Categoria: Bem-estar

Depressão: qual o motivo dela atingir mais as mulheres?

Depressão: qual o motivo dela atingir mais as mulheres?

A depressão foi o tema escolhido para a campanha do Dia Mundial da Saúde 2017, em 7 de abril. Segundo a Organização Mundial da Saúde, 4,4% da população mundial é afetada por esse mal. O Brasil é segundo país das Américas com o maior número de casos diagnosticados e o primeiro da América Latina, atingindo 5,8% da população nacional, cerca de 12 milhões de brasileiros, em sua maioria do sexo feminino.

Dados estatísticos apontam que as mulheres têm uma prevalência de cerca de 20% de depressão ao longo da vida e um risco de 1,5 a três vezes maior de desenvolver a depressão do que os homens. De acordo com psiquiatra, Rodrigo Ramos, essa diferença pode ser explicada por particularidades hormonais, questões de estresse próprias do universo feminino e por fatores relacionados à experiência gestacional. “O próprio Transtorno Disfórico Pré-Menstrual, a famosa e popular Tensão Pré-Menstrual (TPM), configura-se como um tipo de Transtorno Depressivo”, afirma.

Sintomas da depressão

De acordo com o especialista, não existem diferenças significativas dos sintomas entre as depressões masculinas e femininas e ambas se caracterizam por um conjunto que envolve a presença de tristeza, desânimo, perda de prazer ou interesse em se fazer coisas que outrora eram satisfatórias, choro fácil e sintomas ansiosos. Ele diz que há ainda um pensamento de menos valia, pessimismo consigo próprio, com os outros e com o mundo, sentimento de culpa e pensamento de morte que podem envolver, inclusive, ideação suicida. “Estão presentes também sintomas somáticos como alteração do padrão de sono e apetite, alterações na capacidade de concentração e memória, prejuízo da libido, dores crônicas, sensação de fadiga e alterações psicomotoras como lentificação dos movimentos ou inquietude” , declara.

A gestação é uma fase em que há um destaque no desenvolvimento de quadros depressivos. Rodrigo explica que a depressão gestacional tem uma prevalência de algo em torno de 18% e pode prejudicar a relação mãe-feto, tão fundamental para uma boa aceitação da gravidez. “São considerados fatores de risco para o desenvolvimento desse mal nessa fase: história de transtornos de humor ou ansiedade, história de depressão pós parto, história de transtorno disfórico pré-menstrual, doença psiquiátrica na família, abuso sexual na infância, gravidez precoce, gravidez não planejada, gravidez não desejada e não aceita, mães solteiras, ter um número grande de filhos, suporte social limitado, ser vítima de violência e conflitos domésticos, baixo nível de escolaridade, tabagismo e abuso de substâncias. A depressão gestacional é o principal risco de depressão pós-parto”, diz.

O profissional detalha que a depressão pós-parto corresponde à instalação do conjunto de sintomas dessa doença dos primeiros dias até 6 meses após o nascimento do bebê. Como a mãe é a principal fonte de relação do recém-nascido com o mundo, sendo suporte principal para a evolução neurológica nas fases iniciais da vida infantil, esse diagnóstico pode trazer alterações no desenvolvimento do bebê que vão desde alterações de sono e comportamento até prejuízo na aprendizagem. A ideia de que a gravidez só deve trazer momentos mágicos à mulher, embora absolutamente falsa, pode levar com que muitas pessoas não procurem tratamento e que haja, assim, o subdiagnóstico.

“Não se pode confundir depressão pós-parto com baby blues ou disforia pós-parto, um quadro adaptativo que acomete de 60 a 80% das mulheres e que está relacionado aos mecanismos de ajustamento da mulher à nova vida. Esse quadro dura cerca de duas semanas”, explica o psiquiatra.

A depressão, na maioria dos casos, exige tratamento específico e especializado, muitas vezes requerendo a presença de uma medicação.Para o médico, é fundamental a atenção de toda sociedade para todas as mudanças de humor em todas as fases da vida da mulher porque muitas vezes ela pode estar envolvida com um quadro depressivo.

Dr. Rodrigo Ramos*Rodrigo de Almeida Ramos – Psiquiatra e psicodramatista, mestre em Medicina pela Faculdade de Ciências Medicas da Santa Casa de São Paulo, diretor do Núcleo Paulista de Especialidades Médicas e da Clínica Vínculo, especializada em Saúde Mental.

 

Diagnóstico de câncer: conheça como o  bem-estar psicológico é importante para ajudar no tratamento

Diagnóstico de câncer: conheça como o bem-estar psicológico é importante para ajudar no tratamento

O diagnóstico de um câncer certamente é uma das notícias mais difíceis na vida de qualquer pessoa. Neste momento, o paciente, familiares e amigos se enchem de perguntas, incertezas e inseguranças. E para entender como as mulheres podem enfrentar a doença sem se deixar levar pela tristeza e questionamentos, conversamos com a psicóloga da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, Rita Calegari. Confira as dicas da profissional!

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Ao receber a notícia do câncer, como o paciente pode se preparar psicologicamente para a luta?

Imediatamente após receber o diagnóstico oncológico, cada pessoa reage utilizando os mecanismos de enfrentamento que já possui. Desta forma, mulheres que possuem um maior aprendizado de vida, espiritualidade, etc, encontra em si mesma mais recursos emocionais para lidar com a notícia. Esses recursos aliados ao apoio da equipe multiprofissional de saúde, família e dos amigos, irão contribuir para que ela possa “organizar-se” internamente e externamente para as etapas que se sucedem (tratamento do câncer, cirurgia, etc).

Esse seria o melhor dos cenários de enfrentamento, ou seja, bons recursos internos (pessoais) e bons recursos externos (rede de apoio). Mas sabemos que infelizmente nem sempre a situação é essa.
Quando a mulher tem poucos recursos internos, mas os externos são eficientes, apesar do sofrimento pessoal ser intensificado, a rede de apoio ajudará muito a passar por esta etapa, atuando muitas vezes como apoio, incentivo e ajudando-a a ressignificar essa experiência – o que pode fortalecê-la no futuro.

Pessoalmente preocupa-me o pior dos cenários: poucos recursos internos de enfrentamento e ainda por cima, rede de apoio ineficaz. Nestas condições, a mulher sentirá possivelmente desamparo, abandono, insegurança e medo, muito acima do esperado nesta condição da vida.

Como a família pode ajudar no apoio psicológico ao paciente?

As inseguranças por parte da paciente são esperadas, o medo e a ansiedade também. Questões como: se o tratamento será eficaz, se há risco de morte, se o tratamento será doloroso, se os cabelos vão cair, se perderá a beleza, se conseguirá passar por toda essa etapa sem desmoronar, como sua rotina será afetada, se vai precisar parar de fazer atividades que gosta, se poderá continuar a trabalhar, cuidar dos filhos, da família… são tantas questões!

Algumas perguntas poderão ser respondidas logo no início, outras dependerão do tempo e da resposta do organismo da mulher ao tratamento. Agora, imagine ter que lidar com tudo isso?
Ter apoio da família, no sentido de ser tranquilizada, respeitada, receber ajuda, elogios pelo esforço e empenho em seguir o tratamento corretamente, ajudará bastante.

Quando a família ajuda e dá apoio, a mulher se sente importante, merecedora do amor e consideração e tende a se sentir mais amparada. Entretanto, a família precisa entender que o papel dela em ajudar pode não ser o suficiente para que a paciente responda bem ao tratamento – e nesta situação o apoio profissional de um psicólogo pode esclarecer os papéis e minimizar os conflitos da família.

Qual a importância do acompanhamento psicológico nestes casos?

O psicólogo tem treinamento no comportamento humano, no diagnóstico de comorbidades de doenças mentais e na mediação de conflitos. Seu papel é avaliar como é o enfrentamento da paciente/família nesta situação de crise inesperada, quais são suas forças e fraquezas e como atuar para que ajudem no tratamento oncológico.

Nós não fazemos mágica e nem lemos os pensamentos das pessoas, por isso, a paciente precisa desejar nossa ajuda, aceitá-la ou pelo menos ter curiosidade no que podemos fazer para ajudar. A aproximação do psicólogo deve ser oportunidade, e se firmar como uma parceria entre o profissional, o paciente e a família. Sendo assim será mais tranquilo o processo terapêutico que contribuirá para o tratamento.

O bem-estar psicológico é importante para a conquista da cura?

Absolutamente importante.

Nós separamos saúde psicológica da saúde do corpo por uma questão cultural bastante errônea. Não há corpo sem emocional ou emocional sem corpo, essas esferas da nossa vida existem em conjunto. Uma complementa a outra. Sendo assim, as emoções exercem uma importante influência na nossa saúde, nas nossas doenças, no tratamento e consequentemente na resposta ao tratamento.

Quando nossa saúde psíquica está adequada, vamos receber, enfrentar e reagir aos problemas da vida com mais assertividade e força. Com isso temos nossas chances de sucesso aumentadas.

Quando nossa saúde psíquica vai mal, tudo fica intensificado, nosso humor não nos permite enxergar as oportunidades e vemos só as dificuldades. Em consequência, alcançar uma vitória parece impossível. Em decorrência disso, a pessoa pode até investir menos e dedicar-se menos, pois começa uma luta já achando que irá perder.

É claro que não basta acreditar na vitória para vencer e muito menos superar uma doença. Mas sem canalizar as energias adequadamente (a atenção, o esforço, o empenho) quando estamos vivendo uma situação de crise, nós mesmos passamos a fazer parte do problema e não da solução.

Essa tende a ser a contribuição do psicólogo: clarificar e até mesmo traduzir o comportamento e emoções da paciente para que, de posse desse entendimento, ela tenha mais chances de decidir com autonomia como quer conduzir sua história de vida lutando pela saúde.

rita-calegari*Rita Calegari é coordenadora psicossocial do Hospital São Camilo.

E você, já passou por uma situação parecida? Conte a sua experiência para nós nos comentários!

Sal Rosa do Himalaia: conheça os benefícios para a saúde

Sal Rosa do Himalaia: conheça os benefícios para a saúde

O sal – ou cloreto de sódio, seu nome científico – integra a nossa alimentação e está presente como tempero tradicional na maioria das cozinhas do mundo inteiro. Afinal, é ele quem confere maior sabor aos alimentos e oferece a sensação de saciedade que nós temos após cada refeição.

No entanto, apesar de ser essencial na culinária e fazer muito bem ao organismo (em quantidades adequadas), o seu consumo exagerado pode trazer sérias consequências à saúde, como doenças cardiovasculares, como a hipertensão e o AVC, pedras nos rins, osteoporose, asma, problemas renais, câncer, entre outros problemas graves que podem ser até irreversíveis quando não diagnosticados precocemente.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a quantidade diária recomendada de sódio é de 2 mg, o que equivale a 5 mg de sal. No entanto, boa parcela dos brasileiros consome uma quantidade muito acima dessa média, chegando a 15 mg por dia.

Por isso, muitos médicos e especialistas recomendam o uso de temperos alternativos ao sal na hora de preparar os alimentos, como é o caso do sal rosa do Himalaia, que pode prevenir todos esses danos e, ainda, trazer inúmeros benefícios à saúde.

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O que é o sal rosa do Himalaia?

Como o próprio nome diz, o tempero é oriundo das montanhas do Himalaia, onde foi protegido durante 200 milhões de anos embaixo de camadas de lava de um vulcão que entrou em erupção. Por ficar encoberto durante tanto tempo, o sal ficou livre de toxinas e poluentes, o que o tornou o mais puro entre todos os tipos de sais existentes no planeta.

Além disso, como não precisa passar pelo processo de refinamento, o sal rosa do Himalaia não perde os seus nutrientes benéficos à saúde. Inclusive, a sua coloração rosada se deve aos mais de 84 minerais em sua composição essenciais ao organismo humano, dentre eles o fósforo, cálcio, magnésio, zinco, ferro, cobre, iodo, selênio, potássio, entre outros, capazes de prevenir e tratar diversas enfermidades.

Enquanto isso, o sal de cozinha comum joga fora todos os nutrientes presentes em sua composição ao passar pelo refinamento e deixa apenas o cloreto de sódio, inimigo número um do bom funcionamento do corpo, em uma alta quantidade 400 mg por cada grama de tempero.

Já o sal rosa do Himalaia possui 230 mg de sódio para cada grama, quase metade a menos, o que o torna ainda mais importante para a manutenção da saúde.

Confira no infográfico abaixo quais são os principais benefícios do sal rosa do Himalaia para a saúde.

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Conheça como a toxina botulínica pode ajudar em tratamentos odontológicos

Conheça como a toxina botulínica pode ajudar em tratamentos odontológicos

Membro titular da Sociedade Brasileira de Toxina Botulínica e Implantes Faciais na Odontologia fala sobre aplicações e benefícios do produto

A aplicação da toxina botulínica para fins médicos e terapêuticos, e para correção de problemas estéticos, como diminuição das rugas e linhas de expressão, já é bastante divulgada e conhecida por milhares de pessoas. Mas o que muitos ainda não conhecem são os benefícios proporcionados pelo produto também na área odontológica, para tratar e corrigir problemas bucais.

Na odontologia, a toxina botulínica foi devidamente regulamentada para uso pela Resolução 112/11 do Conselho Federal de Odontologia – CFO – desde setembro de 2011. Justamente pela sua atuação na diminuição da tensão muscular, ela pode ser utilizada para diversas finalidades na área, como é o caso do controle do bruxismo, conhecido pelo ato de ranger os dentes durante o sono.

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Segundo a cirurgiã dentista, especialista em implantodontia e membro titular da Sociedade Brasileira de Toxina Botulínica e Implantes Faciais na Odontologia, Dra. Regina Bregalda, nesse caso, quando a toxina botulínica é injetada num dos músculos da face, a tensão diminui, de maneira que não há força o suficiente para provocar o atrito entre os dentes, causando o desgaste ou a fadiga dos músculos da mastigação, uma das situações responsáveis pelas dores orofaciais. ‘’A vantagem em relação ao tratamento tradicional é que, diferentemente das placas noturnas, que podem gerar desconforto ao paciente, a toxina não causa incômodo. Além disso, a substância também pode ser aplicada no controle das próprias dores de cabeça secundárias ao bruxismo.’’

As assimetrias de face (ligadas à hipertrofia dos músculos da mastigação), o sorriso assimétrico, o controle de alguns tipos de sialorreias (salivação em excesso) e as dores orofaciais ligadas à disfunção da articulação temporomandibular (DTM muscular, caracterizada pela fadiga dos músculos da mastigação), também podem ser corrigidas com a aplicação da toxina. ‘’Temos tido excelentes resultados com aplicação da toxina para tratar o sorriso gengival, que acontece quando há exposição excessiva da gengiva ao sorrir’’, explica a especialista.

As principais vantagens da toxina botulínica são resultados rápidos, sem ou quase nenhum efeito colateral, tornando a sua utilização bastante segura.

dentista-regina-bregalda*Dra. Regina Bregalda é Graduada em Odontologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Pós-graduada em Prótese Dentária pelo Instituto de Estudos da Saúde & Gestão Sérgio Feitosa (IES), Especialista em Implantodontia pelo Grupo de Apoio à Pesquisa Odontológica na Faculdades Unidas do Norte de Minas (GAPO/Funorte), Pós-graduada em Cirurgia Avançada, também pela Funorte, Pós-graduada em Bioplastia, Plástica Gengival e Estética Global do Sorriso pelo Instituto de Biologia Oral (IBO), especialista em estética orofacial pelo M.A.R.C. (Miami Anatomical Research Center), nos Estados Unidos, e pelo Odontopartners e membro titular da Sociedade Brasileira de Toxina Botulínica e Implantes Faciais na Odontologia.

Sem tempo para academia? Melhore a saúde do seu coração caminhando

Sem tempo para academia? Melhore a saúde do seu coração caminhando

A prática diminui em 9,3% o risco de desenvolver uma doença cardiovascular

Para algumas mulheres que não têm tempo, trabalham fora, cuidam da casa e dos filhos, separar um momento para fazer exercícios é sempre complicado. Para resolver este problema uma dica é a caminhada, um exercício sem contraindicação, que pode ser praticada em qualquer lugar e por qualquer pessoa. Além de democrática, a caminhada é considerada a melhor atividade para o coração, por ser amena e estimular o batimento cardíaco.

Segundo a Associação Americana do Coração, a prática diminui em 9,3% o risco de desenvolver uma doença cardíaca, reduz em 4,3% a probabilidade de apresentar colesterol alto e em 7,2% o risco de sofrer de hipertensão.

Durante uma caminhada, os vasos sanguíneos ficam mais relaxados e dilatados, facilitando a circulação e diminuindo a pressão arterial. Desta forma, o coração trabalha com menos resistência, o que diminui o risco de problemas como infarto e AVC. A atividade também ajuda a controlar os níveis de colesterol no corpo. Ela não só diminui a produção de gorduras ruins (LDL) – que pode resultar em problemas como a aterosclerose, um acúmulo de gordura nas artérias que obstrui a passagem de sangue – como também age elevando os níveis de HDL, o chamado colesterol bom, essencial para o funcionamento do organismo.

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Outro fator de risco para doenças cardíacas, que também pode ser regulado através da caminhada, é o diabetes. Isso ocorre porque a produção de insulina, substância que absorve a glicose nas células, aumenta durante a pratica deste exercício, uma vez que a atividade do pâncreas e do fígado é estimulada.

Apesar da caminhada ser uma atividade mais amena, um estudo da Associação Americana do Coração, publicado no periódico “Asteriosclerosis, Thrombosis and Vascular Biology”, mostrou que caminhar tem os mesmos efeitos que correr na redução dos riscos de doenças cardíacas. Segundo os especialistas, caminhar e correr desenvolvem o mesmo grupo de músculos.  Além de proteger o coração, ela também beneficia pulmão e ossos. As trocas gasosas que ocorrem durante a respiração passam a ser mais poderosas quando se caminha com frequência, facilitando a limpeza do pulmão, dilatando os brônquios e prevenindo algumas inflamações das vias aéreas.

A movimentação dos ossos durante uma caminhada faz com que haja maior quantidade de estímulos elétricos, chamados piezelétrico, que facilitam a absorção de cálcio, deixando os ossos mais resistentes e menos propensos a desenvolverem osteoporose. Além disso, pessoas que caminham também controlam melhor o peso.  Segundo uma pesquisa da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, a atividade aumenta o gasto energético, queimando gorduras localizadas. E mesmo após a atividade, a pessoa continua a emagrecer, devido à aceleração do metabolismo.

Setembro Vermelho

As doenças cardiovasculares matam 17,5 milhões de pessoas ao ano no mundo todo – esse número representa 31% de todas as mortes no planeta. De cada três mortes, uma é causada por doença cardiovascular. Elas são a principal causa de morte em pessoas de 40 aos 65 anos e responsáveis por 20% de todos os óbitos em adultos acima dos 30 anos. O Brasil está entre os 10 países com mais mortes por doenças cardiovasculares. Em nosso país elas também são a primeira causa de mortes e o número de óbitos chega a 350 mil em um ano. A principal doença é o derrame, seguido pelo infarto e pressão alta.

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Para fazer frente à essa epidemia silenciosa, o Instituto Lado a Lado pela Vida realiza o terceiro ano da campanha Setembro Vermelho – Siga o seu Coração. Em dois anos de realização consecutiva, o movimento ampliou seu alcance e intensificou suas ações, realizando uma extensa programação por todo Brasil. A mobilização acontece durante o ano inteiro, e se intensifica durante o Setembro Vermelho, com ações dedicadas à adoção de estilo de vida mais saudável.

“Queremos mostrar para a população, através de ações e conteúdos, que a prevenção é um estilo de vida que se deve adotar desde criança e que muitas das doenças do coração são genéticas, mas outras são adquiridas. Por isso, comer bem, praticar exercícios, diminuir o estresse e consultar o médico periodicamente, entre outros hábitos simples, podem salvar o nosso coração”, explica a presidente do Instituto Lado a Lado pela Vida, Marlene Oliveira.

No site do Instituto Lado a Lado pela Vida é possível fazer o download das publicações sobre doenças cardíacas. O link é: ladoaladopelavida.org.br/download.

Saúde: grupo de pesquisa da UFMG lança livro grátis para desmistificar dúvidas sobre a alimentação

Saúde: grupo de pesquisa da UFMG lança livro grátis para desmistificar dúvidas sobre a alimentação

O Grupo de Pesquisas de Intervenções em Nutrição (GIN) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em parceria com o Ministério da Saúde desenvolveram o livro com o título “Desmistificando dúvidas sobre alimentação e nutrição – material de apoio para profissionais de saúde”.

De acordo com Mariana Carvalho de Menezes, coautora do material, nutricionista, mestre e doutoranda em Saúde e Enfermagem pela UFMG, o livro foi criado diante da necessidade de melhorar as ações de promoção da alimentação saudável e faz parte do projeto denominado PAAS – “Programa de Promoção da Alimentação Adequada e Saudável na Atenção Básica à Saúde”.

Segundo Mariana, atualmente existe uma grande repercussão do tema alimentação e uma alta quantidade de notícias veiculadas sobre dietas e o culto à beleza. Por isso é importante a população estar informada, para entender que “dietas da moda” não são necessariamente saudáveis e muitas vezes não possuem embasamento científico. “Essas dietas podem criar expectativas irreais relacionadas à velocidade e à quantidade de peso perdida. Além disso, podem causar deficiências nutricionais e potenciais riscos à saúde se conduzidas por um longo período”, afirma.

“A proposta do livro, que está sendo distribuído gratuitamente para a população e profissionais de saúde, é proporcionar acesso à informação sobre nutrição, desmistificando dúvidas sobre a alimentação. Nossa proposta é apoiar a autonomia de famílias e comunidades, facilitando o acesso ao conhecimento e contribuindo para que tomem decisões alimentares adequadas à sua realidade”, explica.

O livro pode ser baixado de graça através do link:

http://189.28.128.100/dab/docs/portaldab/publicacoes/desmistificando_duvidas_alimentacao.pdf

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*O livro foi construído por pesquisadores do Grupo de Pesquisas de Intervenções em Nutrição (GIN) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em parceria com o Ministério da Saúde. O GIN constitui um grupo com características multidisciplinares, reconhecido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), envolvendo pesquisadores que participam de relevantes atividades de ensino e extensão na área de Nutrição com foco na alimentação saudável em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte – MG e Ministério da Saúde.

Compulsão alimentar: entenda como o problema pode mascarar um transtorno mais grave

Compulsão alimentar: entenda como o problema pode mascarar um transtorno mais grave

O comer compulsivamente, além de um evidente descontrole impulsivo do comportamento alimentar, não mexe apenas com a silhueta, mas com a saúde geral, já que pode levar a problemas cardíacos e metabólicos, como a diabetes e a hipertensão, que colocam a vida em risco.

Segundo o psiquiatra de São Paulo, Dr. Diego Tavares, a compulsão alimentar pode ser um problema ainda mais grave, principalmente quando a avaliação médica do quadro fica restrita apenas ao problema do comer compulsivo. “A pessoa pode estar tendo também um descontrole na impulsividade em outras áreas da vida e que podem fazer parte de um único problema que desregula o humor e os impulsos: o transtorno bipolar”, afirma. Ainda de acordo com o especialista, o descontrole ocorre em áreas do cérebro que são responsáveis por cada um dos nossos atos e, como potencializam o impulso por comida, enfraquecem os centros da saciedade e faz a pessoa comer descontroladamente”, conta.

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Dr. Diego conta que o nosso cérebro possui um sistema de recompensa e alguns alimentos – principalmente os carboidratos, os açúcares e gorduras – liberam enzimas que causam bem-estar e, em pessoas com propensão a transtornos mentais, a compulsão pode ser causada justamente pela busca incessante do cérebro por essas “recompensas”. “A pessoa fica viciada em açúcar como se vicia em drogas, por exemplo. É preciso fazer um tratamento para reequilibrar a química cerebral”, conta o psiquiatra.

O médico ainda explica que, a fome é regulada por um hormônio chamado grelina, que sinaliza para o hipotálamo, região do cérebro responsável por programar o circuito cerebral da fome, de que é hora de se alimentar. “Uma combinação de líquidos, cafeína, vitaminas e carboidratos compõem a quantidade ideal de energia que os neurônios precisam para funcionar adequadamente. É nessa região cerebral que o apetite é regulado. Ali, os níveis sanguíneos de glicose e insulina e os hormônios grelina e leptina são monitorados para avaliar se o organismo tem calorias e nutrientes suficientes para funcionar ou não”, afirma Dr. Diego.

O problema tem jeito

Quando alimentados, conseguimos enviar ao cérebro a quantidade correta de glicose e melhoramos a concentração, a agilidade mental e até o bom humor. “Comer muito em uma única refeição não vai ajudar na capacidade cerebral. Ao contrário, vai demandar muita energia do sistema digestivo e causar a sonolência”, explica a nutróloga de São Paulo, Dra. Ana Luisa Vilela.

Segundo a especialista em obesidade, tratar a compulsão alimentar é possível sem necessariamente deixar de se alimentar. “É preciso converter a vontade absurda de comer em amor próprio. Tem que gostar de si para poder controlar o apetite. Além disso, a ingestão de frutas, verduras e legumes ajuda a aumentar a saciedade e fazer o cérebro achar que está comendo mais, quando, na verdade, está ingerindo menos calorias”, ensina a médica.

Picar frutas e legumes também ajuda a enganar o cérebro, que acha que está ingerindo uma porção maior. “Faça composições bonitas e coloridas para ter vontade de comer”, conta a nutróloga, que indica que nenhuma dieta deve ser radical. “Não recomendo que o paciente corte os carboidratos e as gorduras. Ele deve reaprender a consumir esses ingredientes até para manter a vontade controlada e as funções do organismo em dia. Um boa opção para o controle da quantidade é levar consigo os alimentos do dia armazenados em bolsa térmica feminina”, diz.

Conheça os profissionais

Dr. Diego Tavares – psiquiatra*Dr. Diego Tavares – psiquiatra

Graduado em medicina pela Faculdade de Medicina de Botucatu – Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (FMB-UNESP) em 2010 e residência médica em Psiquiatria pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (IPQ-HC-FMUSP) em 2013. Psiquiatra Pesquisador do Programa de Transtornos Afetivos (GRUDA) e do Serviço Interdisciplinar de Neuromodulação e Estimulação Magnética Transcraniana (SIN-EMT) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (IPQ-HC-FMUSP) e coordenador do Ambulatório do Programa de Transtornos Afetivos do ABC (PRTOAB).

 

 

Dra. Ana Luisa Vilela – nutróloga*Dra. Ana Luisa Vilela – nutróloga

Obesa desde a infância, a médica nutróloga Dra. Ana Luisa Vilela Barbosa sempre compartilhou das dificuldades e esforços para emagrecer. Formada há 10 anos em medicina, se especializou em Cirurgia Geral/Bariátrica, Endocrinologia e Nutrição Médica e dedicou seus estudos em renomadas instituições, entre elas, Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo e Hospital das Clínicas (HC), para compreender a obesidade e os possíveis tratamentos. Grande conhecedora do metabolismo humano e suas particularidades, Dra. Ana há mais de 8 anos, consegue ainda se manter 40 kg mais magra. A médica prioriza uma linha de tratamento totalmente individualizado voltado para as carências e necessidades de cada paciente. O atendimento domiciliar é a forma de manter a rotina de encontros semanais com conforto, bem estar e descrição para que o emagrecimento seja prazeroso.

Coração de Mãe: Instituto Lado a Lado pela Vida alerta para os problemas cardíacos nas mulheres

Coração de Mãe: Instituto Lado a Lado pela Vida alerta para os problemas cardíacos nas mulheres

Comemorando o Dia das Mães, o Instituto Lado a Lado pela Vida lança a Campanha Coração de Mãe.  A ideia é fazer um alerta para os problemas cardíacos nas mulheres, chamando atenção para o fato da mulher cuidar de toda a família e acabar deixando sua própria saúde de lado.  “Precisamos mostrar que cuidar da saúde, faz bem e é necessário”, diz a presidente da entidade Marlene Oliveira.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, 17 milhões de brasileiras têm problemas no coração. Há 50 anos, a cada dez casos de infarto, um era de mulher. Hoje, são cinco mulheres infartadas a cada dez casos, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).

FÓRUM SIGA SEU CORAÇÃO

“As mulheres deixam de se cuidar e, muitas vezes, toleram uma situação de dores e incômodos. Quando procuram o médico já é tarde”, afirma o cardiologista Marcelo Sampaio, do comitê científico do Instituto.

Um dos pontos que chama atenção é a questão dos sintomas de infarto nas mulheres, que são diferentes dos homens e muitas vezes confundidos com mal-estar. Na mulher os sintomas incluem náusea, vômito, falta de ar e dor nas costas.

A SBC aponta que mulheres acima de 60 anos morrem de quatro a seis vezes mais do coração do que de câncer de mama e de colo de útero. Isso acontece em parte porque os sintomas são traiçoeiros – nem sempre é uma dor, pode ser uma sensação de angústia no peito que não causa o mesmo nível de preocupação com o coração.

“Normalmente, o homem com dor no peito faz os exames cardíacos mais rápido que a mulher no pronto socorro”, avalia o cardiologista. Segundo ele, há uma cultura que dor no peito ou infarto é coisa só de homem.

Outro ponto que vale ressaltar para as mulheres é a relação da taxa hormonal com o colesterol e doenças cardiovasculares. Como na menopausa é menor a produção de estrogênio, a mulher fica mais suscetível a doenças cardiovasculares e os cuidados devem ser redobrados nessa fase.

A falta de estrogênio também provoca aumento das taxas de colesterol e triglicerídeos, podendo levar ao entupimento dos vasos, colaborando para o quadro de infarto. Além disso, mulheres com colesterol alto devem tomar cuidado ao usar pílula anticoncepcional, principalmente as que são à base de progesterona, pois ela eleva ainda mais o colesterol, aumentando o risco de doença cardíaca e infarto.

Para saber mais sobre a campanha Coração de Mãe, que terá dicas, vídeos com depoimentos, entrevistas com médicos, acompanhe de 8 a 14 de maio a fanpage www.facebook.com/sigaocoracao.