Inibidores de apetite: lei autoria produção e comercialização das drogas

Inibidores de apetite: lei autoria produção e comercialização das drogas

Banidos da prescrição médica no ano de 2011 em virtude dos efeitos colaterais que pudessem apresentar, os remédios popularmente conhecidos como inibidores de apetite acabaram de ser autorizados novamente para indicação. No último dia 23 de junho, o então presidente da República em exercício, Rodrigo Maia, aprovou uma lei referendada pelo congresso que autorizou a produção e comercialização dos inibidores de apetite Sibutramina, Femproporex, Anfepramona e Mazindol. Apesar de liberados, os remédios deverão ser vendidos somente sob prescrição médica controlada. A lei também regulamenta o uso destes medicamentos em doses terapêuticas recomendadas.

Na opinião de Mauro Lucio Jácome, médico especialista em gastroenterologia, cirurgia e endoscopia, a prescrição dos medicamentos de forma controlada e acompanhada por um profissional se torna aliada contra a obesidade. “Compartilho da mesma opinião da sociedade brasileira de endocrinologia: Estes medicamentos, quando prescritos por profissionais habilitados, capacitados e responsáveis, tornam-se uma importante ferramenta no combate à obesidade se associados à mudança de hábitos alimentares e à introdução ou o aumento de atividades físicas”.

O médico afirma que não concorda com o uso destes medicamentos de maneira irresponsável, que é como ocorria em muitos casos. Entretanto, ele salienta que pacientes que faziam uso destas substâncias de forma controlada ficaram a ver navios e sem condições de continuar seus tratamentos por causa da proibição. “Muitos aumentaram seus níveis de obesidade e tiveram complicações pela interrupção do tratamento. As mesmas complicações cardiovasculares, inclusive, que a utilização destas medicações pode produzir no caso de uso indiscriminado ou em doses incorretas”.

“O veto ao remédio, na minha opinião, é um risco, pois os pacientes podem buscar maneiras ilícitas de ter acesso a estas drogas sem prescrição médica, utilizando-as em doses erradas e por tempo inadequado”. Mauro ainda esclarece que, no caso destas medicações, é muito importante que o médico saiba indicar, mas, sobretudo, também contraindicar em casos onde o paciente já apresente ou desenvolva alguma complicação clínica que impeça sua utilização.

Mesmo trabalhando com balão intragástrico e gastroplastia endoscópica – dois procedimentos utilizados contra a obesidade –, o profissional pensa que o tratamento para emagrecer pode necessitar do emprego dos moderadores de apetite em alguns pacientes. “Cabe à Anvisa fiscalizar o cumprimento adequado da lei e, aos pacientes, sempre procurarem médicos, clínicas e hospitais especializados no tratamento contra a obesidade. No meu entendimento, a sanção desta lei foi um ganho para a sociedade. Espera-se dos médicos e, principalmente, da população, bom senso em sua utilização e, das autoridades, competência na fiscalização para que o regulamento seja executado à risca”.

O médico esclarece que deve-se acompanhar a evolução dos fatos a partir deste acontecimento e, desta forma, compreender melhor se a liberação temporária do uso destas substâncias pode contribuir para um consumo e prescrição bem seletivos e conscientes. “Isto, sem dúvida, é o ideal, pois, desta maneira, os pacientes obesos usufruiriam de seus benefícios sem aumentar os riscos inerentes ao seu uso indiscriminado. A proibição, ao contrário, pode aumentar – e muito – as chances de procura no mercado negro. Por conseguinte, isto leva ao consumo impróprio e consequentes complicações, podendo chegar a sequelas e até a óbitos”, finaliza.

*Dr. Mauro Lucio Jácome é especialista em gastroenterologia, cirurgia e endoscopia. Membro titular especialista da Federação Brasileira de Gastroenterologia, Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva, Sociedade Brasileira de Cirurgia Laparoscópica, American Society for Gastrointestinal Endoscopy, American Gatroenterological Association, European Society for Gastrointestinal Endoscopy e Association for Bariatric Endoscopy.

Sorriso: entenda como ele pode impactar a autoestima

Sorriso: entenda como ele pode impactar a autoestima

Conhecido como o “cartão de visita” do rosto, o sorriso desempenha um papel fundamental em nosso dia a dia, pois é por meio dele que, muitas vezes, expressamos como nos sentimos e nos mostramos para o mundo. Assim, com tamanho protagonismo, o sorriso tem o poder de impactar a nossa autoestima de forma positiva ou negativa. A má posição dos dentes, por exemplo, além da questão estética, pode proporcionar uma série de problemas de saúde.

A assistente administrativa Juliana Lopes, hoje com 28 anos, sabe o que é passar por isso. Por anos, travou uma luta diária com o espelho, por conta de sua dentição torta, que muitas vezes gerou não só o julgamento das pessoas ao seu redor, como também a impediu de realizar ações comuns do cotidiano, como sorrir para fotos.

“Eu não era feliz, pois os meus dentes eram muito tortos e a mordida não se encaixava corretamente. Desde a adolescência, além de o meu próprio sorriso me incomodar, também sofri com as brincadeiras e os apelidos na escola, o que contribuiu para abalar a minha autoestima. Eu me sentia insegura até mesmo ao conversar com as pessoas”, afirma Juliana.

Juliana Lopes – Assistente Administrativa

Segundo o Dr. Edmilson Pelarigo,  ortodontista e fundador da Orthodontic, o caso de Juliana não é incomum. “No consultório, alguns pacientes relatam que costumam esconder o sorriso com as mãos, por constrangimento”. O especialista ressalta que fatores como bullying e insegurança com a própria imagem podem ocasionar a privação do individuo ao convívio social. “Em casos mais graves e em longo prazo, pode haver até mesmo o aparecimento de outras doenças, como a depressão”, pontua.

Os problemas de saúde também eram parte da rotina da assistente. “Frequentemente, eu sentia dores no maxilar e na cabeça, que às vezes até me impossibilitavam de comparecer ao trabalho”. Juliana conta que chegou a associar a cefaleia com outras doenças, como a sinusite, mas, após uma série de exames, descobriu que o problema estava relacionado à sua mordida.

De acordo com o Dr. Pelarigo, as dores de cabeça são o problema mais comum ocasionado pela má oclusão – ou seja, quando não há o equilíbrio correto entre a arcada superior e a arcada inferior -, mas a condição ainda pode proporcionar outros males, como o de mastigação, em que os alimentos não são digeridos e, como consequência, absorvidos da forma correta pelo organismo.

Após a realização do tratamento ortodôntico, finalizado há um ano, Juliana conta que a sua vida mudou. “Hoje, sou completamente feliz! O meu sorriso se transformou e eu recuperei a minha autoestima. Realizei todo o processo no tempo correto e já enxergava mudanças positivas nos primeiros meses de tratamento. Agora, sempre que tenho a oportunidade, sorrio!”.

O especialista esclarece que o tempo necessário para o tratamento ortodôntico irá depender da análise individual do paciente, que é feita por meio de consultas, exames e documentações. “A colaboração do paciente, na assiduidade às consultas para realizar as manutenções, também é parte fundamental de todo o processo, que visa, além de transformar sorrisos, devolver a autoestima e a qualidade de vida dos pacientes”, declara.

*Dr. Edmilson Pelarigo é ortodontista e fundador da Orthodontic, empresa que oferece tratamentos de qualidade a um preço acessível para a população.

 

Campanha “Junto ao Seu Coração” alerta pacientes com diabetes sobre o risco de desenvolver doenças cardiovasculares

Campanha “Junto ao Seu Coração” alerta pacientes com diabetes sobre o risco de desenvolver doenças cardiovasculares

A iniciativa conta com o apoio de artistas como Giovanna Lancellotti, Gian Luca Ewbank, Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank.

No Dia Nacional do Diabetes (26/06), a Boehringer Ingelheim e a Eli Lilly reforçam o alerta sobre a relação existente entre o diabetes e as doenças cardiovasculares. A campanha “Junto ao seu coração” defende que queremos ter junto ao coração as pessoas que nos fazem bem, lembrando o cuidado e o incentivo a hábitos saudáveis que geralmente acontecem entre namorados, amigos e familiares de pacientes com diabetes.

O diabetes é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de doenças do coração. Até 80% dos pacientes com diabetes tipo 2 morrem em decorrência de problemas cardiovasculares1. Diante de números tão alarmantes, a Boehringer Ingelheim e a Eli Lilly desenvolveram a campanha “Junto ao seu coração”, que visa informar a população sobre a relação entre essas doenças.

Uma pesquisa realizada pelo Ibope Inteligência indicou que menos da metade dos entrevistados (42%) citou as doenças cardíacas como as consequências mais relevantes do diabetes — e, mesmo entre os diabéticos, elas só foram mencionadas por 56%2. Isso significa que metade dos pacientes não associa as doenças cardíacas aos riscos do diabetes e, como consequência, não toma todos os cuidados necessários para prevenir esses eventos indesejados. A pesquisa também revelou que apenas 3% dos entrevistados mencionaram “ter uma doença cardíaca” como um medo relacionado ao diabetes, embora seja uma complicação potencialmente fatal. A maior parte das pessoas teme amputação (32%) e cegueira (32%).

“A doença cardiovascular no diabético mata mais que HIV, tuberculose e câncer de mama na população mundial”, explica Francisco Kerr Saraiva, cardiologista e professor da PUC Campinas. O especialista reforça que o cuidado com a saúde do coração é vital para o paciente de diabetes tipo 2. E para quem não é diabético, mas tem alguém muito próximo que é, vale o alerta para que incentivem a procura por um médico, que irá indicar o tratamento mais adequado de acordo com a análise individual do paciente.

O lançamento da campanha foi realizado com o post de um vídeo, no Facebook e Instagram, gravado pela atriz Giovanna Lancellotti e seu namorado, o artista plástico Gian Luca Ewbank. Luca é diabético e, como a maioria da população, não sabia que a doença pode ocasionar problemas cardiovasculares. Giovanna é filha de médicos e também não tinha essa informação. Até o fim do ano, serão trabalhadas ativações nas redes sociais, por meio de posts impulsionados e orgânicos, em diferentes datas, como Dia dos Namorados, Dia do Amigo, Dia do Coração e Dia da Família.

“Junto ao seu coração” é uma campanha da Aliança Boehringer Ingelheim e Eli Lilly, lançada no Facebook da Boehringer Ingelheim.  Assista ao vídeo aqui.

Aliança Boehringer Ingelheim e Eli Lilly

Comprometidos com a saúde e a qualidade de vida dos pacientes com diabetes e suas necessidades durante todas as fases do tratamento, as companhias Boehringer Ingelheim e Eli Lilly decidiram, em 2011, unir forças e estabelecer uma parceria no segmento. Essa aliança alavanca os pontos fortes de duas das maiores empresas farmacêuticas do mundo. A Boehringer Ingelheim com seu compromisso com investimento em pesquisa e desenvolvimento de novos medicamentos de alto valor terapêutico para a medicina, aliada ao pioneirismo da Eli Lilly – com a primeira insulina comercializada em 1923. Ao juntar forças, as companhias demonstram ainda mais compromisso com os pacientes com diabetes. Para mais informações, acesse www.boehringer-ingelheim.com.br ou www.lilly.com.br.

 

 

Mamografia: tudo que você precisa saber sobre o exame

Mamografia: tudo que você precisa saber sobre o exame

Entenda como funciona um dos exames mais importantes para a saúde feminina

Atualmente, estima-se que cerca de 2,5-3,0% das mortes femininas no país ocorram em decorrência do câncer de mama. A falta de informação, segundo a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), ainda é a principal causa dessa triste estatística. Ainda de acordo com a Sociedade Brasileira de Mastologia, muitas dessas mortes poderiam ser evitadas se houvesse um diagnóstico precoce. Quando o câncer de mama é diagnosticado logo no início, as chances de cura aumentam significativamente.

Entretanto, para que a medicina possa agir em favor das mulheres é preciso que elas tenham acesso ao exame de mamografia. De acordo com a Dra. Bruna Maria Thompson, médica em Radiologia, apesar de ser uma modalidade amplamente divulgada, ainda existem alguns mitos relacionados ao exame, tais como o fato de ele ser extremamente doloroso, algo que ocorre na minoria dos casos, além de questões culturais como vergonha de expor os seios ao médico ou ciúmes do companheiro.

Como funciona a mamografia?

A mamografia pode ser considerada um Raio-X das mamas. “Este exame é fundamental para diagnosticar se há ou não algum tipo de lesão indicativa de câncer, seja em estado inicial ou avançado. O exame pode ser completamente indolor ou apresentar algum incômodo, na maioria dos casos bastante suportável” explica a especialista.

Atualmente, as imagens podem ser adquiridas de forma digital. Dessa maneira, quando os Raios-X atravessam a mama eles atingem uma espécie de detector, que transmite esses sinais para o computador.  A média ainda afirma que há muitas vantagens relacionadas à digitalização das imagens na mamografia. Além da maior qualidade da imagem, há também a possibilidade de transmissão imediata das mesmas para uma central de radiologia, onde podem ser realizados os laudos a distância.

Como se realiza o exame?

Embora em geral indolor, algumas pacientes podem considerar o exame desconfortável, explica Bruna. A paciente é posicionada em pé próxima do equipamento e há compressão das mamas, de forma horizontal e vertical, para que sejam registradas as imagens. Mesmo mulheres com próteses de silicone podem realizar a mamografia, porém esta situação deve ser informada antes do exame. “As contraindicações são raras e incluem, por exemplo, pacientes gestantes. O uso de cremes, desodorantes, perfumes e talco deve ser evitado para não prejudicar a interpretação das imagens”, detalha.

Laudos de mamografia a distância?

Uma das grandes vantagens da telerradiologia é a expressiva agilidade na elaboração do laudo. Os laudos de mamografia à distância realizados pela equipe da DiagRad apresentam dois fatores fundamentais: rapidez e excelência.

Assim, quando as imagens são enviadas para a central de telerradiologia da DiagRad, de imediato quem assume a responsabilidade são profissionais especialistas em laudos de mamografia, que possuem formação e capacidade para detectar todo tipo de alterações. O laudo mamográfico segue a padronização elaborada pelo Colégio Americano de Radiologia (ACR) denominada BI-RADS, utilizada mundialmente.

Em linhas gerais, um laudo de mamografia a distância pode ter o seu resultado disponibilizado em menos de 24 horas.

Quem deve fazer o exame?

A menos que seja solicitado por um médico anteriormente, a primeira mamografia deve ser feita quando a mulher completar 40 anos, e deve ser realizada anualmente, explica a médica.

“Pacientes de risco possuem indicações personalizadas. Por grupo de risco entende-se aquelas mulheres com mutação genética (BRCA-1 ou BRCA-2) ou com parentes de primeiro grau com mutação provada; mulheres com risco igual ou maior a 20% ao longo da vida, com base em um dos modelos matemáticos baseados na história familiar; mulheres com história de irradiação no tórax entre 10 e 30 anos de idade; mulheres com síndromes genéticas específicas (Li-Fraumeni, Cowden) ou parentes de primeiro grau, mulheres com história pessoal de neoplasia lobular (hiperplasia lobular atípica e carcinoma lobular in situ), hiperplasia ductal atípica, carcinoma ductal in situ, carcinoma invasor de mama ou de ovário”, afirma.

Homens também podem ter câncer de mama

Embora seja extremamente raro, homens também podem apresentar câncer de mama. A mamografia pode ser realizada para a avaliação da mama masculina, seja para verificar um aumento volumétrico, denominado ginecomastia, ou para avaliar a presença de nódulos. No caso dos homens, segundo a especialista, a indicação para o exame de mamografia deverá partir do médico responsável pelo paciente, ao se perceberem sintomas que possam levar ao diagnóstico de algumas dessas possibilidades.

Referências:

Site da Sociedade Brasileira de Mastologia: sbmastologia.com.br
Recomendações do Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem, da Sociedade Brasileira de Mastologia e da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia para rastreamento do câncer de mama por métodos de imagem. Radiol Bras vol.45 no.6 São Paulo Oct./Dec. 2012.

*Dra. Bruna Maria Thompson é médica em Radiologia e Diagnóstico por Imagem na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) – Escola Paulista de Medicina. Especialização em Radiologia Mamária no Instituto de Radiologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (INRAD-FMUSP). Médica da equipe de Radiologia Mamária do Hospital das Clínicas da Universidade São Paulo (HCFMUSP).

Fonte: DiagRad

Saúde Mental: entenda os transtornos mentais mais comuns na terceira idade

Saúde Mental: entenda os transtornos mentais mais comuns na terceira idade

Fatores hereditários e estilo de vida são alguns dos principais fatores associados ao aparecimento das doenças psíquicas em idosos

Segundo o mais recente relatório global da Organização Mundial de Saúde (OMS), uma em cada 10 pessoas no mundo sofrem de algum distúrbio mental. Esse dado representa 10% da população mundial – aproximadamente 700 milhões de pessoas – que sofrem com a perda de uma parte da reserva funcional cerebral, o que os torna mais vulneráveis para lidar com o estresse, relacionamentos interpessoais e até mesmo a qualidade de suas escolhas.

De acordo com Edson Issamu, neurologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, não existe uma definição explícita para o termo saúde mental pelo fato de existirem diferenças culturais e julgamentos subjetivos que interferem neste conceito. Na verdade, segundo o especialista, essa expressão é usada para descrever o nível de qualidade cognitivo-emocional (capacidade de identificar sentimentos e emoções) de cada indivíduo, que interfere no nosso bem-estar emocional, psicológico e social, afetando também o modo como pensamos, sentimos e agimos.

No caso dos idosos, a geriatra Aline Thomaz explica que são muitos os fatores que influenciam na saúde mental, mas o processo biológico do envelhecimento, por si só, não vem associado a qualquer doença, mas sim à diminuição das nossas reservas funcionais. “Experiências de vida (trauma ou abuso), fatores biológicos e genéticos, fatores externos típicos da vida moderna (como o estresse), problemas familiares e luto por perdas de pessoas próximas, além da frustração por não poderem mais realizar algumas atividades que antes faziam parte do seu dia a dia, são alguns dos aspectos que podem favorecer o aparecimento das doenças psíquicas”, detalha a médica do Hospital São Camilo.

Entre as condições mentais que mais afetam a terceira idade, a geriatra destaca os casos de depressão, transtornos de ansiedade (pânico e transtorno de ansiedade generalizada), bipolaridade, esquizofrenia e demência – sendo que o principal tipo é a Doença de Alzheimer, seguida pela Demência Vascular.

A geriatra explica abaixo as condições mentais que mais afetam a terceira idade:

Depressão

“A condição leva a pessoa a se sentir desanimada, triste, desamparada, desmotivada ou desinteressada pela vida em geral. Temos dois tipos de casos: a depressão reativa, ou seja, quando esses sentimentos duram por um curto período de tempo e os sintomas desaparecem com a resolução do problema que a ocasionou ou uma depressão maior, que perdura por mais de duas semanas e interfere nas atividades do dia a dia, como cuidar da família, da vida social, do desempenho profissional ou escolar, requerendo tratamento especializado”.

Bipolaridade

“Também conhecido como doença maníaco-depressiva, é um transtorno mental que causa mudanças incomuns no humor, nos níveis de atividade e na capacidade de realizar as tarefas do dia a dia. Ocorre alternância de episódios de euforia (mania) e de depressão, com intervalos de normalidade. Tanto um episódio quanto o outro envolvem mudanças claras no humor e nos níveis de atividade”.

Esquizofrenia

“Uma doença cerebral crônica que afeta cerca de 1% da população mundial. Ela apresenta várias manifestações, afetando diversas áreas do funcionamento psíquico que podem incluir delírios, alucinações, problemas com o pensamento e concentração e falta de motivação”.

Demência

“Descreve um conjunto de sintomas que podem incluir perda de memória, dificuldades de linguagem e pensamento, além de incapacidade para resolver os problemas. Muitas vezes, estas mudanças são sutis na fase inicial da doença, mas irão progredir ao longo do tempo, afetando fortemente o seu cotidiano. A pessoa pode apresentar mudanças em seu humor e comportamento e chegar ao ponto de não mais conseguir cuidar de si mesma”.

Aline também ressalta que a depressão e a ansiedade podem melhorar com tratamento e, em muitos casos, o paciente se recupera completamente, podendo obter a cura. “Há tratamentos com medicamentos específicos e psicoterapia que, especialmente juntos, são muito eficazes. Já o Alzheimer e a Esquizofrenia são doenças incuráveis que podem ser controladas, porém tem caráter progressivo e irreversível”.

Por isso, a geriatra alerta para vários sinais, sintomas e comportamentos suspeitos, como afastar-se das pessoas e das atividades usuais, ter pouca ou nenhuma energia (anedonia), dores frequentes e/ou dores inexplicáveis, sentir-se confuso, esquecido, irritado, chateado, preocupado ou com medo, apresentar mudanças de humor, pensamentos negativos e persistentes, ouvir vozes ou acreditar em coisas que não são verdadeiras, pensar em machucar a si mesmo ou aos outros e ser incapaz de executar tarefas cotidianas, como cuidar de seus filhos, da casa ou das atividades de trabalho.

As pessoas também devem manter uma saúde mental positiva como alternativa para evitar essas condições mentais durante o processo de envelhecimento. “É importante desempenhar todo o seu potencial, enfrentando as tensões do cotidiano, sendo produtivas no trabalho (incluindo o serviço voluntário) e fazendo contribuições significativas para as suas comunidades”. Entre as recomendações estão “uma vida social ativa, ser positivo em relação à vida e a si próprio, manter-se fisicamente ativo, ajudar os outros (o voluntariado é uma ótima opção), dormir o suficiente – sentir-se disposto no dia seguinte e não cansado ou sonolento durante o dia – e desenvolver habilidades para o melhor enfrentamento dos problemas”, aconselha a profissional Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.

Depressão: qual o motivo dela atingir mais as mulheres?

Depressão: qual o motivo dela atingir mais as mulheres?

A depressão foi o tema escolhido para a campanha do Dia Mundial da Saúde 2017, em 7 de abril. Segundo a Organização Mundial da Saúde, 4,4% da população mundial é afetada por esse mal. O Brasil é segundo país das Américas com o maior número de casos diagnosticados e o primeiro da América Latina, atingindo 5,8% da população nacional, cerca de 12 milhões de brasileiros, em sua maioria do sexo feminino.

Dados estatísticos apontam que as mulheres têm uma prevalência de cerca de 20% de depressão ao longo da vida e um risco de 1,5 a três vezes maior de desenvolver a depressão do que os homens. De acordo com psiquiatra, Rodrigo Ramos, essa diferença pode ser explicada por particularidades hormonais, questões de estresse próprias do universo feminino e por fatores relacionados à experiência gestacional. “O próprio Transtorno Disfórico Pré-Menstrual, a famosa e popular Tensão Pré-Menstrual (TPM), configura-se como um tipo de Transtorno Depressivo”, afirma.

Sintomas da depressão

De acordo com o especialista, não existem diferenças significativas dos sintomas entre as depressões masculinas e femininas e ambas se caracterizam por um conjunto que envolve a presença de tristeza, desânimo, perda de prazer ou interesse em se fazer coisas que outrora eram satisfatórias, choro fácil e sintomas ansiosos. Ele diz que há ainda um pensamento de menos valia, pessimismo consigo próprio, com os outros e com o mundo, sentimento de culpa e pensamento de morte que podem envolver, inclusive, ideação suicida. “Estão presentes também sintomas somáticos como alteração do padrão de sono e apetite, alterações na capacidade de concentração e memória, prejuízo da libido, dores crônicas, sensação de fadiga e alterações psicomotoras como lentificação dos movimentos ou inquietude” , declara.

A gestação é uma fase em que há um destaque no desenvolvimento de quadros depressivos. Rodrigo explica que a depressão gestacional tem uma prevalência de algo em torno de 18% e pode prejudicar a relação mãe-feto, tão fundamental para uma boa aceitação da gravidez. “São considerados fatores de risco para o desenvolvimento desse mal nessa fase: história de transtornos de humor ou ansiedade, história de depressão pós parto, história de transtorno disfórico pré-menstrual, doença psiquiátrica na família, abuso sexual na infância, gravidez precoce, gravidez não planejada, gravidez não desejada e não aceita, mães solteiras, ter um número grande de filhos, suporte social limitado, ser vítima de violência e conflitos domésticos, baixo nível de escolaridade, tabagismo e abuso de substâncias. A depressão gestacional é o principal risco de depressão pós-parto”, diz.

O profissional detalha que a depressão pós-parto corresponde à instalação do conjunto de sintomas dessa doença dos primeiros dias até 6 meses após o nascimento do bebê. Como a mãe é a principal fonte de relação do recém-nascido com o mundo, sendo suporte principal para a evolução neurológica nas fases iniciais da vida infantil, esse diagnóstico pode trazer alterações no desenvolvimento do bebê que vão desde alterações de sono e comportamento até prejuízo na aprendizagem. A ideia de que a gravidez só deve trazer momentos mágicos à mulher, embora absolutamente falsa, pode levar com que muitas pessoas não procurem tratamento e que haja, assim, o subdiagnóstico.

“Não se pode confundir depressão pós-parto com baby blues ou disforia pós-parto, um quadro adaptativo que acomete de 60 a 80% das mulheres e que está relacionado aos mecanismos de ajustamento da mulher à nova vida. Esse quadro dura cerca de duas semanas”, explica o psiquiatra.

A depressão, na maioria dos casos, exige tratamento específico e especializado, muitas vezes requerendo a presença de uma medicação.Para o médico, é fundamental a atenção de toda sociedade para todas as mudanças de humor em todas as fases da vida da mulher porque muitas vezes ela pode estar envolvida com um quadro depressivo.

Dr. Rodrigo Ramos*Rodrigo de Almeida Ramos – Psiquiatra e psicodramatista, mestre em Medicina pela Faculdade de Ciências Medicas da Santa Casa de São Paulo, diretor do Núcleo Paulista de Especialidades Médicas e da Clínica Vínculo, especializada em Saúde Mental.

 

Está perdendo urina de forma involuntária? Conheça ações que podem ajudar

Está perdendo urina de forma involuntária? Conheça ações que podem ajudar

Muitas pessoas têm medo de avisar aos familiares e até procurar um médico para descobrir a origem da perda involuntária de urina, porque acreditam que terão que passar por uma cirurgia para resolver o problema. Mas nem sempre é assim.

A fisioterapeuta pélvica Cláudia Hacad, membro do Comitê Científico do Instituto Lado a Lado pela Vida, explica que a fisioterapia é a primeira linha de tratamento conservador. “Segundo a Sociedade Internacional de Incontinência, os exercícios do assoalho pélvico, para fortalecimento e melhora da coordenação desse assoalho, são considerados primeira linha de tratamento conservador. Isso já é bastante estabelecido. E existem associações com técnicas como biofeedback e eletroestimulação para melhorar os resultados”.

Os exercícios são feitos com contração do assoalho pélvico, para fortalecer o músculo. O
biofeedback ajuda a saber a forma correta de praticar, por oferece maior consciência do assoalho pélvico. Segundo a fisioterapeuta, estudos indicam que 30% das mulheres não têm consciência do assoalho pélvico.

No biofeedback é colocado um eletrodo intravaginal ou na região do assoalho pélvico externo e ele capta a atividade do músculo do assoalho. O paciente consegue ver na tela do computador e entender como deve ser o treinamento, a contração. “Em muitos casos eu peço a contração e o paciente não entende o que é. Com o biofeedback a pessoa entende e depois consegue treinar sem o aparelho”, diz Cláudia. “O paciente treina para saber que exercício terá que fazer e replicar em casa, no seu dia a dia. Quando pega o jeito, consegue fazer em qualquer lugar, em qualquer momento”.

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Como é o tratamento da perda urinária

Quando se fala em período de tratamento e prática dos exercícios, a fisioterapeuta avisa que cada caso é avaliado individualmente. Mas para dar uma ideia, refere-se aos estudos sobre fisiologia muscular – já que o assoalho pélvico é um músculo. “Quando a pessoa busca ganhar força, trofismo das fibras musculares, necessita de treinos diários por três meses, ou seja, 12 semanas”, explica. “Mas tem pacientes que depois de quatro semanas está pronto. No assoalho pélvico não se pode pensar somente em força, mas também em coordenação. Muitas vezes a pessoa tinha a força preservada e só não estava com coordenação boa no fechamento do esfíncter. Então, em três, quatro ou cinco sessões resolve”.

Para quem vai reforçar esse músculo, a sugestão é treinos diários, três vezes por dia, pela manhã, à tarde e à noite. “Insere essa contração no seu dia a dia, em suas atividades diárias. Muitas vezes simulamos na fisioterapia as atividades do cotidiano para treinar os exercícios já nesse contexto”.

Uma dúvida que costuma surgir é sobre a possibilidade de a incontinência urinária voltar. Cláudia avisa que depois de algum tempo após a parada dos exercícios pode acontecer de voltar a perda involuntária de urina. “É um treino muscular como outros. Como a pessoa que sempre faz trabalho no braço, por exemplo, e está ótimo, com força. Se parar por um período, ele fica fraco novamente e precisa retomar o treino”.

Com o músculo do assoalho pélvico é a mesma coisa – depois que a pessoa aprende, se ocorrer qualquer perda de urina é só voltar a praticar os exercícios. “Geralmente quando o paciente melhorar, não lembra mais do treino. Então, se perder uma vez, volta a fazer as contrações”.

A fisioterapia pélvica costuma oferecer bons resultados para incontinência leve ou moderada. Nos casos mais severos, o tratamento começa com a fisioterapia com avaliação dos resultados. A fisioterapeuta esclarece que se a pessoa fez o treino da maneira correta, tem boa adesão e mesmo assim continua com perda, volta para o urologista, ginecologista ou geriatra, o médico que acompanha o tratamento, para avaliar novas condutas e estratégias de tratamento.

“Se tem bexiga hiperativa, frequência com urgência, existem medicamentos para inibir contrações involuntárias da bexiga. Em caso de incontinência de esforço, tem cirurgia minimamente invasiva, que é a colocação de sling, com pouquíssimo tempo de internação e mínimo risco”, afirma. “Na falha do tratamento conservador, que é a fisioterapia, tem o uso de medicamentos e a cirurgia”.

É considerada leve a incontinência em que o paciente perde algumas gotas. Moderada quando há perda de jatos algumas vezes e severa quando está perdendo urina direto, usando muitas fraldas.

Orientações de estilo de vida

Algumas ações simples podem ser inseridas na rotina e ajudar a diminuir a incontinência urinária – além de tornar melhor a qualidade de vida de quem enfrenta o problema. “Eu falo que 50% do tratamento são essas orientações”, destaca Cláudia.

Um dos pontos a observar é a forma como toma água. “Às vezes porque o médico mandou tomar três litros por dia, o paciente toma 750 ml só na hora do almoço”, avalia. “Não precisa jogar toda essa carga de líquido na bexiga de uma vez só. O ideal é ingerir líquido ao longo do dia, de pouco em pouco”.

Outra dica da fisioterapeuta é evitar ingestão de líquidos duras horas antes de dormir. Se precisa tomar remédio, ingere o suficiente para o medicamento apenas – não precisa mais do que isso. “Não há necessidade de tomar água a noite para dormir, porque não gasta energia. Vai ficar só retendo, acordar durante a noite e ter qualidade de sono ruim”.

Claudia também recomenda esvaziar a bexiga a cada duas horas. “Tem pessoas que dizem: ‘antigamente eu conseguia ficar 4, 5 horas segurando a urina’. Como se isso fosse uma vantagem – não há vantagem nenhuma”.

Para criar essa rotina, a sugestão é colocar o relógio para despertar a cada duas horas, uma hora e meia, ou começar a prestar mais atenção às necessidades da bexiga. “Quando for urinar é preciso ver se esvaziou adequadamente. Se esvazia a bexiga, levanta e volta depois de 15 minutos, pode ser porque não fez corretamente antes. Fica mais um tempo, movimenta um pouco o corpo, espera esvaziar”.

A fisioterapeuta pélvica avisa que só essas orientações comportamentais de ingesta hídrica, evitar ingestão noturna de líquidos e esvaziar adequadamente a bexiga já traz muitas melhoras. “50% do tratamento está aí”.

Campanha Xi Escapou

A incontinência urinária (IU) atinge cerca de 10 milhões de brasileiros. Entre as mulheres, 35% enfrentam o problema após a menopausa. Entre os homens submetidos à cirurgia para a retirada da próstata, de 5% a 10% podem apresentar a doença. Para conscientizar sobre esse cenário, o Instituto Lado a Lado pela Vida, com o apoio da Bigfral, lançou em 2015 o programa Xi Escapou. O objetivo é acabar com medos e preconceitos e também capacitar profissionais para que saibam lidar com o distúrbio. Para saber mais, pode baixar gratuitamente a cartilha Diálogos da Incontinência Urinária no site do www.ladoaladopelavida.org.br/portal/nossas-publicacoes.

*Claudia Rosenblatt Hacad é Fisioterapeuta, Mestre em Ciências da Saúde pela Disciplina de Urologia da UNIFESP- São Paulo. Especialista em Biofeedback  eletromiográfico aplicado às Disfunções Pélvicas pelo BCIA (EUA). Instrutora do Curso Internacional de Biofeedback Eletromiografico aplicado às Disfunções  Miccionais e Pélvicas  do BFE. Criadora e Mediadora do Journal Club Online de Disfunções Pélvicas. Fisioterapeuta pesquisadora do Instituto Central do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. 

Conheça os exames de ultrassom mais indicados para mulheres na menopausa

Conheça os exames de ultrassom mais indicados para mulheres na menopausa

Mulheres na menopausa requerem, além dos exames preventivos habituais, de acompanhamentos especiais que podem ser feitos por exames de imagens. “Os exames de imagem são bem eficientes na avaliação preventiva de patologias. E devem ser utilizados como método de investigação”, afirma Dra. Beatriz Maranhão, radiologista do Lucilo Maranhão Diagnósticos. O objetivo é esse: prevenção e diagnóstico de tumores em fase inicial, onde existe uma maior chance de cura. Pensando no grupo de mulheres que já passaram dos 50 anos e precisam de um cuidado especial, Dra. Beatriz elenca os principais exames de imagem.

 

Ultrassom das mamas

Começando pelas mamas, além da mamografia, outro exame fundamental é o ultrassom das mamas, comumente usado como complemento ao rastreamento mamográfico, quando existir necessidade pela densidade mamária ou para avaliação de alteração palpável ao exame físico. “Nas pacientes menopausadas sua principal indicação é avaliar nódulos vistos nas mamografias. Este exame pode definir qual a característica do nódulo, se o seu componente é sólido ou líquido. Caso exista suspeita de malignidade pode também guiar a punção, que definirá a conduta”, diz Dra. Beatriz.

Ultrassom pélvico e transvaginal

O ultrassom pélvico e transvaginal possibilita a avaliação de todo sistema reprodutor, como útero, endométrio e ovários”. De acordo com Beatriz, esses órgãos apresentam frequentemente doenças benignas como miomas, pólipos e cistos. No entanto, “com o passar dos anos, a incidência de doenças mais graves pode aumentar e por isso o uso de ultrassom realizado por profissional experiente é fundamental para diagnosticar doenças em fase inicial, aumentando a possibilidade de cura”, diz.

Ultrassom de abdome superior

Já em órgãos que estão localizados no abdome superior, como o caso do fígado, vesícula biliar, baço, pâncreas e rins, a ultrassom de abdome é indicada.  “Nos casos de cálculos renais é possível rastreá-los ao ponto de saber dimensão e localização, afirmando seguramente se é necessário tratamentos mais complexos”, afirma Dra. Beatriz Maranhão.

Ultrassom da tireoide

Por fim, para que o check up fique completo, a ultrassom da tireoide é indicada. “O índice de nódulo de tireoide é maior em mulheres e o exame de imagem consegue identificar alterações, caso o nódulo seja suspeito. Se isso ocorrer, uma punção pode ser indicada, definindo se há ou não necessidade de uma intervenção cirúrgica”, finaliza Dra. Beatriz.

*Beatriz Maranhão é graduada em Medicina pela Universidade Federal de Pernambuco, professora convidada pela Mastologia do Hospital Universitário Oswaldo Cruz e radiologista pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira – IMIP, PE.