Categoria: Saúde da mulher

Suplementação: qualidade de vida para pessoas com doenças reumáticas

Suplementação: qualidade de vida para pessoas com doenças reumáticas

Doenças como artrite, artrose e osteoporose podem ter seus sintomas e efeitos colaterais dos tratamentos abrandados com a reposição da Vitamina D

As doenças reumáticas, ao contrário do senso comum, não apresentam como sintomas apenas dores ósseas ou nas articulações, mas, também, em outros órgãos, como rins, olhos, pulmões e pele. Porém, a suplementação da Vitamina D tem ajudado bastantes pessoas que sofrem com essas enfermidades.

Doenças reumáticas autoimune como a artrite, artrose e osteoporose ocorrem quando o sistema imunológico do corpo ataca seus próprios tecidos, particularmente as articulações. Pelo fato da vitamina D ser conhecida por desempenhar um papel importante na regulação do sistema imunológico e ter sido especificamente associada à ocorrência de outras doenças do mesmo tipo, muitos pesquisadores há muito tempo suspeitavam que a sua deficiência poderia aumentar o risco de problemas nos ossos.

A confirmação desta associação veio em 2010, em um estudo publicado na revista Environmental Health Perspectives que analisou o efeito de fatores ambientais sobre o risco de artrite reumatoide. Pelo fato do corpo produzir vitamina D pela exposição à luz solar, as taxas de deficiência são significativamente mais elevadas em latitudes mais distante do Equador, particularmente entre as pessoas com pele mais escura ou que cobrem regularmente a sua pele com roupas ou protetor solar.

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De acordo com a diretora da Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais (Anfarmag – Regional Minas Gerais) e farmacêutica, Janete Grippa, com o envelhecimento nossas células vão perdendo a capacidade de se regenerar e nosso sistema imunológico também pode não funcionar bem, reagindo de maneira inadequada e nos deixando mais susceptíveis a determinadas doenças. “Além disso, na faixa dos 40 anos, existe o aumento do sedentarismo, as articulações tendem a ser mais acometidas, pois o exercício físico é fundamental para lubrificar as articulações e manter todo o equilíbrio do organismo”.

Segundo a farmacêutica, a má alimentação também compromete a saúde dos ossos. “ A falta de prática esportiva e os maus hábitos alimentares, com quantidades insuficientes de cálcio, proteínas e outros nutrientes essenciais para saúde dos ossos, pode resultar em osteoporose. Também a falta de tempo para se expor ao sol diariamente, tem levado a maioria dos brasileiros a deficiência de vitamina D, fundamental para saúde dos ossos”, explica.

Muitos pacientes com artrite reumatoide possuem maior probabilidade de ter doenças cardiovasculares devido a inflamação crônica causada pela doença autoimune. Ao diminuir a inflamação e protegendo o coração, a suplementação de vitamina D estende significativamente a expectativa de vida de pacientes com artrite reumatoide.

Um estudo publicado no Archives of Internal Medicine em 2008, descobriu que as pessoas com deficiência grave de vitamina D tiveram duas vezes mais chances de morrerem que aqueles com níveis suficientes, particularmente de doenças cardiovasculares.

Pacientes com artrite reumatoide também são conhecidos por terem um risco maior de desenvolverem osteoporose, um problema que é ainda pior pelo fato de que muitos dos esteroides usados para tratar a artrite reumatoide também podem promover a perda óssea. Aumentando a absorção de cálcio no organismo, níveis mais elevados de vitamina D também podem proteger contra esse efeito.

Pelo fato de muitos remédios para osteoporose não funcionarem bem em indivíduos com deficiência de vitamina D, é especialmente essencial que as pessoas que fazem esses tipos de tratamentos monitorem seus níveis da substância. Janete Grippa ressalta, “a suplementação pode auxiliar muito pessoas que possuem defasagem de nutrientes, porém cada caso é um caso e o paciente deve perguntar ao médico se há necessidade da reposição. É importante também que a pessoa faça consultas regularmente a um especialista para acompanhamento do estado clínico”.

janete-grippa*Janete Grippa é diretora da Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais (Anfarmag – Regional Minas Gerais)

Sexo: mais de 40% das brasileiras não conseguem atingir o orgasmo

Sexo: mais de 40% das brasileiras não conseguem atingir o orgasmo

A dificuldade de atingir o clímax durante a relação sexual pode estar relacionada a vários fatores diários, como estresse, nervoso, ansiedade, problemas profissionais e até mesmo físicos. De acordo com uma pesquisa feita pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, mais de 40% das mulheres brasileiras não atingem o orgasmo.

Segundo o estudo, uma das razões que explica essa dificuldade está atrelada ao fato de que, quase 50% das mulheres, não praticam a masturbação com frequência e 19,5% nunca nem experimentaram a prática. O que afeta os estímulos femininos e, por isso, a mulher acaba não conhecendo seu corpo e não consegue se comunicar com o parceiro sobre o que a motiva durante a relação.

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De acordo a ginecologista de São Paulo, Maria Elisa Noriler, o sexo faz parte de uma boa qualidade de vida e é importante que as mulheres se sintam confiantes para explorar este lado. Por isso, a especialista citou algumas dicas que podem te ajudar a melhorar a saúde sexual. Confira!

  1. Se conheça! – Utilize a prática da masturbação para conhecer o seu corpo, faz bem e permite se conhecer melhor e saber o que gosta;
  1. Aposte em suplementos naturais – Algumas ervas como a marapuama, manjericão, alecrim, catuaba, tribullus e vitaminas E e C aumentam a libido. “Além de aumentar a disposição e o apetite sexual, esses suplementos também são fitoterápicos (afrodisíacos) o que aumenta não só a libido, mas a potência sexual”, afirma a especialista.
  1. Faça exercícios – Atividades físicas regulares melhoram o fluxo sanguíneo, o que ajuda a acelerar a excitação;
  1. Fique atenta ao seu anticoncepcional – A pílula pode alterar os seus hormônios e prejudicar o prazer sexual. “É importante que a mulher vá a consultas com o ginecologista e analise o anticoncepcional utilizado. Muitas vezes, dependendo do organismo e da pílula, pode haver perda da libido”, afirma a médica.
  1. Controle o consumo de açúcar – Uma alimentação rica em açúcares afeta o organismo feminino e seus hormônios, o que faz eliminar substâncias e nutrientes que contribuem para o maior desejo sexual;
  1. Pense em sexo – Ao fazer isso, você envia estímulos ao cérebro de que está disposta e com vontade de praticar o sexo. Por isso, procure pensar mais no assunto;
  1. Consuma vinho – A bebida contém resveratol e polifenol, substâncias que estimulam o organismo a produzir estrógeno. Logo, aumenta o desejo sexual e intensifica as chances de acontecer um orgasmo.

“No geral, para ter uma boa saúde sexual, além de ficar atenta ao uso da camisinha, é importante seguir uma vida saudável. Ter uma alimentação balanceada, com pouca ingestão de açúcares e alimentos gordurosos, e praticar atividades físicas regularmente são fatores simples que influenciam também na vida sexual”, finaliza Maria Elisa.

Dra-Maria-Elisa-NorilerSobre a especialista: Dra. Maria Elisa Noriler é especialista em Ginecologia e Obstetrícia. Possui seu consultório particular em São Paulo-SP. Tem participação ativa em congressos médicos, simpósios e reuniões de discussões de casos clínicos. É médica preceptora de Ginecologia e responsável pelo setor de Ginecologia Endócrina InfantoPuberal e Climatério do Hospital Municipal Maternidade Escola de Vila Nova Cachoeirinha desde fevereiro de 2010. facebook.com/Dra.MariaElisaNoriler

Conheça os 5 nutrientes que fortalecem o sistema imunológico

Conheça os 5 nutrientes que fortalecem o sistema imunológico

Gengibre e cítricos para gripes e resfriados, couve e feijão para anemia – cada um tem uma receita para aquele mal-estar, fraqueza ou falta de vitaminas. A verdade é que os alimentos são a maior fonte de proteção contra as doenças e manter um corpo protegido requer atenção, principalmente hoje em dia, com todas as ofertas de lanches rápidos e prontos que são consumidos frequentemente para “facilitar” nossa vida.

Frutas, verduras e legumes podem oferecer benefícios diferentes de acordo com sua cor, forma de preparo e propriedade. Nutrir o corpo com essas substâncias de forma balanceada ajuda a fortalecer o sistema imunológico, protetor e responsável pela manutenção da sua saúde. A nutricionista Thais Cardenas, membro do Comitê Científico do Instituto Lado a Lado pela Vida, indica 5 nutrientes que dão mais força ao organismo e reforçam o sistema imunológico.

Alicina

A Alicina é um composto encontrado no grupo de vegetais chamado Allium, que inclui o alho, a cebola, alho-poró e a cebolinha. Parece que seus efeitos têm relação com a quantidade consumida, principalmente em estudos que avaliam o efeito protetor contra câncer colorretal. Por isso, pode-se incluir diariamente o alho como parte da alimentação.

Ácido elágico, alfa-linolênico e flavonóides

Os nomes são assustadores, mas esses compostos, encontrados nas nozes, as mais estudadas entre as amêndoas, podem combater o câncer. Os estudos ainda são pequenos, e principalmente em animais, e relacionados à proteção de câncer de próstata e mama. O ácido elágico é também encontrado na framboesa e no morango. No nosso intestino, esse ácido tem papel antioxidante e anti-inflamatório.

Quercetina

A Queroetina é um flavonóide presente, entre outros alimentos, na maçã, apresenta propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes. Além disso, a maçã é excelente fonte de vitamina C e é considerada uma das principais frutas antioxidantes, protegendo as células contra “estragos”, além de prevenir o crescimento de tumores. A maçã também pode ajudar no controle de peso: alguns estudos mostram que o hábito de consumo de 3 maçãs por dia reduz a ingestão de calorias (as fibras podem ajudar nesse quesito!) e favorece a perda de quilinhos indesejáveis.

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Licopeno

O Licopeno pe um fitoquímico presente no tomate, aquele que dá a cor vermelha a esse fruto e a demais que conhecemos. O licopeno também é um poderoso antioxidante e existem muitos estudos relacionados com a proteção ao câncer de próstata. No entanto, existem outras variáveis que devem ser consideradas quando se fala em câncer.

Ômega 3

O ômega 3 é tipo de gordura poli-insaturada, pode ser encontrada em fontes animais e vegetais. Cerca de metade da gordura da semente de linhaça está na forma de ômega.

Linhaça

A linhaça também é fonte de magnésio, manganês, tiamina e selênio. E existem estudos associados com a redução do colesterol (consumo de 3 a 7 colheres de sopa por dia). O ômega 3 pode diminuir a inflamação e trazer diversos benefícios. Mas ainda é preciso muitos estudos para concluir a quantidade, modo de consumo e fatores protetores, mesmo porque uma quantidade de 4 colheres de sopa de linhaça carrega consigo 150 calorias! Então nada de comer linhaça o dia inteiro!

Atenção

Não restrinja sua dieta! É importante o consumo de uma variedade de alimentos, principalmente os de origem vegetal. Temos muitas opções, vamos ser criativos e equilibrados! Nenhum alimento ou nutriente, isoladamente, pode nos ajudar a combater doenças e melhorar a imunidade. Apesar destes alimentos serem ricos em nutrientes e grandes protetores do corpo, é importante lembrar que uma dieta restritiva e sem a orientação médica pode causar efeito contrário, levando a diversas complicações.

Thais Cardenas*Thais Cardenas é Nutricionista e Mestre em Nutrição Humana pela USP e especialista em nutrição clínica pela ASBRAN. Membro do comitê científico do Instituto Lado a Lado pela Vida, coordenadora clínica do serviço de nutrição e dietética e coordenadora administrativa da equipe multiprofissional de terapia nutricional do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP).

Colesterol alto: conheça quais são os riscos para o coração

Colesterol alto: conheça quais são os riscos para o coração

O colesterol ruim alto é um grande vilão quando a saúde.  De acordo com uma pesquisa realizada pelo Instituto Adelphi International Research, cerca de 80% da população brasileira não conhece os riscos do colesterol alto, e não sabem que ele pode ao longo do tempo causa problemas no coração, como entupimento de artérias e até mesmo ataques cardíacos.  

Segundo Patricia Cruz, nutricionista comportamental, o colesterol é um tipo de gordura presente nas principais membranas celulares. Cerca de 30% do colesterol são fornecidos pelos alimentos que ingerimos, os outros 70% são fabricados pelo nosso próprio organismo. Segundo a nutricionista, ele é um componente essencial das membranas.

A especialista ainda explica que uma alimentação errada e a falta de exercícios físicos são um dos os principais motivos que causam o colesterol alto e consequentemente os problemas de coração. “O ministério da saúde estima que as doenças cardiovasculares causem em média 800 mil mortes por ano no País”, afirma.

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A função do colesterol

O colesterol é responsável por auxiliar na síntese de hormônios esteroides e vitamina D e ácidos biliares. Patrícia ainda revela que podemos contar com o colesterol do bem, o colesterol HDL, que é na verdade uma fração do colesterol total. Ele seria uma lipoproteína de alta densidade (HDL), na qual concentrações elevadas parecem proteger o coração. Alguns estudos mostram que o HDL remove o excesso de colesterol da placa aterosclerótica, retardando a sua formação.

Os riscos do colesterol

Patrícia explica que o colesterol elevado está associado a doenças cardiovasculares. A hipercolesterolemia(aumento da concentração de colesterol no sangue) aumenta o risco de aterosclerose, que é a formação de placas de ateroma sobre a parede das artérias. Isso pode acabar resultando nacoronariopatia, que são as doenças das artérias coronárias.

Alimentação no combate ao colesterol

Através da alimentação é possível controlar o desenvolvimento do colesterol. Patrícia ensina que é preciso reduzir o consumo de gordura saturada (carne vermelha, queijos amarelos, bacon) e gordura trans (biscoito recheado, salgadinhos). Segundo a especialista, esses alimentos estão diretamente ligados ao aumento do colesterol. Além disso, é necessário aumentar o consumo de gorduras poliinsaturadas (óleos vegetais, castanhas do Pará e castanha de caju).

Alimentos podem promover um colesterol ruim mais baixo

  • Alimentos ricos em fibras:
  • pães integrais;
  • cereais integrais (aveia, farelo de trigo, linhaça);
  • arroz integral;
  • vegetais folhosos;
  • leguminosas (feijão, lentilha, grão de bico, soja);
  • frutas.

Alimentos ajudam a ter um colesterol bom, melhor

Podemos introduzir na alimentação alimentos fontes de:

  • ômega 3 como peixes (sardinha, salmão);
  • frutas oleaginosas;
  • nozes principalmente.

 

Nutricionista-Patrícia-Cruz*Patrícia Cruz é nutricionista, especialista em Nutrição Clínica e em Nutrição em Pediatria e mestranda em Saúde Pública. Atua em São Paulo em consultório particular e em Personal Diet.

Novidades nos tratamentos minimamente invasivos de coluna são apresentadas em evento

Novidades nos tratamentos minimamente invasivos de coluna são apresentadas em evento

“Técnicas cirúrgicas precisas e seguras: essa é a nova realidade da medicina, aos poucos incorporada por médicos interessados no bem-estar do paciente, em primeiro lugar”

Atualmente, a tecnologia aliada à expertise dos médicos têm proporcionado avanços nas mais variadas especialidades. Uma delas vem para melhorar a qualidade de vida dos pacientes e dar mais segurança nos procedimentos realizados. A cirurgia minimamente invasiva de coluna está cada vez mais precisa e simples. Atualmente, já é possível fazer a retirada de uma hérnia de disco por uma mínima abertura. Tais inovações são aos poucos incorporadas à medicina.

Pensando na importância de cada uma dessas novidades é que eventos como o XIII Simpósio Internacional de Cirurgia e Técnicas Minimamente Invasivas de Coluna (XIII SIMINCO) e o V Congresso Brasileiro de Cirurgia e Técnicas Minimamente Invasivas de Coluna (V COMINCO), que acontecem nos próximos dias 27, 28, 29 e 30 de julho, no Hospital São José da Beneficência Portuguesa de São Paulo (27) e WTC Brasil (28, 29, 30) são tão importantes. O evento já é tradicional na comunidade médica e conta com a liderança do Dr. Pil Sun Choi, referência na área de cirurgia minimamente invasiva de coluna.

SIMINCO (1)
Nova técnica promete alívio para o refluxo

Nova técnica promete alívio para o refluxo

Um nova técnica de tratamento para o refluxo já está disponível no Brasil. Ela consiste na implantação de um dispositivo, chamado EndoStim, de forma minimamente invasiva, na região do esfíncter inferior do esôfago para a sua estimulação elétrica, a fim de corrigir problemas no seu funcionamento.