fatores que influenciam na saúde mental, mas o processo biológico do envelhecimento, por si só, não vem associado a qualquer doença, mas sim à diminuição das nossas reservas funcionais. “Experiências de vida (trauma ou abuso), fatores biológicos e genéticos, fatores externos típicos da vida moderna (como o estresse), problemas familiares e luto por perdas de pessoas próximas, além da frustração por não poderem mais realizar algumas atividades que antes faziam parte do seu dia a dia, são alguns dos aspectos que podem favorecer o aparecimento das doenças psíquicas”, detalha a médica do Hospital São Camilo.

Entre as condições mentais que mais afetam a terceira idade, a geriatra destaca os casos de depressão, transtornos de ansiedade (pânico e transtorno de ansiedade generalizada), bipolaridade, esquizofrenia e demência – sendo que o principal tipo é a Doença de Alzheimer, seguida pela Demência Vascular.

A geriatra explica abaixo as condições mentais que mais afetam a terceira idade:

Depressão

“A condição leva a pessoa a se sentir desanimada, triste, desamparada, desmotivada ou desinteressada pela vida em geral. Temos dois tipos de casos: a depressão reativa, ou seja, quando esses sentimentos duram por um curto período de tempo e os sintomas desaparecem com a resolução do problema que a ocasionou ou uma depressão maior, que perdura por mais de duas semanas e interfere nas atividades do dia a dia, como cuidar da família, da vida social, do desempenho profissional ou escolar, requerendo tratamento especializado”.

Bipolaridade

“Também conhecido como doença maníaco-depressiva, é um transtorno mental que causa mudanças incomuns no humor, nos níveis de atividade e na capacidade de realizar as tarefas do dia a dia. Ocorre alternância de episódios de euforia (mania) e de depressão, com intervalos de normalidade. Tanto um episódio quanto o outro envolvem mudanças claras no humor e nos níveis de atividade”.

Esquizofrenia

“Uma doença cerebral crônica que afeta cerca de 1% da população mundial. Ela apresenta várias manifestações, afetando diversas áreas do funcionamento psíquico que podem incluir delírios, alucinações, problemas com o pensamento e concentração e falta de motivação”.

Demência

“Descreve um conjunto de sintomas que podem incluir perda de memória, dificuldades de linguagem e pensamento, além de incapacidade para resolver os problemas. Muitas vezes, estas mudanças são sutis na fase inicial da doença, mas irão progredir ao longo do tempo, afetando fortemente o seu cotidiano. A pessoa pode apresentar mudanças em seu humor e comportamento e chegar ao ponto de não mais conseguir cuidar de si mesma”.

Aline também ressalta que a depressão e a ansiedade podem melhorar com tratamento e, em muitos casos, o paciente se recupera completamente, podendo obter a cura. “Há tratamentos com medicamentos específicos e psicoterapia que, especialmente juntos, são muito eficazes. Já o Alzheimer e a Esquizofrenia são doenças incuráveis que podem ser controladas, porém tem caráter progressivo e irreversível”.

Por isso, a geriatra alerta para vários sinais, sintomas e comportamentos suspeitos, como afastar-se das pessoas e das atividades usuais, ter pouca ou nenhuma energia (anedonia), dores frequentes e/ou dores inexplicáveis, sentir-se confuso, esquecido, irritado, chateado, preocupado ou com medo, apresentar mudanças de humor, pensamentos negativos e persistentes, ouvir vozes ou acreditar em coisas que não são verdadeiras, pensar em machucar a si mesmo ou aos outros e ser incapaz de executar tarefas cotidianas, como cuidar de seus filhos, da casa ou das atividades de trabalho.

As pessoas também devem manter uma saúde mental positiva como alternativa para evitar essas condições mentais durante o processo de envelhecimento. “É importante desempenhar todo o seu potencial, enfrentando as tensões do cotidiano, sendo produtivas no trabalho (incluindo o serviço voluntário) e fazendo contribuições significativas para as suas comunidades”. Entre as recomendações estão “uma vida social ativa, ser positivo em relação à vida e a si próprio, manter-se fisicamente ativo, ajudar os outros (o voluntariado é uma ótima opção), dormir o suficiente – sentir-se disposto no dia seguinte e não cansado ou sonolento durante o dia – e desenvolver habilidades para o melhor enfrentamento dos problemas”, aconselha a profissional Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.

Depressão: qual o motivo dela atingir mais as mulheres?

Depressão: qual o motivo dela atingir mais as mulheres?

A depressão foi o tema escolhido para a campanha do Dia Mundial da Saúde 2017, em 7 de abril. Segundo a Organização Mundial da Saúde, 4,4% da população mundial é afetada por esse mal. O Brasil é segundo país das Américas com o maior número de casos diagnosticados e o primeiro da América Latina, atingindo 5,8% da população nacional, cerca de 12 milhões de brasileiros, em sua maioria do sexo feminino.

Dados estatísticos apontam que as mulheres têm uma prevalência de cerca de 20% de depressão ao longo da vida e um risco de 1,5 a três vezes maior de desenvolver a depressão do que os homens. De acordo com psiquiatra, Rodrigo Ramos, essa diferença pode ser explicada por particularidades hormonais, questões de estresse próprias do universo feminino e por fatores relacionados à experiência gestacional. “O próprio Transtorno Disfórico Pré-Menstrual, a famosa e popular Tensão Pré-Menstrual (TPM), configura-se como um tipo de Transtorno Depressivo”, afirma.

Sintomas da depressão

De acordo com o especialista, não existem diferenças significativas dos sintomas entre as depressões masculinas e femininas e ambas se caracterizam por um conjunto que envolve a presença de tristeza, desânimo, perda de prazer ou interesse em se fazer coisas que outrora eram satisfatórias, choro fácil e sintomas ansiosos. Ele diz que há ainda um pensamento de menos valia, pessimismo consigo próprio, com os outros e com o mundo, sentimento de culpa e pensamento de morte que podem envolver, inclusive, ideação suicida. “Estão presentes também sintomas somáticos como alteração do padrão de sono e apetite, alterações na capacidade de concentração e memória, prejuízo da libido, dores crônicas, sensação de fadiga e alterações psicomotoras como lentificação dos movimentos ou inquietude” , declara.

A gestação é uma fase em que há um destaque no desenvolvimento de quadros depressivos. Rodrigo explica que a depressão gestacional tem uma prevalência de algo em torno de 18% e pode prejudicar a relação mãe-feto, tão fundamental para uma boa aceitação da gravidez. “São considerados fatores de risco para o desenvolvimento desse mal nessa fase: história de transtornos de humor ou ansiedade, história de depressão pós parto, história de transtorno disfórico pré-menstrual, doença psiquiátrica na família, abuso sexual na infância, gravidez precoce, gravidez não planejada, gravidez não desejada e não aceita, mães solteiras, ter um número grande de filhos, suporte social limitado, ser vítima de violência e conflitos domésticos, baixo nível de escolaridade, tabagismo e abuso de substâncias. A depressão gestacional é o principal risco de depressão pós-parto”, diz.

O profissional detalha que a depressão pós-parto corresponde à instalação do conjunto de sintomas dessa doença dos primeiros dias até 6 meses após o nascimento do bebê. Como a mãe é a principal fonte de relação do recém-nascido com o mundo, sendo suporte principal para a evolução neurológica nas fases iniciais da vida infantil, esse diagnóstico pode trazer alterações no desenvolvimento do bebê que vão desde alterações de sono e comportamento até prejuízo na aprendizagem. A ideia de que a gravidez só deve trazer momentos mágicos à mulher, embora absolutamente falsa, pode levar com que muitas pessoas não procurem tratamento e que haja, assim, o subdiagnóstico.

“Não se pode confundir depressão pós-parto com baby blues ou disforia pós-parto, um quadro adaptativo que acomete de 60 a 80% das mulheres e que está relacionado aos mecanismos de ajustamento da mulher à nova vida. Esse quadro dura cerca de duas semanas”, explica o psiquiatra.

A depressão, na maioria dos casos, exige tratamento específico e especializado, muitas vezes requerendo a presença de uma medicação.Para o médico, é fundamental a atenção de toda sociedade para todas as mudanças de humor em todas as fases da vida da mulher porque muitas vezes ela pode estar envolvida com um quadro depressivo.

Dr. Rodrigo Ramos*Rodrigo de Almeida Ramos – Psiquiatra e psicodramatista, mestre em Medicina pela Faculdade de Ciências Medicas da Santa Casa de São Paulo, diretor do Núcleo Paulista de Especialidades Médicas e da Clínica Vínculo, especializada em Saúde Mental.