Celulite: veja os tratamentos que ajudam a combater

Celulite: veja os tratamentos que ajudam a combater

Muitas horas sentadas, uma fugida da dieta e até mesmo a genética podem ser a causa da celulite, um problema que as mulheres tanto temem. Atualmente, aproximadamente 85% das mulheres com mais de 35 anos possuem. A celulite é uma inflamação acontece em três graus. No primeiro nível, a celulite aparece quando a pele é pressionada. Já no nível dois, não é necessária nenhuma pressão na pele para que o problema seja percebido. No terceiro nível, além dos furos mais profundos, pode haver sensação de dor.

A formação das marcas ocorre devido ao acúmulo de gordura por baixo da pele. “As células linfáticas congestionam o local, dificultando a circulação sanguínea, a oxigenação das células e a eliminação de gordura, resultando no inchaço local, seguido de ondulações na pele”, explicou o cirurgião plástico membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), Tiago André Ribeiro.

Por estar ligada a hábitos físicos e alimentares, a celulite é um problema difícil de eliminar por completo. Na maioria das vezes, os tratamentos estéticos melhoram o aspecto da pele apenas de forma momentânea. De acordo com o cirurgião plástico, os procedimentos obtêm melhores resultados caso a paciente siga uma dieta de reeducação alimentar e a prática de exercícios físicos.

“É preciso reduzir o consumo de açúcar e gordura, e o mais importante, beber bastante água. Exercícios aeróbicos ajudam na queima de gordura localizada, enquanto a musculação torna a pele mais firme. Caso, não haja mudança no comportamento, os furinhos voltarão a aparecer”, afirmou o cirurgião plástico.

Como eliminar a Celulite

De forma geral, para eliminar a celulite é preciso movimentar a gordura até que ela seja eliminada do corpo. Para isso, há algumas técnicas. Enquanto uns procedimentos deslocam as células de forma manual, outros aquecem ou esfriam o local, fazendo com que a gordura se desprenda das travas fibrosas e seja expelida pelo organismo.

Tratamentos que ajudam a diminuir a celulite

Massagens modeladoras

Este é um dos tratamentos mais eficazes na redução da celulite. De forma manual, o profissional faz uma massagem profunda no paciente, movimentando as células de gordura e melhorando a circulação do sangue. “Assim, a gordura localizada vai diminuindo e as toxinas são eliminadas pela urina. A massagem ainda reduz as medidas e melhora a flacidez da pele”, complementa o cirurgião plástico.

Drenagem linfática

Este é outro método bastante conhecido. A ação consiste em uma mensagem que estimula o sistema linfático a trabalhar mais rápido. A técnica diminui o acúmulo de líquidos e melhora a circulação na área com celulite. “Depois de realizar os procedimentos, adotar hábitos de vida saudáveis é imprescindível. Desta forma, os resultados são mais prolongados e evita o reaparecimento das marcas mais frequentes”, alerta o doutor Tiago Ribeiro.

Subcision

Subcision é uma técnica para a correção de rugas e sulcos da face, cicatrizes deprimidas e outras alterações do relevo cutâneo, incluindo a celulite. Nestas condições, a pele encontra-se retraída por septos de fibrose subcutânea. Com a técnica, as traves fibróticas subcutâneas são seccionadas para liberar a tração que elas exercem sobre a pele.

“Antes do procedimento é preciso passar por uma avaliação clínica criteriosa onde é possível detectar condições que podem comprometer sua realização. É importante investigar distúrbios da coagulação, tabagismo, fatores nutricionais, infecção local e história de cicatrizes hipertróficas e/ou quelóides. Além disso, determinar o número de sessões necessárias para o tratamento, que vai variar de acordo com o tamanho, profundidade, localização do defeito e a tendência individual à formação de colágeno”, explicou o cirurgião plástico, Tiago Ribeiro.

O Subcision pode ser utilizado em conjunto com a lipoescultura, para o preenchimento cutâneo, corrigindo as depressões do relevo que aparecem após a lipoaspiração, nas cicatrizes deprimidas, nas áreas que sofreram trauma ou nas celulites. “Contudo, essa técnica não é indicada para a correção da celulite de graus mais leves, como os graus I e II, nem para o tratamento de flacidez de pele ou gordura localizada”, completou o Tiago. O procedimento é de pequeno porte, seguro e só pode ser realizado por médicos.

*Tiago Ribeiro é cirurgião plástico especialista pelo Hospital Santa Marcelina, de São Paulo, graduado em Medicina pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

Febra Amarela: perguntas frequentes sobre a doença

Febra Amarela: perguntas frequentes sobre a doença

O Brasil está passando por um surto de febre amarela, especialmente nos estados de Minas Gerais e Espirito Santo, e agora alguns casos em São Paulo. De acordo com um boletim divulgado pelo Ministério da Saúde no último dia 01 de fevereiro, até o momento foram registradas  857 notificações da doença, 770 delas em Minas, e 52 mortes. Para tirar dúvidas da população sobre sintomas e vacinação da febre amarela, a equipe de Infectologia, em especial dos comitês de arboviroses, imunizações e medicina de viagem da Sociedade Brasileira de Infectologia, elaborou algumas perguntas e respostas frequentes. Leia: 

O que é febre amarela?

A febre amarela pertence à classificação das arboviroses assim como a dengue, zika e o chikungunya, mas os sintomas são muito diferentes. É uma doença causada por um vírus (flavivírus) e transmitida por mosquitos chamados de Haemagogus e Sabethes (em região silvestre) e Aedes (em área urbana). Apesar das duas formas não há diferença de sinais e sintomas e o paciente pode ficar com o corpo todo amarelo. Até o momento não há relatos de transmissão de febre amarela direta entre pessoas.

O vírus ocorre em locais de clima tropical sendo mais comum na América do Sul e na África. É considerado um vírus perigoso, pois pode causar formas graves de doença e a maioria das pessoas não apresenta sintoma e evolui para a cura.

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Aedes Aegypti – mosquito transmissor da febre amarela

Quais são os fatores de risco?

Pessoas que nunca entraram em contato com o vírus da febre amarela ou nunca foram vacinados possuem risco de contrair a doença quando viajam para locais em que a doença exista. O risco é maior para as pessoas com mais de 60 anos de idade e qualquer pessoa com imunodeficiência como pessoas vivendo com HIV/Aids, transplantados, pessoas com doenças reumatológicas que usam imunossupressores entre outros.

Quais os sintomas da febre amarela?

A maioria das pessoas que adquire o vírus da febre amarela não apresenta sintomas. Quando os sintomas aparecem, as pessoas têm febre baixa, dores musculares em todo o corpo, principalmente nas costas, dor de cabeça, dor nas articulações, náuseas e vômito e fraqueza.

Esses sintomas duram entre três e quatro dias e vão diminuindo até desaparecer, mas alguns pacientes podem ter sintomas mais graves cerca de 24 horas após a recuperação dos sintomas mais simples ou já ter o quadro clínico de forma rápida, podendo atingir vários órgãos do corpo, principalmente o fígado e os rins. Os sintomas dessa fase são febre alta, icterícia (amarelidão) pela inflamação no fígado, vômitos com sangue, urina escura, sangramentos de pele e olhos avermelhados. Em casos mais graves o paciente pode evoluir muito mal e morrer.

Existem tratamentos para a febre amarela?

A forma mais eficaz de evitar a febre amarela é por meio da imunização. A vacina é constituída de vírus vivo atenuado, isso quer dizer que ele foi enfraquecido para não causar doenças em pessoas saudáveis. O vírus age estimulando o organismo a produzir a própria proteção contra o vírus e o efeito aparece cerca de 10 dias após a injeção. Apresenta eficácia acima de 97,5% e a proteção persiste por mais de 40 anos.

Como podemos a prevenir a picada desse mosquito?

  • Usar camisas de mangas compridas e calças.
  • Ficar em lugares fechados com ar condicionado ou que tenham janelas e portas com tela, para evitar a entrada de mosquitos.
  • Dormir com mosquiteiros.
  • Usar repelentes registrados oficialmente contra insetos. Quando usados como orientados são seguros e eficazes, mesmo na gestação ou amamentação.
  • Sempre seguir as orientações das bulas.
  • Evitar uso de produtos com associação de repelente e protetor solar na mesma formulação.
  • Se for usar protetor solar, aplicá-los antes do repelente.
  • Para crianças:
  • Não usar repelente em crianças com menos de 2 meses de idade.
  • Vestir as crianças com roupas que cubram braços e pernas.
  • Cobrir berços e carrinhos com mosqueteiro.
  • Não aplicar repelente nas mãos das crianças.
  • Não usar produtos com permetrina diretamente na pele.
  • Podem-se utilizar roupas impregnadas com permetrina.

Quem deve tomar a vacina contra a febre amarela?

A vacina está indicada a partir dos 9 meses de idade. Porém, em condições de surto, poderá ser antecipada para os 6 meses de idade. A aplicação é por via subcutânea. No Brasil, são recomendadas duas doses:

  • Crianças: a primeira dose aos 9 meses e 1 dose de reforço aos 4 anos;
  • Crianças maiores de 5 anos de idade não vacinados, ou adultos não vacinados: deve ser aplicada 1 dose, com um reforço em 10 anos.
  • Maiores de 5 anos com 1 dose realizada antes dos 5 anos de idade: 1 dose de reforço.

Quem não pode tomar a vacina?

Nem todas as pessoas podem ou devem fazer a vacina, necessitando sempre indicação médica. Algumas situações clínicas aumentam o risco de complicações com a vacina, e contraindicam a aplicação, como as citadas abaixo:

  • Pessoas com alergia a algum componente da vacina e alergia a ovos e derivados;
  • Imunodeficiências (doenças que levam a alterações no sistema de defesa) congênitas (nascidas com a pessoa) ou adquiridas, incluindo as terapias que levam a alterações do sistema de defesa, como quimioterapia e doses elevadas de corticosteroides;
  • Histórico de doença do timo (órgão linfático), incluindo a miastenia grave, timoma (câncer no timo) ou remoção do timo anteriormente;
  • Indivíduos sintomáticos infectados pelo HIV que estejam doentes ou apresentam defesas baixas (CD4 abaixo de 200 células/mm3);
  • Crianças menores de 6 meses de idade, devido ao risco de encefalite.

Devemos fazer uma avaliação antes de tomar a vacina?

Há situações especiais na qual a indicação da vacinação deverá ser avaliada pelo seu médico que irá expor qual o risco e o benefício de receber ou não a vacina. Alguns exemplos que seu médico deve avaliar:

  • Crianças entre seis e oito meses;
  • Pessoas com idade acima de 60 anos;
  • Gestantes;
  • Mulheres amamentando crianças menores de seis meses.

Que reações podem ocorrer após a vacina?

As reações que podem acontecer após a vacinação são raras, mas quando ocorrem, necessitam ser avaliadas pelo médico:

  • Reação muito comum (ocorre em 4% dos pacientes): dor de cabeça, reações no local de aplicação como dor, vermelhidão, hematomas, inchaços, que podem ocorrer em até 2 dias depois da vacina;
  • Reação comum (ocorre em 4% dos pacientes): náusea, diarreia, vômito, dor muscular, febre e cansaço, que podem ocorrer após o terceiro dia da vacina;
  • (menos de 0,1% dos pacientes): problemas neurológicos, como infecção no sistema nervoso, que ocorrem de 7 a 21 dias depois da aplicação da vacina;
  • Reação raríssima (poucos casos descritos no mundo): dor abdominal e dor nas articulações, icterícia (amarelão), falta de ar, urina escura, hemorragias, perda da função do rim, que pode ocorrer em até 10 dias após a aplicação da primeira dose de vacina.

Temos outros medicamentos para combater a febre amarela?

Não existem medicamentos específicos contra o vírus da febre amarela e não devem ser utilizados antiinflamatórios e ácido acetilsalicílico (AAS).

Pacientes graves devem ser tratados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), para hidratação endovenosa e reposição do sangue perdido nas hemorragias. Pode ser necessário diálise quando houver insuficiência renal.

*Participaram da elaboração desse documento: Dr. Edson Abdala, Dra. Helena Brígido, Dr. Jessé Reis Alves, Dr. Leonardo Weissmann, Dra. Lessandra Michelim, Dra. Priscila Rosalba D. Oliveira, Dra. Raquel Silveira Bello Stucchi e Dr. Sergio Cimerman, com a participação dos Comitês de Arboviroses, Imunizações e Medicina do Viajante, da Sociedade Brasileira de Infectologia.

Diagnóstico de câncer: conheça como o  bem-estar psicológico é importante para ajudar no tratamento

Diagnóstico de câncer: conheça como o bem-estar psicológico é importante para ajudar no tratamento

O diagnóstico de um câncer certamente é uma das notícias mais difíceis na vida de qualquer pessoa. Neste momento, o paciente, familiares e amigos se enchem de perguntas, incertezas e inseguranças. E para entender como as mulheres podem enfrentar a doença sem se deixar levar pela tristeza e questionamentos, conversamos com a psicóloga da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, Rita Calegari. Confira as dicas da profissional!

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Ao receber a notícia do câncer, como o paciente pode se preparar psicologicamente para a luta?

Imediatamente após receber o diagnóstico oncológico, cada pessoa reage utilizando os mecanismos de enfrentamento que já possui. Desta forma, mulheres que possuem um maior aprendizado de vida, espiritualidade, etc, encontra em si mesma mais recursos emocionais para lidar com a notícia. Esses recursos aliados ao apoio da equipe multiprofissional de saúde, família e dos amigos, irão contribuir para que ela possa “organizar-se” internamente e externamente para as etapas que se sucedem (tratamento do câncer, cirurgia, etc).

Esse seria o melhor dos cenários de enfrentamento, ou seja, bons recursos internos (pessoais) e bons recursos externos (rede de apoio). Mas sabemos que infelizmente nem sempre a situação é essa.
Quando a mulher tem poucos recursos internos, mas os externos são eficientes, apesar do sofrimento pessoal ser intensificado, a rede de apoio ajudará muito a passar por esta etapa, atuando muitas vezes como apoio, incentivo e ajudando-a a ressignificar essa experiência – o que pode fortalecê-la no futuro.

Pessoalmente preocupa-me o pior dos cenários: poucos recursos internos de enfrentamento e ainda por cima, rede de apoio ineficaz. Nestas condições, a mulher sentirá possivelmente desamparo, abandono, insegurança e medo, muito acima do esperado nesta condição da vida.

Como a família pode ajudar no apoio psicológico ao paciente?

As inseguranças por parte da paciente são esperadas, o medo e a ansiedade também. Questões como: se o tratamento será eficaz, se há risco de morte, se o tratamento será doloroso, se os cabelos vão cair, se perderá a beleza, se conseguirá passar por toda essa etapa sem desmoronar, como sua rotina será afetada, se vai precisar parar de fazer atividades que gosta, se poderá continuar a trabalhar, cuidar dos filhos, da família… são tantas questões!

Algumas perguntas poderão ser respondidas logo no início, outras dependerão do tempo e da resposta do organismo da mulher ao tratamento. Agora, imagine ter que lidar com tudo isso?
Ter apoio da família, no sentido de ser tranquilizada, respeitada, receber ajuda, elogios pelo esforço e empenho em seguir o tratamento corretamente, ajudará bastante.

Quando a família ajuda e dá apoio, a mulher se sente importante, merecedora do amor e consideração e tende a se sentir mais amparada. Entretanto, a família precisa entender que o papel dela em ajudar pode não ser o suficiente para que a paciente responda bem ao tratamento – e nesta situação o apoio profissional de um psicólogo pode esclarecer os papéis e minimizar os conflitos da família.

Qual a importância do acompanhamento psicológico nestes casos?

O psicólogo tem treinamento no comportamento humano, no diagnóstico de comorbidades de doenças mentais e na mediação de conflitos. Seu papel é avaliar como é o enfrentamento da paciente/família nesta situação de crise inesperada, quais são suas forças e fraquezas e como atuar para que ajudem no tratamento oncológico.

Nós não fazemos mágica e nem lemos os pensamentos das pessoas, por isso, a paciente precisa desejar nossa ajuda, aceitá-la ou pelo menos ter curiosidade no que podemos fazer para ajudar. A aproximação do psicólogo deve ser oportunidade, e se firmar como uma parceria entre o profissional, o paciente e a família. Sendo assim será mais tranquilo o processo terapêutico que contribuirá para o tratamento.

O bem-estar psicológico é importante para a conquista da cura?

Absolutamente importante.

Nós separamos saúde psicológica da saúde do corpo por uma questão cultural bastante errônea. Não há corpo sem emocional ou emocional sem corpo, essas esferas da nossa vida existem em conjunto. Uma complementa a outra. Sendo assim, as emoções exercem uma importante influência na nossa saúde, nas nossas doenças, no tratamento e consequentemente na resposta ao tratamento.

Quando nossa saúde psíquica está adequada, vamos receber, enfrentar e reagir aos problemas da vida com mais assertividade e força. Com isso temos nossas chances de sucesso aumentadas.

Quando nossa saúde psíquica vai mal, tudo fica intensificado, nosso humor não nos permite enxergar as oportunidades e vemos só as dificuldades. Em consequência, alcançar uma vitória parece impossível. Em decorrência disso, a pessoa pode até investir menos e dedicar-se menos, pois começa uma luta já achando que irá perder.

É claro que não basta acreditar na vitória para vencer e muito menos superar uma doença. Mas sem canalizar as energias adequadamente (a atenção, o esforço, o empenho) quando estamos vivendo uma situação de crise, nós mesmos passamos a fazer parte do problema e não da solução.

Essa tende a ser a contribuição do psicólogo: clarificar e até mesmo traduzir o comportamento e emoções da paciente para que, de posse desse entendimento, ela tenha mais chances de decidir com autonomia como quer conduzir sua história de vida lutando pela saúde.

rita-calegari*Rita Calegari é coordenadora psicossocial do Hospital São Camilo.

E você, já passou por uma situação parecida? Conte a sua experiência para nós nos comentários!

7 mitos e verdades sobre o coletor menstrual

7 mitos e verdades sobre o coletor menstrual

O coletor menstrual (copinho de silicone anatômico, hipoalérgico e antibacteriano) se tornou para muitas mulheres uma alternativa simples, prática, higiênica para substituir os absorventes internos e externos durante a menstruação. Porém, muitas dúvidas cercam o uso do produto. Por isso, o ginecologista e obstetra de São Paulo, Dr. Gustavo de Paula Pereira, explica alguns mitos e verdades sobre o assunto. Confira:

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É possível ir à academia e entrar na piscina com o coletor. Verdade! Com o coletor, a mulher pode malhar, correr e até nadar. Entretanto, nos dias de fluxo intenso, o indicado é praticar esportes com menor impacto.

O material do coletor aumenta o risco de alergias. Mito! Os copinhos são fabricados com material hospitalar e são hipoalergênicos, tornando-os  indicados para mulheres que sofrem com alergias na área íntima durante o uso de absorventes externos e internos.

Existe mais de um tamanho de coletorVerdade!  Para proporcionar mais conforto e adaptação adequada, algumas empresas disponibilizam no mercado duas opções de tamanhos: o menor, para mulheres que não tiveram filhos, e o maior para as que já são mães.

O copinho pode ser dobrado de várias formas. Verdade! Existem nove tipos de dobras diferentes para facilitar a inserção do coletor menstrual. O indicado é ir testando até encontrar a mais simples e confortável.

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Deve ser higienizado com lenços umedecidos ou álcoolMito! O indicado é que o produto seja lavado somente com água fria e sabão neutro. Recomenda-se também que, a cada ciclo, ele seja limpo com água fervente. Na hora de guardá-lo use um saquinho ou recipiente seco e arejado para evitar a proliferação de bactérias e fungos.

Não deve ser utilizado por mulheres virgens. Verdade! Não recomendamos, pois existe o risco de rompimento do hímen durante a sua introdução ou retirada do dispositivo.

O produto dura para sempre. Mito! Recomenda-se que seja trocado a cada 3 anos ou até antes, caso a paciente perceba que o copinho está com alguma rachadura ou rugosidade.

*Dr. Gustavo de Paula Pereira é médico Tocoginecologista; Graduação em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas – FCM/UNICAMP. Fez residência Médica em Tocoginecologia pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas – FCM/UNICAMP. Tem especialização em Ultrassonografia em Ginecologia e Obstetrícia pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas – FCM/UNICAMP; Mestrado em Ciências na área de Obstetrícia e Ginecologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – FMUSP.

Verão: veja dicas de cuidados com os cabelos

Verão: veja dicas de cuidados com os cabelos

Os dias quentes de verão castigam muitas vezes não só a nossa pele, mas também os cabelos, que sofrem com ressecamento, enfraquecimento e queda. Isso porque o sol, a água do mar e o cloro da piscina são bastante prejudiciais e muitas pessoas se esquecem de passar filtro solar próprio para os fios, além de não protegerem os cabelos com bonés e chapéus.

A médica tricologista, especialista em cabelo, Dra. Cristiane Câmara Alves, alerta para a importância de manter o couro cabeludo sempre limpo. ”No verão, o suor, o calor e a umidade podem facilitar problemas como seborreia e caspa. E a melhor maneira de evitar essas doenças é manter a boa higienização do couro cabeludo, além de reduzir a queda.’’ 

Segundo ela, enxaguar bem os cabelos após sair do mar e da piscina também evita danos aos fios causados pelo sal da água do mar e por elementos usados para o tratamento da água da piscina.

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Não só a pele deve ser protegida todos os dias com filtros solares adequados, mas é preciso proteger também os cabelos das radiações solares. ‘’Estas radiações, além de causarem danos à nossa pele, também agridem de forma intensa os fios, deixando-os mais fracos, quebradiços e sem vida. Vale usar bonés, chapéus e produtos sem enxágue que tenham filtro de proteção solar’’, explica a especialista. Outro erro constante que muitas pessoas cometem, durante todas as estações do ano, é amarrar os cabelos ainda molhados e mantê-los presos por muito tempo. ‘’Cabelos úmidos ficam mais fragilizados e o hábito de prendê-los ou de amarrá-los poderá acarretar em danos à estrutura dos fios’’, diz.

Investir numa alimentação saudável, rica em vitaminas e minerais, evitar o estresse e praticar exercício físico com regularidade, para melhorar a circulação sanguínea e consequentemente fortalecer os cabelos, são outras dicas importantes de cuidados com as madeixas.

*dra-cristiane-camara-alves (CRM 50504) é médica graduada pela Universidade José do Rosário Vellano (UNIFENAS). Concluiu também o curso de Transplante Capilar no Instituto Bauman Medical Group, P.A, nos Estados Unidos. Atualmente, Dra. Cristiane atende seus pacientes na Clínica Pampulha (CRM 0009113 – MG), onde exerce ainda o cargo de diretora clínica, ao lado do responsável técnico pela instituição, Dr. Júlio César Alves (CRM 13337 | RQE 40860).

Infecção urinária: conheça dicas de prevenção

Infecção urinária: conheça dicas de prevenção

A infecção urinária é um problema que atinge as mulheres que estão em idade reprodutiva, menopausa e até as grávidas. Ela ocorre quando uma bactéria entra no sistema urinário por meio da uretra e começa a se multiplicar na bexiga. Normalmente, o corpo expulsa esses organismos estranhos. Às vezes, as defesas falham e a bactéria se manifesta no trato urinária iniciando a infecção. Cerca de 40% das mulheres têm pelo menos um episódio de cistite em sua vida.

Os sintomas são variados, segundo a uroginecologista Maria Augusta Bortolini, vice-presidente da Associação Brasileira pela Continência B. C. Stuart., a infecção urinária pode causar uma pressão constante na região pélvica ou lombar e pode haver micções dolorosas ou frequentes, com necessidade urgente de urinar, muitas vezes com pouca ou nenhuma urina sendo eliminada.

A médica destaca ainda que a urina pode também tornar-se turva, mais escura e/ou com odor desagradável. “A presença de sangue na urina, febre com eventuais náuseas, vômitos e calafrios podem indicar uma infecção mais grave”, afirma.

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As mulheres apresentam esse tipo de infecção com maior frequência do que os homens, uma vez que suas uretras são mais curtas, com proximidade à vagina e ao ânus. Isto significa que é mais fácil para os micro-organismos entrarem no sistema urinário e causar uma infecção.

“O atrito gerado nas atividades sexuais também podem carrear micro-organismos para o interior da uretra. Após a menopausa, os níveis reduzidos de hormônio estrogênio no corpo fazem com que os tecidos da vagina, uretra e bexiga se tornem mais finos, sensíveis e menos resistentes, aumentando o risco de cistite recorrente”, destaca Maria Augusta Bortolini.

Infecções também são também mais comuns durante a gravidez por causa de mudanças hormonais e de funcionamento do trato urinário. A médica explica que a debilidade do sistema imunológico ou a susceptibilidade de algumas mulheres também contribuem para as infecções.

Ainda para prevenção é importante a pessoa manter bons hábitos, tais como boa alimentação, atividade física, reduzir estresse, a fim de que o corpo possa se fortalecer, impedindo infecções oportunistas”, afirma.

Dicas de como prevenir a infecção urinária:

  • Beber líquido, de modo a ser o suficiente para urinar claro 4 a 6 vezes por dia (2 a 3 litros);
  • Ingerir suco ou cápsulas de cranberry aumenta a acidez da urina e ajudar a inibir o crescimento de bactérias;
  • Ir ao banheiro quando sentir vontade e não esperar muito tempo. Idealmente a cada 3 horas;
  • Depois de usar o banheiro, limpar sempre da parte da frente para a parte de trás;
  • Manter higienizada a região genital, mas evitar a limpeza vigorosa, que danifica a pele, bem como o uso de duchas vaginais. As bactérias se proliferam mais em pele e mucosas danificadas;
  • Evitar irritantes potenciais, tais como óleos de banho perfumados e desodorantes vaginais;
  • Se tem diabetes, mantê-la sob controle;

 

O tratamento das cistites deve ser seguido rigorosamente, já que a infecção pode voltar e pode ser mais difícil de tratar. Nos casos mais graves, há a necessidade até de internação pela possibilidade de afetar o trato urinário superior (rins) e o organismo como um todo.

Associação Brasileira Pela Continência B. C. Stuart

A Associação Brasileira pela Continência B. C. Stuart é uma entidade sem fins lucrativos, cujo maior objetivo é de prestar assistência às pessoas que sofrem de incontinência urinária e/ou fecal.

maria-augusta-bortolini*Dra. Maria Augusta Tezelli Bortolini é Pós-Doutora em Ciências e Professora Afiliada do Departamento de Ginecologia da Universidade Federal de São Paulo, Escola Paulista de Medicina.

Sal Rosa do Himalaia: conheça os benefícios para a saúde

Sal Rosa do Himalaia: conheça os benefícios para a saúde

O sal – ou cloreto de sódio, seu nome científico – integra a nossa alimentação e está presente como tempero tradicional na maioria das cozinhas do mundo inteiro. Afinal, é ele quem confere maior sabor aos alimentos e oferece a sensação de saciedade que nós temos após cada refeição.

No entanto, apesar de ser essencial na culinária e fazer muito bem ao organismo (em quantidades adequadas), o seu consumo exagerado pode trazer sérias consequências à saúde, como doenças cardiovasculares, como a hipertensão e o AVC, pedras nos rins, osteoporose, asma, problemas renais, câncer, entre outros problemas graves que podem ser até irreversíveis quando não diagnosticados precocemente.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a quantidade diária recomendada de sódio é de 2 mg, o que equivale a 5 mg de sal. No entanto, boa parcela dos brasileiros consome uma quantidade muito acima dessa média, chegando a 15 mg por dia.

Por isso, muitos médicos e especialistas recomendam o uso de temperos alternativos ao sal na hora de preparar os alimentos, como é o caso do sal rosa do Himalaia, que pode prevenir todos esses danos e, ainda, trazer inúmeros benefícios à saúde.

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O que é o sal rosa do Himalaia?

Como o próprio nome diz, o tempero é oriundo das montanhas do Himalaia, onde foi protegido durante 200 milhões de anos embaixo de camadas de lava de um vulcão que entrou em erupção. Por ficar encoberto durante tanto tempo, o sal ficou livre de toxinas e poluentes, o que o tornou o mais puro entre todos os tipos de sais existentes no planeta.

Além disso, como não precisa passar pelo processo de refinamento, o sal rosa do Himalaia não perde os seus nutrientes benéficos à saúde. Inclusive, a sua coloração rosada se deve aos mais de 84 minerais em sua composição essenciais ao organismo humano, dentre eles o fósforo, cálcio, magnésio, zinco, ferro, cobre, iodo, selênio, potássio, entre outros, capazes de prevenir e tratar diversas enfermidades.

Enquanto isso, o sal de cozinha comum joga fora todos os nutrientes presentes em sua composição ao passar pelo refinamento e deixa apenas o cloreto de sódio, inimigo número um do bom funcionamento do corpo, em uma alta quantidade 400 mg por cada grama de tempero.

Já o sal rosa do Himalaia possui 230 mg de sódio para cada grama, quase metade a menos, o que o torna ainda mais importante para a manutenção da saúde.

Confira no infográfico abaixo quais são os principais benefícios do sal rosa do Himalaia para a saúde.

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Câncer: INCA estima 600 mil novos casos entre 2016 e 2017

Câncer: INCA estima 600 mil novos casos entre 2016 e 2017

O oncologista, Dr. Augusto Takao  Pereira, dá o panorama sobre as principais formas de tratamento e prevenção


Infelizmente os casos de câncer têm sido cada vez mais frequentes no Brasil. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer — INCA, a estimativa para o biênio 2016–2017 são cerca de 600 mil novos casos. De acordo com o Dr. Augusto Takao Pereira, oncologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, os tipos de câncer mais comuns nos homens brasileiros serão os de próstata (28,6%), pulmão (8,1%), intestino (7,8%), estômago (6,0%) e cavidade oral (5,2%). Já nas mulheres os principais serão os cânceres de mama (28,1%), intestino (8,6%), colo do útero (7,9%), pulmão (5,3%) e estômago (3,7%).

Formas de tratamento

Dr. Augusto Pereira afirma que as principais formas de tratamento do câncer são quimioterapia, radioterapia e cirurgia.

Quimioterapia: é um tipo de tratamento com uma droga ou uma combinação delas que interfere no crescimento das células do câncer. É considerado um tratamento sistêmico, isto é, age em todo o corpo do paciente e pode ser aplicada via endovenosa, subcutânea ou oral. A quimioterapia seleciona as células tumorais que estão em crescimento rápido, poupando as células saudáveis que não estão em crescimento acelerado. Porém, algumas células normais do nosso organismo também estão em crescimento rápido como as células do sangue, cabelo e intestino, e por isso podem ser atingidas pela quimioterapia causando anemia, queda da imunidade, queda do cabelo, diarréia, náuseas e vômitos.

A quimioterapia pode ser: neoadjuvante, utilizada antes da cirurgia para permitir uma ressecção mais conservadora principalmente no câncer de mama; adjuvante, realizada após a cirurgia para reduzir o risco de recidiva da doença principalmente em câncer de mama, cólon e pulmão; e paliativa, aplicada em doença metastática para controlar o crescimento da doença, aliviar sintomas e aumentar a sobrevida dos pacientes. Em alguns tipos de tumores, como de testículo e linfoma, a quimioterapia tem capacidade curativa quando usada isoladamente.

Radioterapia: é um tratamento que utiliza radiação de alta energia para danificar o DNA das células tumorais e induzir morte celular. Esse tipo de tratamento requer um planejamento bem detalhado para aplicar uma alta dose na área onde se localiza o tumor sem prejudicar as células saudáveis ao seu redor. A radioterapia pode ser aplicada externamente ao corpo ou através de sementes radioativas injetadas dentro do corpo próximo ao tumor.

A radioterapia pode ser utilizada com intenção curativa em tumores como câncer de colo de útero, próstata, pulmão, orofaringe, nasofaringe e laringe. Pode ser utilizada como complementação de uma cirurgia para reduzir o risco de recidiva local. Em doença metastática, pode ser utilizada para o alívio de sintomas como dor, sangramento pelo tumor e falta de ar por obstrução de vias aéreas.

Cirurgia: é a modalidade de tratamento com capacidade curativa em tumores iniciais e localizados. Pode ser utilizada também de forma paliativa para aliviar sintomas da doença. Deve ser realizada por cirurgião especializado em câncer, o que aumenta as chances de retirada completa do tumor sem deixar lesões residuais. Pode ser feita de forma convencional a céu aberto, por videolaparoscopia ou videotoracoscopia e por robótica.

Sequência do tratamento de câncer

Ainda segundo o especialista, a sequência de tratamento varia conforme o tipo e localização do tumor. Confira:

  • Para tumores ressecáveis, opta-se inicialmente pelo tratamento cirúrgico para ressecção completa do tumor seguindo os princípios da cirurgia oncológica. Após a cirurgia, em pacientes com características de alto risco de recidiva, pode ser oferecido quimioterapia e radioterapia adjuvantes para aumentar as chances de cura.
  • Para tumores volumosos ou em localizações mais delicadas onde a cirurgia pode comprometer a capacidade funcional e estética do paciente, pode-se realizar quimioterapia ou radioterapia inicialmente com intuito de reduzir o tumor e possibilitar a cirurgia de forma mais conservadora.
  • Para tumores metastáticos, a principal forma de tratamento é a quimioterapia que age de forma sistêmica atingindo todas as lesões que estão espalhadas pelo corpo. A radioterapia e a cirurgia nesses casos são reservadas para paliação de sintomas da doença.

“Alguns quimioterápicos podem sensibilizar as células tumorais durante a radioterapia, aumentando a eficácia quando utilizados de forma combinada. Essa modalidade combinada pode ser aplicada no tratamento curativo de câncer de colo de útero, pulmão, orofaringe, nasofaringe e laringe”, explica.

Algumas medidas protetoras identificadas:

  • Manter uma alimentação saudável

A ingestão por tempo prolongado de carne vermelha e carne processada pode contribuir para o aumento no risco de câncer de intestino devido a produção de substâncias carcinogênicas durante o seu preparo e durante a sua digestão no trato gastrointestinal. A ingestão de cálcio, vitamina D, dieta rica em frutas, verduras e fibras tem sido apontadas como fatores protetores para o desenvolvimento de câncer de intestino.

  • Evitar o tabagismo

O cigarro é fator de risco para inúmeros tipos de câncer como o de pulmão,  cavidade oral, laringe, faringe e esôfago. O melhor maneira de controlar as doenças causadas pelo cigarro é o ato de parar fumar. Os benefícios da interrupção do tabagismo já são percebidos nos primeiros 20 minutos de abstinência. Após 10 anos sem fumar, o risco de câncer de pulmão cai pela metade. Quanto mais cedo o indivíduo parar de fumar, principalmente antes dos 40 anos, menor o risco de morrer por doenças relacionadas ao cigarro. Mesmo indivíduos com idade maior de 80 anos apresentam redução na mortalidade ao parar de fumar.

  • Evitar  ingestão de bebidas alcoólicas

O consumo de bebidas alcoólicas em qualquer quantidade contribui para o risco de câncer, principalmente quando combinado ao tabagismo. Os tumores relacionados ao álcool são: de boca, faringe, laringe, esôfago, fígado, intestino e mama.

  • Manter peso corporal adequado e praticar atividades físicas

A obesidade é considerada fator de risco para câncer de mama, endométrio,  intestino e outros. O combate a obesidade é uma importante medida para redução na incidência de câncer.

  • Evitar exposição ao sol entre 10 horas e 16 horas e usar filtro solar ou outros métodos de barreira como chapéus

A exposição aos raios ultravioleta do sol é principal fator de risco para os cânceres de pele inclusive o melanoma.

Exames para rastreamento do câncer como forma de prevenção

Exame de mamografia

Exame de mamografia

Dr. Augusto Pereira explica que o rastreamento de câncer de mama com mamografia anual é indicado em mulheres a partir de 40 anos, conforme recomendado pela Sociedade Brasileira de Mastologia. Nos casos suspeitos, a confirmação do diagnóstico de câncer de mama é feito por meio da biópsia de lesões identificadas na mamografia, ultrassom, ressonância mamária ou exame clínico.

Já a detecção precoce dos tumores intestinais e dos adenomas pelos métodos de rastreamento, a partir dos 50 anos, como sangue oculto nas fezes, colonoscopia e retossigmoidoscopia é essencial para a cura ou prevenção para o desenvolvimento do câncer do intestino.

Pacientes com idade entre 55 e 80 anos, que fumaram pelo menos 1 maço por dia no período de 30 anos, beneficiam-se do rastreamento anual de câncer de pulmão com tomografia computadorizada de tórax de baixa dosagem, com redução do risco de morte de 20%.

De acordo com o médico, existem estudos com resultados contraditórios em relação a redução da mortalidade do câncer de próstata e a realização do rastreamento com PSA e toque retal anuais. O benefício das campanhas de rastreamento são controversos, pelo fato de não se saber quais casos vão apresentar evolução indolente com risco de morbidade do tratamento maior que o da própria doença. Sendo assim, a realização do toque retal e PSA devem ser discutidos com o médico.  

“A Sociedade Brasileira de Urologia recomenda que homens a partir de 50 anos devem procurar um urologista para avaliação individualizada. Para pacientes com história familiar positiva para câncer de próstata em familiares de primeiro grau ou raça negra, sugere-se a realização de rastreamento a partir dos 40 anos. O rastreamento deverá ser realizado após discussão de riscos e potenciais benefícios”, afirma.

O risco de câncer de colo de útero aumenta entre 20 e 30 anos, de modo que o rastreamento de mulheres com o exame de Papanicolau é recomendado a partir de 21 anos pelo menos a cada 3 anos. A vacinação contra  o HPV em meninas entre 9 e 13 anos, instituído pelo Ministério da Saúde, contribui para a prevenção do câncer de colo de útero.

Pesquisas científicas no Brasil para o combate a doença

A produção do conhecimento científico no Brasil tem crescido progressivamente nos últimos 10 anos. Dr. Augusto Pereira detalha que no setor de saúde, as agências responsáveis por pesquisa destinam entre 25 a 30% de seu orçamento à saúde. Porém, o investimento destinado a pesquisa ainda é baixo, correspondendo cerca de 1% do PIB do país. “A pesquisa em saúde carece de tecnologia e inovação, o que pode ser expresso pelo baixo número de patentes comparado a publicação científica” diz.

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O INCA em parceria com a Secretaria de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde e ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico — CNPq, estabeleceram o primeiro edital específico para o fomento de pesquisa em câncer no país, priorizando os cânceres de alta prevalência com possibilidade de intervenção efetiva como os de colo de útero, mama , próstata, pulmão, colorretal e neoplasias hematológicas. Por outro lado, a Política Nacional de Atenção Oncológica estabelece que a pesquisa em câncer deve ser incentivada nas diversas áreas como prevenção, controle e assistência, permitindo a interação de diferentes pesquisadores com otimização na relação ao custo-benefício.

Em relação ao desenvolvimento de drogas no combate ao câncer, o especialista afirma que as indústrias farmacêuticas são quem têm sido os principais patrocinadores deste processo. “A participação do Brasil nos estudos multicêntricos de desenvolvimento dos antineoplásicos tem crescido nos últimos anos, permitindo o acesso a pacientes brasileiros com câncer a drogas inovadoras ainda não regulamentadas pela ANVISA”, termina.

dr-augsuto*Dr. Augusto Takao Pereira (CRM 119706) é Oncologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo. Formado pela Universidade Federal de São Paulo. Residência médica em Clínica Médica pela Universidade Federal de São Paulo. Cancerologia Clínica pelo A.C. Camargo Cancer Center. Membro da Sociedade Brasileira de Clínica Médica.