Categoria: Saúde da mulher

Ressonância magnética: médico esclarece dúvidas sobre o uso

Ressonância magnética: médico esclarece dúvidas sobre o uso

Muitas são as dúvidas sobre o uso do contraste em exames de ressonância magnética ou tomografia computadorizada, deixando os pacientes com dúvidas, e alguma vezes com receio em fazer o procedimento. Alergias, efeitos colaterais, fatores de riscos, e até o entender o porque dele ser utilizado são os mais comuns. Para esclarecer o uso do contraste, o médico radiologista da Lucilo Maranhão Diagnósticos, Dr Lucilo Maranhão Neto, responde algumas perguntas acerca do uso do composto.

O que é o contraste?

Os meios de contraste (MC) são compostos utilizados para dar melhor definição de imagem nos distintos métodos de diagnóstico radiológicos e incluem o sulfato de bário, a fluoresceína, o gadolíneo (Gd) e os meios de contraste iodados (MCI).

Qual a indicação do uso do contraste nos exames de ressonância e tomografia?

O contraste vai ajudar o médico radiologista a ter mais subsídios para sugerir um diagnóstico preciso. No campo da oncologia, por exemplo, os contrastes ajudam não só na identificação das lesões como ainda, baseado no comportamento vascular das lesões em diagnósticos precisos. Ajudam ainda de maneira geral na identificação de locais com reações inflamatórias/infecciosas, que irão realçar ao meio de contraste.

Lucilo Maranhão Neto - Médico Radiologista

Tem alguma idade mínima ou máxima para se usar?

Geralmente recomenda-se seu uso, mediante indicação do médico assistente, após os 2 anos de idade; não havendo idade máxima para sua utilização, respeitando-se todavia as suas contra-indicações.

Como é aplicado o contraste?

Geralmente é aplicado por via intravenosa, em alguns casos,  os iodados, podem ser deglutidos em solução para estudo do trato gastrointestinal.

Quais os fatores de risco da utilização do contraste?

História prévia de reação adversa ao meio de contraste, história de múltiplas alergias ou asma, mieloma múltiplo, doença renal, diabetes, doença cardiovascular, incluindo arritmias, cardiopatia isquêmica e hipotensão pulmonar, discrasias sangüíneas, feocromocitoma, doença autoimune, hipertireoidismo e ansiedade.

Existem alergias ao contraste?

A frequência das reações alérgicas varia de acordo com o tipo de contraste usado. De modo geral, considera-se que os agentes de contraste à base de gadolíneo são muito mais seguros que o contraste iodado utilizado na radiologia convencional e nos exames de tomografia computadorizada.

Existem efeitos colaterais após o uso do contraste?

As reações adversas associadas com o uso de meios de contraste são normalmente leves a moderadas e de natureza transitória, requerendo apenas monitorização. No entanto, foram relatadas reações graves envolvendo risco de vida, incluindo casos fatais. As reações leves são as mais comuns, tais como náuseas, vômitos, urticária, cefaléia, irritação, ardor,  sensação de dor e sensação geral de calor.

Quanto tempo o contraste fica no corpo da pessoa?

A meia-vida do meio de contraste iodado administrado via intravenosa é de aproximadamente duas horas e quase 100% da dose é eliminada da corrente sangüínea em 24 horas. No caso do gadolíneo, geralmente por volta de 90 minutos, se a função renal estiver normal.

Tive alergia ao contraste no passado, posso ter novamente? 

Sim, pode ser que ocorra novamente. Portanto, torna-se imperiosa a necessidade de comunicar ao médico a história previa de alergias aos contrastes e a outros fatores.

 Tenho alergia a camarão e frutos do mar, posso ter ao contraste?

Sim. Pacientes que possuem alergia a outras substâncias, podem ter mais chances de alergias ao contraste, quando comparados a um grupo populacional que não possui alergias de qualquer ordem. Pacientes alérgicos a crustáceos podem apresentar doenças atópicas, e devem ser questionados a respeito de outras alergias, o que poderia predispor a uma reação de hipersensibilidade ao contraste. Para esses pacientes, quando há necessidade de um estudo com contraste, indicamos um prévio preparo anti-alérgico.

Tenho asma, e faço uso de bombinha. Posso usar contraste?

Sim, porém, como a asma é um entidade clínica com fundo alérgico, indicamos previamente o preparo anti-alérgico.

 Sou cardiopata, posso usar contraste?

Em princípio sim. Determinadas cardiopatias constituem fator de risco para reações adversas aos meios de contraste. Em casos selecionados de insuficiência cardíaca grave, os contrastes devem ser evitados, pois eles agem sobre a função cárdiovascular diminuindo a contratilidade cardíaca e sobre o efeito de “bomba” do coração. Sempre pesar risco x benefício.

Grávidas e mulheres amamentando podem utilizar o contraste?

A passagem de contraste pela placenta em gestantes e para o leite em mulheres na lactação já foi demonstrada; de modo que de maneira geral, recomenda-se a não-utilização dos meios de contraste nestas situações. Ele somente deve ser utilizado quando a informação necessária não pode ser adquirida por outros exames; casos em que o exame altera o tratamento da paciente durante a gravidez e se não for prudente esperar até o final da gestação para o diagnóstico. Nestes casos a dose para gestantes deve ser a metade da habitual.

*Dr. Lucilo Maranhão Neto médico radiologista*Dr. Lucilo Maranhão Neto é médico radiologista na Lucilo Maranhão Diagnósticos.

Outubro Rosa: tratamento do câncer de mama tem índices de até 95% de cura

Outubro Rosa: tratamento do câncer de mama tem índices de até 95% de cura

Criado nos anos de 1990, por conta de um movimento que nasceu nos Estados Unidos, a campanha Outubro Rosa pretende reunir diversas ações relacionadas à conscientização e luta contra o câncer de mama. O nome remete à cor do laço rosa que simboliza estimula a participação da população, empresas e entidades.

Novidades nas áreas de pesquisa reforçam que a prevenção e o diagnóstico precoce aumentam as chances de cura. Um estudo feito por pesquisadores da Universidade Case Western Reserve, nos Estados Unidos, conseguiu descobrir, por exemplo, que um novo agente de contraste de imagem por ressonância magnética (IRM) é capaz de detectar o câncer de mama na fase inicial, além de distinguir se o tumor é agressivo ou de lento crescimento. Muitos avanços que reforça o sentimento de esperança das mulheres acometidas pela doença.

O diagnóstico precoce

Dra. Flávia Fairbanks, ginecologista e obstetra, analisa que os sucessos dos altos índices de cura são devido ao diagnóstico precoce e avanços nos tratamentos. “Hoje em dia, em todas as consultas, alertamos sobre a necessidade de mamografias anuais após os 40 anos, a importância do autoexame e, claro, o foco na qualidade de vida e cuidados com o corpo como um todo”. A médica alerta que as mulheres precisam ficar atentas à possíveis desconfortos, alterações bruscas no contorno e aspectos das mamas, nódulos ou secreção mamilar, além de inchaço dos gânglios axilares ou perda de peso repentina.

Ao realizar o autoexame das mamas, idealmente no período pós-menstrual,  as mulheres podem identificar alterações nas mamas. A qualquer sinal de alteração ou dúvida orienta-se buscar a opinião de um especialista, pois somente a consulta completa, com exame físico direcionado, associada à  mamografia (se for indicada) permitem a detecção precoce e aumentam as taxas de cura. A crença de que a ausência de  herança genética deixa a mulher isenta do risco do câncer de mama, infelizmente, ainda é uma das maiores causas de atraso no diagnóstico, visto que somente 15% dos casos são transmitidos por mutações genéticas familiares. Sendo assim, “consultas periódicas e hábitos de vida saudáveis são as melhores prevenções para o câncer de mama.”, finaliza a Dra. Flávia.

Como realizar o autoexame das mamas

*Dra. Flávia Fairbanks é ginecologista e obstetra atuante na Clínica FemCare.

Dia Mundial do Coração: conheça a terceira maior causa de AVC no mundo

Dia Mundial do Coração: conheça a terceira maior causa de AVC no mundo

Hoje, dia 29 de setembro, é lembrado como o dia mundial do coração. A data foi criada com o intuito de conscientizar a população a respeito dos problemas cardiovasculares, que podem acontecer em qualquer idade. Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 17,5 milhões de pessoas morrem todos os anos vítimas de doenças cardiovasculares. No Brasil, essa é uma das principais causas de morte, sendo o Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico o líder da lista das principais doenças cardiológicas que levam a óbito no país. O que poucas pessoas sabem é que existem diversas doenças que podem levar ao AVC, sendo uma delas a estenose da carótida, a terceira maior causa de acidentes vasculares cerebrais em todo o mundo.

A estenose da carótida é uma doença que ocorre quando as artérias carótidas, principais responsáveis pelo fluxo de sangue no cérebro, se tornam estreitas ou ficam obstruídas. Quando estes vasos encontram-se doentes, eles podem privar o cérebro de oxigênio ao enviar êmbolos de gordura e cálcio, levando o paciente ao AVC.


Segundo Fábio Espirito Santo, cirurgião vascular da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, a cirurgia de carótidas é uma opção para tratar a obstrução antes que as artérias estejam totalmente comprometidas. “Existem dois métodos para realizar a desobstrução: via cirurgia aberta, a endarterectomia; ou por meio da colocação de um stent percutâneo, prática conhecida também como angioplastia. Ambas as técnicas têm resultados eficientes e é necessário que cada caso seja avaliado individualmente para que seja indicada a melhor opção”.

Nos últimos cinco anos, a equipe de cardiologia do Hospital São Camilo tem executado os processos com índices de sucesso comparáveis à literatura mundial. “A angioplastia com stent é uma opção mais moderna, mas para a maioria das pessoas a endarterectomia tem melhores resultados, principalmente nos pacientes mais graves e idosos”, explica o cirurgião vascular.

As causas para o entupimento das artérias podem ser de origem genética, mas o principal motivo para o acúmulo é comportamental. Hábitos como: dietas não saudáveis, sedentarismo, tabagismo e consumo abusivo de álcool, são os principais fatores de risco das doenças cardiovasculares. Além disso, é preciso ficar atento a sinais como pressão alta, glicose sanguínea elevada, grande número de lipídios no sangue, obesidade ou baixo peso, que também fazem com que aumentem as chances de desenvolver a patologia.

*Fábio Espirito Santo é Cirurgião Vascular e Endovascular no Hospital São Camilo.

Campanha “A Vida Conta” alerta sobre os riscos do AVC

Campanha “A Vida Conta” alerta sobre os riscos do AVC

Campanha de conscientização reitera a importância do rápido atendimento ao paciente que está sofrendo um Acidente Vascular Cerebral (AVC), destacando os seus sintomas e o risco de sequelas

São Paulo, 28 de agosto de 2017 – A Rede Brasil AVC e a Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares, com o apoio da Boehringer Ingelheim, estão lançando a campanha “A Vida Conta – Cada minuto faz diferença”, que visa conscientizar a população sobre a importância do rápido atendimento ao paciente que está sofrendo um AVC, segunda maior causa de morte no mundo¹,2, elucidando a sua relação direta com o risco de sequelas graves e incapacitantes.

A campanha está sendo apresentada ao público por meio de diversas ações. A principal delas é o engajamento de influenciadores digitais – tal como Caio Novaes, do Ana Maria Brogui -, com a inserção de um vídeo-interrupção em seus canais no Youtube, trazendo informações impactantes sobre a doença para o público.

Acidente Vascular Cerebral

Principal causa de incapacidade em todo o mundo3, o AVC é sempre uma emergência médica e pode ocorrer na forma isquêmica ou hemorrágica. Respondendo por aproximadamente 85% dos casos4, a forma isquêmica ocorre quando há a obstrução em um vaso sanguíneo que fornece sangue ao cérebro, bloqueando a passagem de oxigênio para as células locais, chamadas de neurônios, e causando a sua morte. Já na hemorrágica, um vaso enfraquecido rompe e sangra no cérebro, causando inchaço e pressão local.

“No caso do AVC isquêmico, o que mais comumente acomete a população, um paciente não tratado perde, aproximadamente, 1.9 milhão de neurônios a cada minuto. Por isso, quanto mais tempo se passa sem atendimento, maiores são as chances de sequelas graves, como dificuldades de movimentação, linguagem, visuais, de memória e até mesmo comportamentais, de acordo com a área do cérebro afetada. Ou seja, tempo é cérebro”, afirma a Dra. Sheila Martins, neurologista e presidente da Rede Brasil AVC.

A campanha também irá contar com vídeos educativos sobre os sintomas do AVC, tais como assimetria facial, perda de força de um lado do corpo e dificuldade para falar e compreender a fala, além de vídeos-depoimentos de pessoas que sobreviveram a um AVC.

“90% dos fatores de risco são preveníveis, tais como pressão alta, diabetes, colesterol elevado, arritmias cardíacas, tabagismo, obesidade, sedentarismo e estresse. Além disso, é importante ressaltar que o AVC é uma doença tratável. Hoje, no caso do isquêmico, existe um medicamento injetável altamente eficaz. Estudos mostram que em até 4h30min após o início dos sintomas, o paciente que recebe esse medicamento, responsável por desobstruir o vaso lesionado, logo que chega ao hospital capacitado, tem 30% mais chances de bons resultados em seu quadro”, explica o Dr. Octavio Pontes Neto, neurologista e Presidente da Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares.

Para acompanhar a campanha, acesse a Fanpage da Rede Brasil AVC: www.facebook.com/CampanhaAVC.

Sobre a Campanha “A Vida Conta”

“A Vida Conta” é uma campanha da Rede Brasil AVC em parceria com a Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares, com apoio da Boehringer Ingelheim.

Sobre a Rede Brasil AVC

A Rede Brasil AVC é uma Organização Não-Governamental (ONG), criada com o objetivo de melhorar a assistência global ao paciente com AVC em todo o país. A associação é formada por profissionais de diversas áreas que, unidos, lutam para diminuir o número de casos da doença, além de melhorar o atendimento pré-hospitalar e hospitalar ao paciente, aprimorar a prevenção ao AVC e propiciar a reabilitação precoce e a reintegração social do indivíduo. O trabalho da Rede Brasil AVC tem sido modelo para outros países na América Latina e no Mundo.

Sobre a Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares

A Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares é o Diretório Científico em Doenças Cerebrovasculares da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), órgão oficial representante da Neurologia no Brasil junto a Associação Médica Brasileira. Assim, a Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares representa os médicos neurologistas, assim como outros profissionais de saúde interessados na educação, prevenção, tratamento e reabilitação de pacientes portadores de acidente vascular cerebral, uma das principais causas de óbito e de incapacidade permanente no país.

Taxa de colesterol no sangue: o controle pode salvar vidas

Taxa de colesterol no sangue: o controle pode salvar vidas

Especialista da Unimed-BH ressalta a importância da conscientização sobre os cuidados permanentes

O último dia 8 de agosto foi marcado pelo Dia Nacional do Controle do Colesterol, dia instituído com o objetivo de conscientizar a população sobre os problemas decorrentes da elevada taxa de colesterol sanguíneo. De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 40% dos brasileiros têm colesterol alto.

A palavra colesterol já foi associada a algo maléfico, porém, ele é essencial para o bom funcionamento do organismo. “Ele é necessário para algumas funções do corpo, como a produção de determinados hormônios, mas o próprio organismo já produz a quantidade de que precisa. Assim, controlar a alimentação é muito importante para evitar altas taxas de colesterol ruim no sangue, mais do que para aumentar o colesterol bom”, explica o cardiologista da Unimed-BH, José Pedro Jorge Filho. Conforme a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, cerca de 70% do colesterol é produzido pelo próprio organismo, no fígado; os demais 30% vêm da dieta.

O cardiologista esclarece que a ingestão de alimentos industrializados é o fator que mais contribui para o aumento do colesterol no sangue, além do sedentarismo. “O mais importante no aspecto alimentar é evitar a gordura saturada e a gordura trans. Observa-se que, ao longo das décadas, a expectativa de vida das novas gerações sempre foi superior à anterior. No entanto, o receio agora, em função das questões de saúde, é que os filhos tenham menos expectativa do que os pais. A mudança de hábitos é fundamental”, ressalta.

O médico José Pedro pontua que um produto largamente adotado em dietas, o óleo de coco, prejudica a saúde quando o assunto é colesterol. “A maior parte dos óleos vegetais, como os de oliva, canola, milho, girassol e soja, são insaturados e, por isso, mais saudáveis. O óleo de coco e o azeite de dendê são as exceções, são naturalmente saturados e fazem tão mal para a saúde quanto a gordura animal”, explica.

O cardiologista orienta ainda que a reutilização de qualquer gordura vegetal também é contraindicada, pois o processo transforma o óleo insaturado em saturado. “Por isso não recomendamos o hábito de frituras em que o alimento é mergulhado na panela cheia de óleo, mesmo quando são usados óleos vegetais saudáveis”. Ele dá uma dica interessante para verificar se a gordura faz mal à saúde: colocar a gordura na geladeira. “Se formar uma camada sólida é sinal que está saturada e, portanto, faz mal”, recomenda.

Causa de problemas cardíacos

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 17,5 milhões de pessoas morrem todos os anos vítimas de doenças cardiovasculares, como ataques cardíacos e derrames. Grande parte das vítimas é acometida por alguma das principais causas evitáveis das doenças, entre elas o colesterol alto, pressão alta ou o tabagismo. Para a OMS, muitas vidas poderiam ser salvas por meio do controle dessas condições que aumentam os riscos de doenças cardiovasculares.

O designer de produtos, Osvaldo Cotrim, é um exemplo de como a mudança nos hábitos pode trazer benefícios. Ele chegou a pesar 152 quilos e, apesar de jovem, com 22 anos, já tinha um índice de colesterol alto para a idade e sofria de hipertensão. “Eu costumo dizer que não tomei vergonha, tomei um susto. Decidi me cuidar, adicionei exercícios físicos à minha rotina, melhorei minha dieta e emagreci 60 quilos. Agora, minha sensação é de tranquilidade, me sinto aliviado por evitar outros problemas que poderiam afetar ainda mais minha saúde”, relata.

Hoje, aos 26 anos, Osvaldo pesa 92 quilos e ainda quer perder mais. “Eu não caminhava nem pequenas distâncias. Meus exames estavam no limite, o que também é perigoso, e a mudança foi motivada pelo medo, pois tinha consciência dos problemas de saúde. Sugiro que todos tenham bom senso em relação à alimentação e pratiquem exercícios. Já sinto as melhoras diariamente” afirma.

Guillain-Barré: paciente relata como se recuperou da síndrome após oito meses de internação

Guillain-Barré: paciente relata como se recuperou da síndrome após oito meses de internação

“Experiência foi compartilhada durante a reunião científica da Fisioterapia do Hospital Moinhos de Vento”

Reabilitado após 243 dias de internação em virtude da Síndrome de Guillain-Barré, o médico Paulo Augusto Peres Fagundes compartilhou sua experiência durante a edição de julho do ciclo Reuniões Científicas do Serviço de Fisioterapia do Hospital Moinhos de Vento. A atividade foi realizada nesta sexta-feira (28) e contou com a participação dos profissionais que ajudaram na sua reabilitação, além de público interno e externo.

A Síndrome de Guillain-Barré é uma doença autoimune que ocorre quando o sistema imunológico do corpo ataca parte do próprio sistema nervoso por engano. É caracterizada pela paralisia dos pés, dedos, joelhos, pernas e até os braços, fragilizando também os músculos respiratórios. A pessoa fica em média três meses sem se mexer antes de iniciar a recuperação.

Na abertura do evento, a médica do Serviço de Neurologia e Neurocirurgia, Marlise de Castro Ribeiro, ressaltou que essa é uma das doenças neurológicas com maior chance de recuperação. “Cerca de 98% dos pacientes saem bem do tratamento, sem consequências em atividades cerebrais ou demais funções”, disse.

Paulo passou por diversos tratamentos na instituição entre 2012 e 2013. Durante sua exposição, ele descreveu as dificuldades enfrentadas no tratamento. Aos 53 anos, o ginecologista sentiu os primeiros sintomas da síndrome em meio às intensas atividades do dia a dia. “Minhas mãos começaram a formigar e perdi a sensibilidade dos meus pés enquanto trabalhava no consultório. Senti uma tontura leve e percebi que algo não estava bem”, contou.

No dia seguinte, procurou a emergência e, após o diagnóstico, foi internado imediatamente. A partir daí o quadro de saúde de Paulo se agravou. Foram meses na UTI totalmente paralisado, sem conseguir ao menos falar, sentindo muitas dores e respirando com ajuda de ventilação mecânica.

O médico perdeu 18 kg durante esse período. Realizava três sessões diárias de fisioterapia na unidade de internação. Precisou reaprender praticamente tudo, até mesmo a engolir. As atividades de fisioterapia respiratória, equilíbrio e força foram fundamentais para recuperar sua condição física de antes da enfermidade.

Paulo Augusto Peres Fagundes

Paciente Paulo Augusto Peres Fagundes e a equipe de fisioterapia do Hospital Moinhos de Vento

Paulo retomou a maioria das atividades, mas segue com a fisioterapia em casa. “Caiu uma bomba atômica na minha vida. Tive que lutar nessa guerra que foi a Guillain-Barré. Durante este período, a equipe de fisioterapia foi a minha família. Sempre vou ser grato a todos, a cada um que me tirou do fundo do poço. Foi em cada olhar, afeto e carinho. O fato de saber que tem alguém fazendo algo por ti é o que dá esperança para nós, pacientes. É fantástico o que estes profissionais fazem pela vida da gente”, concluiu emocionado.

 A reunião também contou com a palestra de Gilberto Luiz Dalla Rosa Jr., fisioterapeuta do Hospital Moinhos de Vento especializado em reabilitação neurofuncional, que discorreu sobre a importância do protocolo assistencial para um tratamento eficaz.

Instituto Vencer o Câncer realiza seminário gratuito neste sábado em BH

Instituto Vencer o Câncer realiza seminário gratuito neste sábado em BH

“O evento, que é voltado para pacientes de câncer de mama e familiares, terá orientações sobre prevenção, diagnóstico e tratamento”

O Instituto Vencer o Câncer promove, em Belo Horizonte, o ​Seminário para Pacientes & Familiares sobre Câncer de Mama”, com atualizações em diagnóstico precoce, tratamentos e novos medicamentos. O evento também pretende conscientizar os participantes da importância de ter uma melhor qualidade de vida e evitar os fatores de risco para a doença.

O câncer de mama é o tipo de tumor mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil, depois do de pele não melanoma, respondendo por cerca de 25% dos casos novos a cada ano. O Instituto Nacional do Câncer projeta mais de 5 mil novos casos da doença para 2017, em Minas Gerais.

Seminário gratuito para pacientes e familiares sobre câncer de mama

A programação vai contar com a participação dos oncologistas do Hospital Mater Dei Cristiana Pirfo, Enaldo Lima e Cleydson Santos, que explicarão a importância da prevenção, os aspectos gerais da doença, o diagnóstico e os tratamentos O oncologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, Lucas Santos, integrante do comitê Científico do Instituto Vencer o Câncer, completa a composição da mesa do seminário, que terá espaço para perguntas da plateia.

“O câncer de mama é um dos tipos mais curáveis da oncologia, e sua chance de cura depende muito do seu estágio no diagnóstico”, ressalta o oncologista Antonio Carlos Buzaid​, ​​ fundador do Instituto Vencer o Câncer.

SERVIÇO

Seminário para pacientes e familiares sobre câncer de mama

Data: Sábado, 22 de julho de 2017, das 8h30 às 14h

Local: Hotel Mercure Lourdes – Av. do Contorno, 7315

Informações e inscrições: https://www.vencerocancer.org.br/seminario-ivoc-2017/

 Sobre o Instituto Vencer o Câncer

O Instituto Vencer o Câncer é uma fundação sem fins lucrativos que tem como objetivos principais apoiar pacientes e familiares diante do diagnóstico e tratamento do câncer, além de dividir com a população informações sobre prevenção em busca do maior bem que uma população pode ter: saúde e qualidade de vida. Em 2014, três grandes oncologistas brasileiros, Fernando Maluf, Antonio Buzaid e Dráuzio Varella, aceitaram o desafio de atualizar e informar a população brasileira sobre todo o universo relacionado à doença: www.vencerocancer.org.br

 

Inibidores de apetite: lei autoria produção e comercialização das drogas

Inibidores de apetite: lei autoria produção e comercialização das drogas

Banidos da prescrição médica no ano de 2011 em virtude dos efeitos colaterais que pudessem apresentar, os remédios popularmente conhecidos como inibidores de apetite acabaram de ser autorizados novamente para indicação. No último dia 23 de junho, o então presidente da República em exercício, Rodrigo Maia, aprovou uma lei referendada pelo congresso que autorizou a produção e comercialização dos inibidores de apetite Sibutramina, Femproporex, Anfepramona e Mazindol. Apesar de liberados, os remédios deverão ser vendidos somente sob prescrição médica controlada. A lei também regulamenta o uso destes medicamentos em doses terapêuticas recomendadas.

Na opinião de Mauro Lucio Jácome, médico especialista em gastroenterologia, cirurgia e endoscopia, a prescrição dos medicamentos de forma controlada e acompanhada por um profissional se torna aliada contra a obesidade. “Compartilho da mesma opinião da sociedade brasileira de endocrinologia: Estes medicamentos, quando prescritos por profissionais habilitados, capacitados e responsáveis, tornam-se uma importante ferramenta no combate à obesidade se associados à mudança de hábitos alimentares e à introdução ou o aumento de atividades físicas”.

O médico afirma que não concorda com o uso destes medicamentos de maneira irresponsável, que é como ocorria em muitos casos. Entretanto, ele salienta que pacientes que faziam uso destas substâncias de forma controlada ficaram a ver navios e sem condições de continuar seus tratamentos por causa da proibição. “Muitos aumentaram seus níveis de obesidade e tiveram complicações pela interrupção do tratamento. As mesmas complicações cardiovasculares, inclusive, que a utilização destas medicações pode produzir no caso de uso indiscriminado ou em doses incorretas”.

“O veto ao remédio, na minha opinião, é um risco, pois os pacientes podem buscar maneiras ilícitas de ter acesso a estas drogas sem prescrição médica, utilizando-as em doses erradas e por tempo inadequado”. Mauro ainda esclarece que, no caso destas medicações, é muito importante que o médico saiba indicar, mas, sobretudo, também contraindicar em casos onde o paciente já apresente ou desenvolva alguma complicação clínica que impeça sua utilização.

Mesmo trabalhando com balão intragástrico e gastroplastia endoscópica – dois procedimentos utilizados contra a obesidade –, o profissional pensa que o tratamento para emagrecer pode necessitar do emprego dos moderadores de apetite em alguns pacientes. “Cabe à Anvisa fiscalizar o cumprimento adequado da lei e, aos pacientes, sempre procurarem médicos, clínicas e hospitais especializados no tratamento contra a obesidade. No meu entendimento, a sanção desta lei foi um ganho para a sociedade. Espera-se dos médicos e, principalmente, da população, bom senso em sua utilização e, das autoridades, competência na fiscalização para que o regulamento seja executado à risca”.

O médico esclarece que deve-se acompanhar a evolução dos fatos a partir deste acontecimento e, desta forma, compreender melhor se a liberação temporária do uso destas substâncias pode contribuir para um consumo e prescrição bem seletivos e conscientes. “Isto, sem dúvida, é o ideal, pois, desta maneira, os pacientes obesos usufruiriam de seus benefícios sem aumentar os riscos inerentes ao seu uso indiscriminado. A proibição, ao contrário, pode aumentar – e muito – as chances de procura no mercado negro. Por conseguinte, isto leva ao consumo impróprio e consequentes complicações, podendo chegar a sequelas e até a óbitos”, finaliza.

*Dr. Mauro Lucio Jácome é especialista em gastroenterologia, cirurgia e endoscopia. Membro titular especialista da Federação Brasileira de Gastroenterologia, Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva, Sociedade Brasileira de Cirurgia Laparoscópica, American Society for Gastrointestinal Endoscopy, American Gatroenterological Association, European Society for Gastrointestinal Endoscopy e Association for Bariatric Endoscopy.