Categoria: Saúde da mulher

Campanha “Junto ao Seu Coração” alerta pacientes com diabetes sobre o risco de desenvolver doenças cardiovasculares

Campanha “Junto ao Seu Coração” alerta pacientes com diabetes sobre o risco de desenvolver doenças cardiovasculares

A iniciativa conta com o apoio de artistas como Giovanna Lancellotti, Gian Luca Ewbank, Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank.

No Dia Nacional do Diabetes (26/06), a Boehringer Ingelheim e a Eli Lilly reforçam o alerta sobre a relação existente entre o diabetes e as doenças cardiovasculares. A campanha “Junto ao seu coração” defende que queremos ter junto ao coração as pessoas que nos fazem bem, lembrando o cuidado e o incentivo a hábitos saudáveis que geralmente acontecem entre namorados, amigos e familiares de pacientes com diabetes.

O diabetes é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de doenças do coração. Até 80% dos pacientes com diabetes tipo 2 morrem em decorrência de problemas cardiovasculares1. Diante de números tão alarmantes, a Boehringer Ingelheim e a Eli Lilly desenvolveram a campanha “Junto ao seu coração”, que visa informar a população sobre a relação entre essas doenças.

Uma pesquisa realizada pelo Ibope Inteligência indicou que menos da metade dos entrevistados (42%) citou as doenças cardíacas como as consequências mais relevantes do diabetes — e, mesmo entre os diabéticos, elas só foram mencionadas por 56%2. Isso significa que metade dos pacientes não associa as doenças cardíacas aos riscos do diabetes e, como consequência, não toma todos os cuidados necessários para prevenir esses eventos indesejados. A pesquisa também revelou que apenas 3% dos entrevistados mencionaram “ter uma doença cardíaca” como um medo relacionado ao diabetes, embora seja uma complicação potencialmente fatal. A maior parte das pessoas teme amputação (32%) e cegueira (32%).

“A doença cardiovascular no diabético mata mais que HIV, tuberculose e câncer de mama na população mundial”, explica Francisco Kerr Saraiva, cardiologista e professor da PUC Campinas. O especialista reforça que o cuidado com a saúde do coração é vital para o paciente de diabetes tipo 2. E para quem não é diabético, mas tem alguém muito próximo que é, vale o alerta para que incentivem a procura por um médico, que irá indicar o tratamento mais adequado de acordo com a análise individual do paciente.

O lançamento da campanha foi realizado com o post de um vídeo, no Facebook e Instagram, gravado pela atriz Giovanna Lancellotti e seu namorado, o artista plástico Gian Luca Ewbank. Luca é diabético e, como a maioria da população, não sabia que a doença pode ocasionar problemas cardiovasculares. Giovanna é filha de médicos e também não tinha essa informação. Até o fim do ano, serão trabalhadas ativações nas redes sociais, por meio de posts impulsionados e orgânicos, em diferentes datas, como Dia dos Namorados, Dia do Amigo, Dia do Coração e Dia da Família.

“Junto ao seu coração” é uma campanha da Aliança Boehringer Ingelheim e Eli Lilly, lançada no Facebook da Boehringer Ingelheim.  Assista ao vídeo aqui.

Aliança Boehringer Ingelheim e Eli Lilly

Comprometidos com a saúde e a qualidade de vida dos pacientes com diabetes e suas necessidades durante todas as fases do tratamento, as companhias Boehringer Ingelheim e Eli Lilly decidiram, em 2011, unir forças e estabelecer uma parceria no segmento. Essa aliança alavanca os pontos fortes de duas das maiores empresas farmacêuticas do mundo. A Boehringer Ingelheim com seu compromisso com investimento em pesquisa e desenvolvimento de novos medicamentos de alto valor terapêutico para a medicina, aliada ao pioneirismo da Eli Lilly – com a primeira insulina comercializada em 1923. Ao juntar forças, as companhias demonstram ainda mais compromisso com os pacientes com diabetes. Para mais informações, acesse www.boehringer-ingelheim.com.br ou www.lilly.com.br.

 

 

Mamografia: tudo que você precisa saber sobre o exame

Mamografia: tudo que você precisa saber sobre o exame

Entenda como funciona um dos exames mais importantes para a saúde feminina

Atualmente, estima-se que cerca de 2,5-3,0% das mortes femininas no país ocorram em decorrência do câncer de mama. A falta de informação, segundo a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), ainda é a principal causa dessa triste estatística. Ainda de acordo com a Sociedade Brasileira de Mastologia, muitas dessas mortes poderiam ser evitadas se houvesse um diagnóstico precoce. Quando o câncer de mama é diagnosticado logo no início, as chances de cura aumentam significativamente.

Entretanto, para que a medicina possa agir em favor das mulheres é preciso que elas tenham acesso ao exame de mamografia. De acordo com a Dra. Bruna Maria Thompson, médica em Radiologia, apesar de ser uma modalidade amplamente divulgada, ainda existem alguns mitos relacionados ao exame, tais como o fato de ele ser extremamente doloroso, algo que ocorre na minoria dos casos, além de questões culturais como vergonha de expor os seios ao médico ou ciúmes do companheiro.

Como funciona a mamografia?

A mamografia pode ser considerada um Raio-X das mamas. “Este exame é fundamental para diagnosticar se há ou não algum tipo de lesão indicativa de câncer, seja em estado inicial ou avançado. O exame pode ser completamente indolor ou apresentar algum incômodo, na maioria dos casos bastante suportável” explica a especialista.

Atualmente, as imagens podem ser adquiridas de forma digital. Dessa maneira, quando os Raios-X atravessam a mama eles atingem uma espécie de detector, que transmite esses sinais para o computador.  A média ainda afirma que há muitas vantagens relacionadas à digitalização das imagens na mamografia. Além da maior qualidade da imagem, há também a possibilidade de transmissão imediata das mesmas para uma central de radiologia, onde podem ser realizados os laudos a distância.

Como se realiza o exame?

Embora em geral indolor, algumas pacientes podem considerar o exame desconfortável, explica Bruna. A paciente é posicionada em pé próxima do equipamento e há compressão das mamas, de forma horizontal e vertical, para que sejam registradas as imagens. Mesmo mulheres com próteses de silicone podem realizar a mamografia, porém esta situação deve ser informada antes do exame. “As contraindicações são raras e incluem, por exemplo, pacientes gestantes. O uso de cremes, desodorantes, perfumes e talco deve ser evitado para não prejudicar a interpretação das imagens”, detalha.

Laudos de mamografia a distância?

Uma das grandes vantagens da telerradiologia é a expressiva agilidade na elaboração do laudo. Os laudos de mamografia à distância realizados pela equipe da DiagRad apresentam dois fatores fundamentais: rapidez e excelência.

Assim, quando as imagens são enviadas para a central de telerradiologia da DiagRad, de imediato quem assume a responsabilidade são profissionais especialistas em laudos de mamografia, que possuem formação e capacidade para detectar todo tipo de alterações. O laudo mamográfico segue a padronização elaborada pelo Colégio Americano de Radiologia (ACR) denominada BI-RADS, utilizada mundialmente.

Em linhas gerais, um laudo de mamografia a distância pode ter o seu resultado disponibilizado em menos de 24 horas.

Quem deve fazer o exame?

A menos que seja solicitado por um médico anteriormente, a primeira mamografia deve ser feita quando a mulher completar 40 anos, e deve ser realizada anualmente, explica a médica.

“Pacientes de risco possuem indicações personalizadas. Por grupo de risco entende-se aquelas mulheres com mutação genética (BRCA-1 ou BRCA-2) ou com parentes de primeiro grau com mutação provada; mulheres com risco igual ou maior a 20% ao longo da vida, com base em um dos modelos matemáticos baseados na história familiar; mulheres com história de irradiação no tórax entre 10 e 30 anos de idade; mulheres com síndromes genéticas específicas (Li-Fraumeni, Cowden) ou parentes de primeiro grau, mulheres com história pessoal de neoplasia lobular (hiperplasia lobular atípica e carcinoma lobular in situ), hiperplasia ductal atípica, carcinoma ductal in situ, carcinoma invasor de mama ou de ovário”, afirma.

Homens também podem ter câncer de mama

Embora seja extremamente raro, homens também podem apresentar câncer de mama. A mamografia pode ser realizada para a avaliação da mama masculina, seja para verificar um aumento volumétrico, denominado ginecomastia, ou para avaliar a presença de nódulos. No caso dos homens, segundo a especialista, a indicação para o exame de mamografia deverá partir do médico responsável pelo paciente, ao se perceberem sintomas que possam levar ao diagnóstico de algumas dessas possibilidades.

Referências:

Site da Sociedade Brasileira de Mastologia: sbmastologia.com.br
Recomendações do Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem, da Sociedade Brasileira de Mastologia e da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia para rastreamento do câncer de mama por métodos de imagem. Radiol Bras vol.45 no.6 São Paulo Oct./Dec. 2012.

*Dra. Bruna Maria Thompson é médica em Radiologia e Diagnóstico por Imagem na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) – Escola Paulista de Medicina. Especialização em Radiologia Mamária no Instituto de Radiologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (INRAD-FMUSP). Médica da equipe de Radiologia Mamária do Hospital das Clínicas da Universidade São Paulo (HCFMUSP).

Fonte: DiagRad

Saúde Mental: entenda os transtornos mentais mais comuns na terceira idade

Saúde Mental: entenda os transtornos mentais mais comuns na terceira idade

Fatores hereditários e estilo de vida são alguns dos principais fatores associados ao aparecimento das doenças psíquicas em idosos

Segundo o mais recente relatório global da Organização Mundial de Saúde (OMS), uma em cada 10 pessoas no mundo sofrem de algum distúrbio mental. Esse dado representa 10% da população mundial – aproximadamente 700 milhões de pessoas – que sofrem com a perda de uma parte da reserva funcional cerebral, o que os torna mais vulneráveis para lidar com o estresse, relacionamentos interpessoais e até mesmo a qualidade de suas escolhas.

De acordo com Edson Issamu, neurologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, não existe uma definição explícita para o termo saúde mental pelo fato de existirem diferenças culturais e julgamentos subjetivos que interferem neste conceito. Na verdade, segundo o especialista, essa expressão é usada para descrever o nível de qualidade cognitivo-emocional (capacidade de identificar sentimentos e emoções) de cada indivíduo, que interfere no nosso bem-estar emocional, psicológico e social, afetando também o modo como pensamos, sentimos e agimos.

No caso dos idosos, a geriatra Aline Thomaz explica que são muitos os fatores que influenciam na saúde mental, mas o processo biológico do envelhecimento, por si só, não vem associado a qualquer doença, mas sim à diminuição das nossas reservas funcionais. “Experiências de vida (trauma ou abuso), fatores biológicos e genéticos, fatores externos típicos da vida moderna (como o estresse), problemas familiares e luto por perdas de pessoas próximas, além da frustração por não poderem mais realizar algumas atividades que antes faziam parte do seu dia a dia, são alguns dos aspectos que podem favorecer o aparecimento das doenças psíquicas”, detalha a médica do Hospital São Camilo.

Entre as condições mentais que mais afetam a terceira idade, a geriatra destaca os casos de depressão, transtornos de ansiedade (pânico e transtorno de ansiedade generalizada), bipolaridade, esquizofrenia e demência – sendo que o principal tipo é a Doença de Alzheimer, seguida pela Demência Vascular.

A geriatra explica abaixo as condições mentais que mais afetam a terceira idade:

Depressão

“A condição leva a pessoa a se sentir desanimada, triste, desamparada, desmotivada ou desinteressada pela vida em geral. Temos dois tipos de casos: a depressão reativa, ou seja, quando esses sentimentos duram por um curto período de tempo e os sintomas desaparecem com a resolução do problema que a ocasionou ou uma depressão maior, que perdura por mais de duas semanas e interfere nas atividades do dia a dia, como cuidar da família, da vida social, do desempenho profissional ou escolar, requerendo tratamento especializado”.

Bipolaridade

“Também conhecido como doença maníaco-depressiva, é um transtorno mental que causa mudanças incomuns no humor, nos níveis de atividade e na capacidade de realizar as tarefas do dia a dia. Ocorre alternância de episódios de euforia (mania) e de depressão, com intervalos de normalidade. Tanto um episódio quanto o outro envolvem mudanças claras no humor e nos níveis de atividade”.

Esquizofrenia

“Uma doença cerebral crônica que afeta cerca de 1% da população mundial. Ela apresenta várias manifestações, afetando diversas áreas do funcionamento psíquico que podem incluir delírios, alucinações, problemas com o pensamento e concentração e falta de motivação”.

Demência

“Descreve um conjunto de sintomas que podem incluir perda de memória, dificuldades de linguagem e pensamento, além de incapacidade para resolver os problemas. Muitas vezes, estas mudanças são sutis na fase inicial da doença, mas irão progredir ao longo do tempo, afetando fortemente o seu cotidiano. A pessoa pode apresentar mudanças em seu humor e comportamento e chegar ao ponto de não mais conseguir cuidar de si mesma”.

Aline também ressalta que a depressão e a ansiedade podem melhorar com tratamento e, em muitos casos, o paciente se recupera completamente, podendo obter a cura. “Há tratamentos com medicamentos específicos e psicoterapia que, especialmente juntos, são muito eficazes. Já o Alzheimer e a Esquizofrenia são doenças incuráveis que podem ser controladas, porém tem caráter progressivo e irreversível”.

Por isso, a geriatra alerta para vários sinais, sintomas e comportamentos suspeitos, como afastar-se das pessoas e das atividades usuais, ter pouca ou nenhuma energia (anedonia), dores frequentes e/ou dores inexplicáveis, sentir-se confuso, esquecido, irritado, chateado, preocupado ou com medo, apresentar mudanças de humor, pensamentos negativos e persistentes, ouvir vozes ou acreditar em coisas que não são verdadeiras, pensar em machucar a si mesmo ou aos outros e ser incapaz de executar tarefas cotidianas, como cuidar de seus filhos, da casa ou das atividades de trabalho.

As pessoas também devem manter uma saúde mental positiva como alternativa para evitar essas condições mentais durante o processo de envelhecimento. “É importante desempenhar todo o seu potencial, enfrentando as tensões do cotidiano, sendo produtivas no trabalho (incluindo o serviço voluntário) e fazendo contribuições significativas para as suas comunidades”. Entre as recomendações estão “uma vida social ativa, ser positivo em relação à vida e a si próprio, manter-se fisicamente ativo, ajudar os outros (o voluntariado é uma ótima opção), dormir o suficiente – sentir-se disposto no dia seguinte e não cansado ou sonolento durante o dia – e desenvolver habilidades para o melhor enfrentamento dos problemas”, aconselha a profissional Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.

Está perdendo urina de forma involuntária? Conheça ações que podem ajudar

Está perdendo urina de forma involuntária? Conheça ações que podem ajudar

Muitas pessoas têm medo de avisar aos familiares e até procurar um médico para descobrir a origem da perda involuntária de urina, porque acreditam que terão que passar por uma cirurgia para resolver o problema. Mas nem sempre é assim.

A fisioterapeuta pélvica Cláudia Hacad, membro do Comitê Científico do Instituto Lado a Lado pela Vida, explica que a fisioterapia é a primeira linha de tratamento conservador. “Segundo a Sociedade Internacional de Incontinência, os exercícios do assoalho pélvico, para fortalecimento e melhora da coordenação desse assoalho, são considerados primeira linha de tratamento conservador. Isso já é bastante estabelecido. E existem associações com técnicas como biofeedback e eletroestimulação para melhorar os resultados”.

Os exercícios são feitos com contração do assoalho pélvico, para fortalecer o músculo. O
biofeedback ajuda a saber a forma correta de praticar, por oferece maior consciência do assoalho pélvico. Segundo a fisioterapeuta, estudos indicam que 30% das mulheres não têm consciência do assoalho pélvico.

No biofeedback é colocado um eletrodo intravaginal ou na região do assoalho pélvico externo e ele capta a atividade do músculo do assoalho. O paciente consegue ver na tela do computador e entender como deve ser o treinamento, a contração. “Em muitos casos eu peço a contração e o paciente não entende o que é. Com o biofeedback a pessoa entende e depois consegue treinar sem o aparelho”, diz Cláudia. “O paciente treina para saber que exercício terá que fazer e replicar em casa, no seu dia a dia. Quando pega o jeito, consegue fazer em qualquer lugar, em qualquer momento”.

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Como é o tratamento da perda urinária

Quando se fala em período de tratamento e prática dos exercícios, a fisioterapeuta avisa que cada caso é avaliado individualmente. Mas para dar uma ideia, refere-se aos estudos sobre fisiologia muscular – já que o assoalho pélvico é um músculo. “Quando a pessoa busca ganhar força, trofismo das fibras musculares, necessita de treinos diários por três meses, ou seja, 12 semanas”, explica. “Mas tem pacientes que depois de quatro semanas está pronto. No assoalho pélvico não se pode pensar somente em força, mas também em coordenação. Muitas vezes a pessoa tinha a força preservada e só não estava com coordenação boa no fechamento do esfíncter. Então, em três, quatro ou cinco sessões resolve”.

Para quem vai reforçar esse músculo, a sugestão é treinos diários, três vezes por dia, pela manhã, à tarde e à noite. “Insere essa contração no seu dia a dia, em suas atividades diárias. Muitas vezes simulamos na fisioterapia as atividades do cotidiano para treinar os exercícios já nesse contexto”.

Uma dúvida que costuma surgir é sobre a possibilidade de a incontinência urinária voltar. Cláudia avisa que depois de algum tempo após a parada dos exercícios pode acontecer de voltar a perda involuntária de urina. “É um treino muscular como outros. Como a pessoa que sempre faz trabalho no braço, por exemplo, e está ótimo, com força. Se parar por um período, ele fica fraco novamente e precisa retomar o treino”.

Com o músculo do assoalho pélvico é a mesma coisa – depois que a pessoa aprende, se ocorrer qualquer perda de urina é só voltar a praticar os exercícios. “Geralmente quando o paciente melhorar, não lembra mais do treino. Então, se perder uma vez, volta a fazer as contrações”.

A fisioterapia pélvica costuma oferecer bons resultados para incontinência leve ou moderada. Nos casos mais severos, o tratamento começa com a fisioterapia com avaliação dos resultados. A fisioterapeuta esclarece que se a pessoa fez o treino da maneira correta, tem boa adesão e mesmo assim continua com perda, volta para o urologista, ginecologista ou geriatra, o médico que acompanha o tratamento, para avaliar novas condutas e estratégias de tratamento.

“Se tem bexiga hiperativa, frequência com urgência, existem medicamentos para inibir contrações involuntárias da bexiga. Em caso de incontinência de esforço, tem cirurgia minimamente invasiva, que é a colocação de sling, com pouquíssimo tempo de internação e mínimo risco”, afirma. “Na falha do tratamento conservador, que é a fisioterapia, tem o uso de medicamentos e a cirurgia”.

É considerada leve a incontinência em que o paciente perde algumas gotas. Moderada quando há perda de jatos algumas vezes e severa quando está perdendo urina direto, usando muitas fraldas.

Orientações de estilo de vida

Algumas ações simples podem ser inseridas na rotina e ajudar a diminuir a incontinência urinária – além de tornar melhor a qualidade de vida de quem enfrenta o problema. “Eu falo que 50% do tratamento são essas orientações”, destaca Cláudia.

Um dos pontos a observar é a forma como toma água. “Às vezes porque o médico mandou tomar três litros por dia, o paciente toma 750 ml só na hora do almoço”, avalia. “Não precisa jogar toda essa carga de líquido na bexiga de uma vez só. O ideal é ingerir líquido ao longo do dia, de pouco em pouco”.

Outra dica da fisioterapeuta é evitar ingestão de líquidos duras horas antes de dormir. Se precisa tomar remédio, ingere o suficiente para o medicamento apenas – não precisa mais do que isso. “Não há necessidade de tomar água a noite para dormir, porque não gasta energia. Vai ficar só retendo, acordar durante a noite e ter qualidade de sono ruim”.

Claudia também recomenda esvaziar a bexiga a cada duas horas. “Tem pessoas que dizem: ‘antigamente eu conseguia ficar 4, 5 horas segurando a urina’. Como se isso fosse uma vantagem – não há vantagem nenhuma”.

Para criar essa rotina, a sugestão é colocar o relógio para despertar a cada duas horas, uma hora e meia, ou começar a prestar mais atenção às necessidades da bexiga. “Quando for urinar é preciso ver se esvaziou adequadamente. Se esvazia a bexiga, levanta e volta depois de 15 minutos, pode ser porque não fez corretamente antes. Fica mais um tempo, movimenta um pouco o corpo, espera esvaziar”.

A fisioterapeuta pélvica avisa que só essas orientações comportamentais de ingesta hídrica, evitar ingestão noturna de líquidos e esvaziar adequadamente a bexiga já traz muitas melhoras. “50% do tratamento está aí”.

Campanha Xi Escapou

A incontinência urinária (IU) atinge cerca de 10 milhões de brasileiros. Entre as mulheres, 35% enfrentam o problema após a menopausa. Entre os homens submetidos à cirurgia para a retirada da próstata, de 5% a 10% podem apresentar a doença. Para conscientizar sobre esse cenário, o Instituto Lado a Lado pela Vida, com o apoio da Bigfral, lançou em 2015 o programa Xi Escapou. O objetivo é acabar com medos e preconceitos e também capacitar profissionais para que saibam lidar com o distúrbio. Para saber mais, pode baixar gratuitamente a cartilha Diálogos da Incontinência Urinária no site do www.ladoaladopelavida.org.br/portal/nossas-publicacoes.

*Claudia Rosenblatt Hacad é Fisioterapeuta, Mestre em Ciências da Saúde pela Disciplina de Urologia da UNIFESP- São Paulo. Especialista em Biofeedback  eletromiográfico aplicado às Disfunções Pélvicas pelo BCIA (EUA). Instrutora do Curso Internacional de Biofeedback Eletromiografico aplicado às Disfunções  Miccionais e Pélvicas  do BFE. Criadora e Mediadora do Journal Club Online de Disfunções Pélvicas. Fisioterapeuta pesquisadora do Instituto Central do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. 

Conheça os exames de ultrassom mais indicados para mulheres na menopausa

Conheça os exames de ultrassom mais indicados para mulheres na menopausa

Mulheres na menopausa requerem, além dos exames preventivos habituais, de acompanhamentos especiais que podem ser feitos por exames de imagens. “Os exames de imagem são bem eficientes na avaliação preventiva de patologias. E devem ser utilizados como método de investigação”, afirma Dra. Beatriz Maranhão, radiologista do Lucilo Maranhão Diagnósticos. O objetivo é esse: prevenção e diagnóstico de tumores em fase inicial, onde existe uma maior chance de cura. Pensando no grupo de mulheres que já passaram dos 50 anos e precisam de um cuidado especial, Dra. Beatriz elenca os principais exames de imagem.

 

Ultrassom das mamas

Começando pelas mamas, além da mamografia, outro exame fundamental é o ultrassom das mamas, comumente usado como complemento ao rastreamento mamográfico, quando existir necessidade pela densidade mamária ou para avaliação de alteração palpável ao exame físico. “Nas pacientes menopausadas sua principal indicação é avaliar nódulos vistos nas mamografias. Este exame pode definir qual a característica do nódulo, se o seu componente é sólido ou líquido. Caso exista suspeita de malignidade pode também guiar a punção, que definirá a conduta”, diz Dra. Beatriz.

Ultrassom pélvico e transvaginal

O ultrassom pélvico e transvaginal possibilita a avaliação de todo sistema reprodutor, como útero, endométrio e ovários”. De acordo com Beatriz, esses órgãos apresentam frequentemente doenças benignas como miomas, pólipos e cistos. No entanto, “com o passar dos anos, a incidência de doenças mais graves pode aumentar e por isso o uso de ultrassom realizado por profissional experiente é fundamental para diagnosticar doenças em fase inicial, aumentando a possibilidade de cura”, diz.

Ultrassom de abdome superior

Já em órgãos que estão localizados no abdome superior, como o caso do fígado, vesícula biliar, baço, pâncreas e rins, a ultrassom de abdome é indicada.  “Nos casos de cálculos renais é possível rastreá-los ao ponto de saber dimensão e localização, afirmando seguramente se é necessário tratamentos mais complexos”, afirma Dra. Beatriz Maranhão.

Ultrassom da tireoide

Por fim, para que o check up fique completo, a ultrassom da tireoide é indicada. “O índice de nódulo de tireoide é maior em mulheres e o exame de imagem consegue identificar alterações, caso o nódulo seja suspeito. Se isso ocorrer, uma punção pode ser indicada, definindo se há ou não necessidade de uma intervenção cirúrgica”, finaliza Dra. Beatriz.

*Beatriz Maranhão é graduada em Medicina pela Universidade Federal de Pernambuco, professora convidada pela Mastologia do Hospital Universitário Oswaldo Cruz e radiologista pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira – IMIP, PE.

Dia Internacional da Mulher: descubra 5 exames que ajudam a manter a saúde feminina em dia

Dia Internacional da Mulher: descubra 5 exames que ajudam a manter a saúde feminina em dia

Hoje, 8 de março,  comemoramos o Dia Internacional da Mulher. Data em que devemos ressaltar a importância do cuidado com a saúde do público feminino, que inclui a realização periódica de exames de rotina. Conheça alguns dos principais exames que auxiliam na prevenção de doenças de acordo com a ginecologista, Dra. Maria Elisa Noriler:

Papanicolau

É importante a realização desse exame para detectar HPV, câncer do colo de útero e diversas DSTs. Devem realizar anualmente o procedimento as mulheres que têm entre 25 e 65 anos e que já tiveram relações sexuais.

Mamografia

Este exame, que tem como finalidade estudar o tecido mamário, é o principal exame para detectar lesões benignas e cânceres, que geralmente se apresentam como nódulos ou calcificações. Mulheres acima dos 40 anos devem fazer o exame anualmente ou quando o médico julgar necessário de acordo com a inclusão da paciente no grupo de risco.

Ultrassom Pélvico

Este exame avalia os órgãos genitais internos da mulher (ovários, útero, trompas) e serve para detectar doenças, acompanhar a gestação e controlar a ovulação em episódios de infertilidade.

Colposcopia

É realizada para analisar a vulva, a vagina e o colo do útero para identificar inflamações ou doenças como o HPV e o câncer. Normalmente é solicitada em caso de alteração no papanicolau.

Ultrassom de tireoide

Ajuda a detectar nódulos na região e a evitar possíveis disfunções e doenças que podem prejudicar a produção de hormônios essenciais para a saúde da mulher.

Densitometria óssea

Indicado para mulheres que já passaram pela menopausa, este exame serve para medir a densidade dos ossos, a possível perda de massa óssea, além de atuar na prevenção e no diagnóstico da osteoporose.

“Cuidados preventivos são as melhores medidas para manter a saúde da mulher em dia e devem ser realizados mesmo que elas estejam se sentindo saudáveis. Doenças descobertas no início geralmente têm maiores chances de cura, por isso, é tão importante visitar o médico regularmente”, finaliza a ginecologista.

*Dra. Maria Elisa Noriler é Especialista em Ginecologia e Obstetrícia. É Médica Preceptora de Ginecologia e responsável pelo setor de Ginecologia Endócrina InfantoPuberal e Climatério do Hospital Municipal Maternidade Escola de Vila Nova Cachoeirinha desde fevereiro de 2010. Facebook/dra.mariaelisanoriler

Doenças de carnaval: saiba como evitar os problemas mais comuns no período da folia

Doenças de carnaval: saiba como evitar os problemas mais comuns no período da folia

Infecções sexualmente transmissíveis e disfunções no trato urinário estão entre as doenças mais recorrentes

Um dos períodos mais aguardados do ano esta chegando: o Carnaval. Com ele, chegam também toda a euforia e agitação típica da folia de momo. Pensando em aproveitar bastante os blocos e as festas carnavalescas, muitas pessoas acabam se descuidando da saúde. Por isso, nessa época é comum haver uma maior incidência de algumas doenças, como as sexualmente transmissíveis e as do trato urinário.

De acordo com o urologista Filipe Tenório, do Hospital Santa Joana Recife e da Clínica Andros, as infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) são as mais comuns durante e após o Carnaval. É que parte da população costuma ter relações sexuais sem proteção e assim são contaminadas por vírus e bactérias. “HPV é a doença mais recorrente no período. Se caracteriza por um vírus com mais de cento e vinte subtipos, no qual, 40% causam verrugas genitais. Elas podem ocasionar vários tipos de câncer, como colo de útero”, explica. Ainda segundo o médico, não existe remédio para tratar o vírus. A única forma de evitar a contaminação é através do uso da camisinha.


A sífilis é outra doença sexualmente transmissível comum no carnaval. Provocada por uma bactéria, ela se caracteriza por uma lesão vermelha no pênis, que desaparece com o tempo. Mas, após a infecção inicial, a bactéria pode permanecer no corpo da pessoa por muito tempo e depois se manifestar novamente. Outras bactérias também são as responsáveis por causar a uretrite, gonorreia e clamídia, cuja propagação é realizada através do ato sexual. “Algumas dessas infecções podem desencadear problemas mais graves, como a infertilidade. Por isso, é necessário tratá-las rapidamente”, afirma.

Para evitar a contaminação, o ideal é sempre utilizar preservativos e também manter uma boa higiene na região íntima. “Durante o carnaval as pessoas passam muito tempo na rua, suando. Isso causa uma predisposição natural a infecções por fungos e bactérias. Por isso, não é indicado ficar muito tempo sem tomar banho”, ressalta Filipe Tenório. “Evitar comportamentos de risco, como o uso de drogas, também é uma opção para poder se prevenir corretamente durante as relações sexuais”, recomenda.

Além das ISTs, doenças do trato urinário também estão entre as mais comuns durante o carnaval. Isso acontece por causa da pouca ingestão de água e pelo hábito de contenção urinária. “Já que em algumas ocasiões nem sempre é possível ter fácil acesso à água e ao banheiro, as pessoas acabam deixando para depois. Mas, esses costumes podem provocar infecção urinária, devido ao acúmulo de xixi, e agravar os problemas de quem já sofre de cálculos renais”, explica o urologista.

Formado em Medicina pela Universidade Federal de Pernambuco em 2008, possui Residencia Medica em Cirurgia Geral pela SES – Hospital da Restauracao, e Residencia Medica em Urologia pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira – IMIP. Especializado (fellowship) em Infertilidade Masculina e Saude Sexual pela Weill Cornell Medical College – Nova York/EUA em 2015/16. Suas areas de interesse sao Urologia, Infertilidade Masculina, Saude Sexual e Microcirurgia. Membro da Sociedade Brasileira de Urologia – SBU, da Associacao Americana de Urologia – AUA, da Sociedade Internacional de Medicina Sexual – ISSM, e da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva – ASRM. Faz parte do corpor clinico do Servico de Urologia do Instituto de Medicina Integral Prof.Fernando Figueira – IMIP.

Celulite: veja os tratamentos que ajudam a combater

Celulite: veja os tratamentos que ajudam a combater

Muitas horas sentadas, uma fugida da dieta e até mesmo a genética podem ser a causa da celulite, um problema que as mulheres tanto temem. Atualmente, aproximadamente 85% das mulheres com mais de 35 anos possuem. A celulite é uma inflamação acontece em três graus. No primeiro nível, a celulite aparece quando a pele é pressionada. Já no nível dois, não é necessária nenhuma pressão na pele para que o problema seja percebido. No terceiro nível, além dos furos mais profundos, pode haver sensação de dor.

A formação das marcas ocorre devido ao acúmulo de gordura por baixo da pele. “As células linfáticas congestionam o local, dificultando a circulação sanguínea, a oxigenação das células e a eliminação de gordura, resultando no inchaço local, seguido de ondulações na pele”, explicou o cirurgião plástico membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), Tiago André Ribeiro.

Por estar ligada a hábitos físicos e alimentares, a celulite é um problema difícil de eliminar por completo. Na maioria das vezes, os tratamentos estéticos melhoram o aspecto da pele apenas de forma momentânea. De acordo com o cirurgião plástico, os procedimentos obtêm melhores resultados caso a paciente siga uma dieta de reeducação alimentar e a prática de exercícios físicos.

“É preciso reduzir o consumo de açúcar e gordura, e o mais importante, beber bastante água. Exercícios aeróbicos ajudam na queima de gordura localizada, enquanto a musculação torna a pele mais firme. Caso, não haja mudança no comportamento, os furinhos voltarão a aparecer”, afirmou o cirurgião plástico.

Como eliminar a Celulite

De forma geral, para eliminar a celulite é preciso movimentar a gordura até que ela seja eliminada do corpo. Para isso, há algumas técnicas. Enquanto uns procedimentos deslocam as células de forma manual, outros aquecem ou esfriam o local, fazendo com que a gordura se desprenda das travas fibrosas e seja expelida pelo organismo.

Tratamentos que ajudam a diminuir a celulite

Massagens modeladoras

Este é um dos tratamentos mais eficazes na redução da celulite. De forma manual, o profissional faz uma massagem profunda no paciente, movimentando as células de gordura e melhorando a circulação do sangue. “Assim, a gordura localizada vai diminuindo e as toxinas são eliminadas pela urina. A massagem ainda reduz as medidas e melhora a flacidez da pele”, complementa o cirurgião plástico.

Drenagem linfática

Este é outro método bastante conhecido. A ação consiste em uma mensagem que estimula o sistema linfático a trabalhar mais rápido. A técnica diminui o acúmulo de líquidos e melhora a circulação na área com celulite. “Depois de realizar os procedimentos, adotar hábitos de vida saudáveis é imprescindível. Desta forma, os resultados são mais prolongados e evita o reaparecimento das marcas mais frequentes”, alerta o doutor Tiago Ribeiro.

Subcision

Subcision é uma técnica para a correção de rugas e sulcos da face, cicatrizes deprimidas e outras alterações do relevo cutâneo, incluindo a celulite. Nestas condições, a pele encontra-se retraída por septos de fibrose subcutânea. Com a técnica, as traves fibróticas subcutâneas são seccionadas para liberar a tração que elas exercem sobre a pele.

“Antes do procedimento é preciso passar por uma avaliação clínica criteriosa onde é possível detectar condições que podem comprometer sua realização. É importante investigar distúrbios da coagulação, tabagismo, fatores nutricionais, infecção local e história de cicatrizes hipertróficas e/ou quelóides. Além disso, determinar o número de sessões necessárias para o tratamento, que vai variar de acordo com o tamanho, profundidade, localização do defeito e a tendência individual à formação de colágeno”, explicou o cirurgião plástico, Tiago Ribeiro.

O Subcision pode ser utilizado em conjunto com a lipoescultura, para o preenchimento cutâneo, corrigindo as depressões do relevo que aparecem após a lipoaspiração, nas cicatrizes deprimidas, nas áreas que sofreram trauma ou nas celulites. “Contudo, essa técnica não é indicada para a correção da celulite de graus mais leves, como os graus I e II, nem para o tratamento de flacidez de pele ou gordura localizada”, completou o Tiago. O procedimento é de pequeno porte, seguro e só pode ser realizado por médicos.

*Tiago Ribeiro é cirurgião plástico especialista pelo Hospital Santa Marcelina, de São Paulo, graduado em Medicina pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.