Categoria: Bem-estar

Minha visita ao nutricionista

Minha visita ao nutricionista

Sempre fui uma pessoa que comeu um pouco de tudo. Gosto muito da comida do dia a dia, como arroz, feijão, massas, legumes e saladas. O problema é que sempre fui apaixonada por doces, e nesta minha lista de amores estão o chocolate, bolos com recheios e coberturas, sorvete e qualquer coisa que leve leite e açúcar.

Instituição é lançada para amparar bebês com Entercolite Necrosante

Instituição é lançada para amparar bebês com Entercolite Necrosante

Doença é a maior responsável por morte em UTIs neonatal do país

Você já ouviu falar sobre Entercolite Necrosante (NEC)? Pode ser que não, mas alguém do seu círculo familiar ou de amizade já pode ter tido que enfrentar esta doença gastrointestinal que ocorre no período neonatal. Considerada como a mais perigosa, afeta os bebês recêm nascidos e prematuros, e é considerada como a maior causa de mortalidade neste período, pelo fato da superfície interna do intestino sofrer lesões e inflamações, podendo até a necrosar. E foi assim que, pega de surpresa que, Simone Rosito, se deparou com esta doença: sua irmã teve gêmeos, e um deles, o pequeno Antônio, teve a NEC diagnosticada.

Hoje, com pouco mais de nove meses de vida, Tom, como é chamado carinhosamente pela família, já passou por seis cirurgias – seu intestino mede apenas 9cm –, é nutrido por vias diferente da gastro-intestinal (nutrição parenteral) e possivelmente terá que fazer um transplante nos EUA, com valor aproximado a US$ 1 milhão. “ Apesar de existirem informações sobre a doença, hospitais públicos carecem de cirurgiões pediátricos no Brasil, o que coloca o bebê com esta doença em situação de risco”, avalia Simone.

Bebê Antônio

E foi pensando nas famílias com menos acesso a informações e recursos que ela, junto com um grupo de colegas e parceiros, decidiram criar o Instituto Pequenos Grandes Guerreiros, que será oficialmente lançado no próximo dia 16 de abril, em São Paulo.

O projeto foi elaborado para funcionar em três fases. A primeira, prevista para funcionar em três anos, prevê oferecer assistência psicológica para famílias de bebês afetados, coleta de dados sobre a doença e parceria com grupos de pesquisa sobre a doença, de modo a entender seus desafios e progressos. O treinamento para voluntários já está sendo desenvolvido e conta com um banco de 20 voluntários até o momento. Nesta fase, o projeto será financiado pela própria Simone.

Já a segunda fase terá uma atuação mais ambiciosa, com o objetivo de utilizar todo o banco de dados sobre a doença, feitas nos três anos anteriores, para obter recursos para financiamento de pesquisas, para que na última etapa, finalmente seja viabilizado o transplante de intestino no Brasil.

“Acreditamos que podemos reduzir consideravelmente o número de mortes por Entercolite Necrosante caso pesquisas consideráveis, que desvende porque esta doença acontece, sejam feitas”, prevê Simone.

Entre os apoiadores do Instituto Pequenos Grandes Guerreiros estão a apresentadora Isabella Fiorentino, Vera Oliveira, presidente da ONG Saúde Criança São Paulo, Rudi Fisher, idealizador dos parques Alpapato, e profissionais do mercado financeiro, entre outros, quer fazer a diferença. O evento de lançamento acontece às 18h30, no Studio Dama, em São Paulo.

Instituto Pequenos Grandes Guerreiros2

Arrecadação

Com o objetivo de arrecadar fundos para manter a manutenção do Instituto Pequenos Grandes Guerreiros, o livro Ai Meu Buda! Relatos curiosos de viagens singulares, editora Oficio das Palavreas, será oferecido por R$50 no evento ou R$55 pelo site www.pequenosgrandesguerreiros.org. O livro trás episódios de algumas viagens feitas por Simone Rosito em um período sabático por países do Oriente Médio, Ásia e Oceania. “São histórias sobre as minhas passagens por locais exóticos, como Árgélia, Butão e Síria, além da minha experiência como dona de casa em Sydney”, revela.

Serviço:

Inauguração Instituto Pequenos Grandes Guerreiros
Onde: Stúdio Dama – R. Ferreira de Araújo, 1056 – Pinheiros, São Paulo
Data/Horário: 16 de abril – 18h30
Entrada: Gratuita

A gordura não é inimiga da dieta

A gordura não é inimiga da dieta

Nutricionista explica os benefícios de ingerir gordura e qual a forma correta de se fazer isso sem prejudicar o organismo.

Quando se pensa em alimentos gordurosos, logo vem a mente que a gordura é uma inimiga da boa alimentação e, consequentemente, da saúde. Com um conselho errado, muitas pessoas cortam a gordura do cardápio alimentar como forma de proteger o corpo. Mas, de acordo com a nutricionista, Patrícia Cruz, evitar a gordura significa também a retirada de nutrientes que são importantes para o organismo. “São alguns mitos que viraram regras como a afirmação de que a gordura só faz mal. Antes de tudo é preciso saber quais gorduras fazem mal e quais fazem bem”, observa.

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A especialista explica que além de reconhecer os tipos de gordura que podem ser prejudiciais ou benéficas, também é preciso saber qual a quantidade certa e quanto do produto pode ser consumido. “Comer mais gordura do que o recomendado não é bom para saúde. Porém, excluir a gordura total da dieta não é uma prática recomendável. É preciso fazer de forma saudável, optar por gorduras insaturadas”, afirma .

Por isso, é importante reforçar que a gordura pode fazer parte de uma dieta saudável que tenha como objetivo redução ponderal. Ela pode estar presente desde a primeira refeição até a última. “Não existe um melhor horário para inferir gorduras. Elas podem estar presentes em qualquer refeição desde o café da manhã até o jantar”, ensina Patrícia.

A nutricionista ainda destaca a importância de conhecer bem as possibilidades de consumo, para acabar com os mitos relacionados à gordura. Ela ainda dá algumas dicas de como o produto pode ser usado no dia a dia da cozinha e quais são seus benefícios. Confira:

Benefícios da gordura

A gordura auxilia na redução do colesterol total e da fração LDL (colesterol ruim). Além disso, ela pode reduzir as triglicérides e atua na saúde do coração.

Alimentos certos

As gorduras que fazem bem são as chamadas gorduras insaturadas que são classificadas em duas categorias: poli-insaturadas e monoinsaturadas.

Poli-insaturadas: peixes e óleos vegetais (soja, milho, girassol, canola), linhaça e nozes;

Monoinsaturadas: óleo de oliva, óleo de canola, azeitona, abacate e oleaginosas (amendoim, castanhas, nozes, amêndoas).

Quantidade ideal

A Recomendação é 35% do total calórico da dieta, no máximo. Podendo estar presente em qualquer refeição do dia. “Um exemplo é o azeite pode estar presente no almoço no preparo do arroz, legumes, tempero da salada. Já as frutas oleaginosas podem estar presentes no café da manhã, dentro de um cereal integral ou nos lanches intermediários adicionados de frutas de frutas frescas ou secas”, observa a nutricionista.

 

Nutricionista-Patrícia-Cruz*Patrícia Cruz é nutricionista, especialista em Nutrição Clínica e em Nutrição em Pediatria e mestranda em Saúde Pública. Atua em São Paulo em consultório particular e em Personal Diet.

Violência não resolve: campanha alerta contra as agressões e ameaças aos profissionais de saúde

Violência não resolve: campanha alerta contra as agressões e ameaças aos profissionais de saúde

“Pesquisa mostra que a maioria dos profissionais de saúde já sofreram algum tipo de violência física ou verbal”

A saúde brasileira, principalmente a rede pública de atendimento, enfrenta diariamente sérios problemas de falta de estrutura, sobrecarga, falta de profissionais e lotação. Tudo isso contribui para deixar a população insatisfeita com o atendimento e muitas das vezes, os profissionais de saúde são os mais cobrados nestas situações. Em alguns casos, eles acabam sendo vítimas de violência e ameaças por parte de pacientes ou parentes dos doentes.

De acordo com estudo divulgado pela Campanha Contra Violência realizada pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CREMESP) e o Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (COREN-SP), 17% dos médicos sofreram algum tipo de violência. Dentro destes casos, 20% foram relatados como agressão física e 70% dos ataques partiram do próprio paciência. Além disto, o estudo ainda mostra que 47% dos médicos tiveram conhecimento de episódios de violência ocorrido com algum colega de trabalho.

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Violência contra profissionais de enfermagem

O mesmo triste cenário também é relatado entre os profissionais de enfermagem, sendo que 32% deles já sofreram ou presenciaram alguma situação de violência no ambiente de trabalho. Ainda, 81% deles descrevem que a violência partiu dos próprios pacientes ou acompanhantes, e que 71% destas agressões foram verbais e 20% físicas.

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Por isso, objetivo da Campanha Contra Violência é conscientizar a população sobre a importância do respeito ao profissional de saúde. A proposta é incentivar a mudança de atitude para coibir atos violentos dentro das unidades de saúde, e destacar que a violência não resolve e não contribui para a melhoria do atendimento aos pacientes necessitados.

Os conselhos CREMESP E COREN-SP, que assinam a campanha, pedem mais respeito aos profissionais de saúde, cujo trabalho é indiscutivelmente fundamental à manutenção da vida.

Participe da campanha mostrando o seu apoio aos profissionais de saúde nas redes sociais através da hashtag #violencianaoresolve.

Para mais informações acesse: http://goo.gl/q3hTtH

*Publieditorial.

Dia Internacional da Mulher: violência segue com números alarmantes

Dia Internacional da Mulher: violência segue com números alarmantes

Violação dos direitos humanos é crime, e a brutalidade contra mulheres segue fazendo vítimas. Quase 40% das mulheres em situação de violência sofrem agressões diariamente e outras 34%, semanalmente. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Políticas para as mulheres da Presidência da República (SPM-PR), baseados no atendimento realizado pela Central de Atendimento à Mulher entre janeiro e outubro do ano passado. “Apesar de a Lei Maria da Penha ter trazido, desde 2006, grandes avanços no combate à violência contra a mulher, falta muito para uma queda significativa desses números”, afirma o advogado Luiz Fernando Valladão.

Muitas vítimas se recusam a procurar ajuda, seja por medo de sofrerem ainda mais abuso ou por estarem muito abaladas fisicamente ou psicologicamente. A lei Maria da Penha incentivou o crescimento do número de denúncias. Entre 2006 (quando a lei foi sancionada) e 2013, houve aumento de 600%. “Ainda existem muitos obstáculos nesse processo, além disso, não é raro que mulheres que sofreram algum tipo de agressão se recusem a delatar os autores, principalmente quando o ocorrido se repete dentro de casa”, pontua.

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Os números comprovam essa afirmação. Ainda de acordo com o SPM-PR, em 67,36% dos relatos, os agressores foram homens com quem as vítimas tinham ou tiveram vínculo afetivo, como companheiros, cônjuges, namorados ou amantes. Outros 27% dos casos se deram com familiares, amigos, vizinhos ou conhecidos.

A pesquisa aponta também que 77,83% das vítimas têm filhos, sendo que mais de 80% deles presenciaram ou até sofreram violência. “Nesses casos, a mulher, muitas vezes, sente como se tivesse maior estímulo para denunciar. Contudo, às vezes, a vítima acredita estar financeiramente vinculada ao agressor e teme que ela e a família fiquem desprovidas”. Para o advogado, outro aspecto que dificulta é que o sistema ainda é muito falho no sentido de não punir os agressores. “Há problema em comprovar o crime. A violência psicológica, por exemplo, mesmo é algo que não deixa vestígios”, pondera Valladão.

Ele explica que atos físicos não são a única forma de agressão, qualquer comportamento ofensivo, que humilhe ou cause sofrimento psicológico também são formas de violência. “Existem níveis diferentes de opressão, como xingamentos, empurrões ou, em casos mais graves, até tentativas de homicídio”.

Violência online

A chamada pornografia de vingança, que consiste na disseminação de nudez não consentida pela internet, é outro delito que atinge predominantemente as mulheres. Segundo a ONG Safernet, 81% das vítimas atendidas são do sexo feminino. “Essa conduta, no caso de maiores de idade, pode ser enquadrada como crime de difamação, previsto no artigo 139 do Código Penal. Se possuir vínculo afetivo com a vítima, o acusado também pode ser julgado por infringir a Lei Maria da Penha”, explica o advogado Luiz Fernando Valladão.

Se puderem ser aplicadas as duas leis, a vítima de violência virtual recebe tratamento diferenciado, o processo corre mais rapidamente e há direito a medida restritiva contra o ex-parceiro. “Detenção de três meses a um ano e multa é a pena se o crime for enquadrado como difamação. Se for considerado também adequado à Maria da Penha, o indivíduo pode ser preso”.

Menores de 18 anos são punidos com medidas socioeducativas a serem definidas em juízo, entre elas está repreensão, prestação de serviços comunitários e atividades socioeducativas.

Importância da denúncia

Valladão garante que denunciar, ainda que seja algo difícil para as vítimas, é a melhor forma de combate. “Ao identificarmos aumento no registro de denúncias, não significa, necessariamente, que o índice de violência tem crescido. Esses dados, de forma geral, representam que cada vez mais pessoas têm procurado ajuda”, pondera.

A denúncia não precisa ser feita em delegacias especializadas, que ainda não existem em todas as cidades, basta fazer boletim de ocorrência junto à polícia ou pela Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180), serviço da Secretaria de Políticas para as Mulheres. Por telefone, é possível manter o anonimato.

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Atividade física na terceira idade reduz riscos de doenças do coração

Atividade física na terceira idade reduz riscos de doenças do coração

Depois da aposentadoria, muitos idosos ficam com tempo livre, ficando por vez osciosos. Na maioria dos casos, eles acabam ficando em casa, deixando de lado uma vida ativa, proporcionada pelas atividades cotidianas e físicas. Segundo o educador físico e diretor científico do Departamento de Educação Física da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP), Natan Silva Júnior, a chave para cultivar um coração longevo é continuar ativo, praticando semanalmente atividades físicas.

“A atividade física de modo geral é capaz de prevenir e auxiliar no tratamento de doenças do coração. Para as pessoas que estão na terceira idade, é também uma excelente ferramenta para o combate de doenças cardíacas, porém, antes desses indivíduos iniciarem qualquer tipo de exercício é necessário que eles procurem um médico de confiança para avaliar as possíveis limitações de ordem ortopédica e cardíaca, para que o exercício seja feito de forma segura” – afirma.

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De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), três em cada quatro idosos têm alguma doença crônica. Diante desse contexto, os exercícios além de prevenir doenças cardíacas, podem evitar outros problemas que afetam o coração. O educador físico cita como exemplo a hipertensão, que pode promover uma hipertrofia cardíaca. “Neste caso, a atividade física aeróbica, como a caminhada, é capaz de promover uma hipotensão pós-exercício (valores de pressão mais baixo), que perdura por algumas horas, ou seja, se a caminhada for realizada diariamente, o indivíduo terá uma pressão arterial menor diariamente, diminuindo assim a sobrecarga pressórica no coração”, explica Natan.

Com o aumento da expectativa de vida no Brasil, a Organização Mundial de Saúde (OMS), estima que em 2050, o País terá 70 milhões de idosos, representando 30% da população. Diante do contexto, uma das preocupações é que o índice de doenças crônicas também aumente. Conforme ressalta o especialista, a prática de atividades físicas pode melhorar a qualidade de vida da população idosa, reduzindo os impactos da velhice e das doenças ocasionadas pela fase.

Por onde começar

Os exercícios aeróbicos são os mais indicados para combater as doenças do coração, ou seja, atividades que envolvem grandes grupos musculares, realizada de forma rítmica, contínua e por um longo período de tempo. Para iniciar, é recomendado a caminhada diária, que deve ser realizada de forma moderada, com uma duração entre 30 a 40 minutos. Entretanto, antes de iniciar qualquer tipo de esporte, durante a terceira idade, o especialista ressalta que indivíduo deve procurar um médico para realizar um check-up cardiológico, possibilitando que a prática da atividade física seja eficaz e segura.