03 jan

Síndrome do pânico durante a gravidez

A síndrome do pânico, diferente do que algumas pessoas imaginam, não ocorre apenas entre jovens e adolescentes. Embora os acontecimentos dessa fase da vida sejam mais propícios para o desenvolvimento da doença, acarretando num maior índice do problema entre os jovens, a síndrome também ocorre entre grávidas. E isso não é difícil de acontecer, pois essa é uma fase da vida em que há muitas mudanças na vida da mulher, intensificando a sensação de medo e ansiedade, as quais são os pontos de partida para as crises de pânico.

Síndrome do pânico durante a gravidezEmbora seja um período curto de tempo, é preciso prestar atenção caso essas crises ocorram com muita frequência. Os sintomas desenvolvidos pelas grávidas são basicamente os mesmo, como o coração acelerado, dor no peito, tontura, náuseas, suor em excesso, tremor, falta de ar e sentimento de medo.

No caso das grávidas normalmente é possível encontrar o motivo principal do desenvolvimento da doença, já que estão passando por um período de grandes mudanças associado às alterações hormonais. Com o desequilíbrio dos hormônios há uma série de sintomas como a mudança de humor, o estresse e a ansiedade. Quando eles aparecem com muita frequência ou de maneira muito forte, é possível que a gestante sofra de crises de pânico neste momento da vida.

As mulheres passam, nesta fase, por questionamentos como “serei uma boa mãe?”, “como devo educar meu filho?”, “será que ele vai ser uma criança saudável?”, “será que estou nutrindo bem meu filho para que nada lhe falte?”. Como esses questionamentos podem desencadear o medo, este pode resultar na doença e a mulher começa a apresentar sintomas que caracterizam as crises de pânico.

A importância em fazer o tratamento adequado para a doença está, principalmente, nos sintomas que a presença da doença pode trazer para o bebê. Com os contínuos ataques, o bebê também passa por momentos de estresse. Quando isso ocorre, o crescimento da criança pode ser afetado, pois ele ganhará peso e tamanho de forma mais lenta. Além disso, a criança ficará mais propensa a obter doenças depois de nascer, pois terá um sistema imunológico mais fraco e sensível e neste momento, quem sofre da síndrome necessita de apoio, para superar a doença.

Além disso, estudos indicam que a criança pode adquirir, com mais facilidade, diabete e problemas cardíacos.  Outro problema ressaltado pelos médicos é que a mãe que desenvolve crises de pânico durante a gestação também tem mais chances de sofrer de depressão pós-parto.

Texto colaborativo do blog  Síndrome do Pânico!