24 jun

Uso de medicamentos durante a gravidez

Posso usar algum remédio durante a gravidez?

A gestação humana dura, em média, 270 dias, e durante este período a mulher pode ficar doente e precisar de medicamentos para resfriados ou alergias. Além disso, ela pode necessitar de tratamento para doenças crônicas, como diabetes e artrite e estes não podem ser interrompidos, apesar da gravidez. Nesses casos, é importante que a saúde da mãe também seja respeitada e que ela tenha as melhores condições possíveis para dar luz ao bebê.

Medicamentos-na-gravidez

Cuidados com o uso dos medicamentos

Em primeiro lugar, é importante notar que o uso de drogas durante a gravidez deve ser feito sempre sob supervisão de um profissional de saúde (médico ou farmacêutico). É também fundamental saber que até mesmo medicamentos que não precisam prescrição médica (por mais seguros que sejam para a mãe), podem ser perigosos para o embrião, causando efeitos teratogênicos (má-formação do feto).

Em primeiro lugar a absorção do fármaco durante a gravidez é diferente, porque a motilidade do intestino é menor e, em geral, a absorção é mais lenta. A distribuição do fármaco no organismo é maior e, como consequência, a droga vai estar em lugares onde não estaria caso a mulher não estivesse grávida. A concentração de albumina, uma proteína à qual se ligam várias drogas, diminui. Dessa forma,  mesmo baixas concentrações do medicamento podem levar a problemas de superdosagem e toxicidade em gestantes. A placenta também pode metabolizar diversos compostos químicos e gerar metabólitos que são tóxicos. Por outro lado, a eliminação do medicamento pelos rins é mais rápida e o efeito da droga pode ser encurtado.

Todas as considerações acima se referem apenas ao caminho percorrido pelo fármaco, ou seja, sua farmacocinética. Não se esqueça que algumas drogas são tóxicas por si só para o feto e seu uso durante a gravidez é extremamente contra-indicado.

Casos conhecidos de medicamentos perigosos

Um caso bem famoso é o da talidomida. Esse medicamento era usado como sedativo durante a gravidez e causava má-formação em fetos (focomelia: ausência ou má-formação nos braços ou pernas). O produto foi retirado do mercado para esta indicação e é atualmente prescrito para tratar tuberculose e alguns tipos de câncer.

Além disso, alguns medicamentos disponíveis no mercado para tratar a hipertensão (classe dos antagonistas da angiotensina II) podem levar a defeitos no feto se forem tomados quando a mulher está no segundo ou terceiro trimestre da gravidez .

Ademais, outros produtos podem ser prejudiciais para o feto como um álcool ou algumas doenças. No último caso, é importante que a mulher esteja com seu calendário de vacinação em dia, pois doenças infecciosas como o sarampo podem causar deformidades no feto.

Por fim, aconselhamos que a gestante sempre converse com um médico ou farmacêutico de confiança antes de tomar qualquer medicamento. Esses profissionais da saúde são os indicados para avaliarem o risco-benefício do medicamento para a mulher grávida.

 Texto colaborativos, enviado por www.criasaude.com.br