Campanha “A Vida Conta” alerta sobre os riscos do AVC

Campanha “A Vida Conta” alerta sobre os riscos do AVC

Campanha de conscientização reitera a importância do rápido atendimento ao paciente que está sofrendo um Acidente Vascular Cerebral (AVC), destacando os seus sintomas e o risco de sequelas

São Paulo, 28 de agosto de 2017 – A Rede Brasil AVC e a Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares, com o apoio da Boehringer Ingelheim, estão lançando a campanha “A Vida Conta – Cada minuto faz diferença”, que visa conscientizar a população sobre a importância do rápido atendimento ao paciente que está sofrendo um AVC, segunda maior causa de morte no mundo¹,2, elucidando a sua relação direta com o risco de sequelas graves e incapacitantes.

A campanha está sendo apresentada ao público por meio de diversas ações. A principal delas é o engajamento de influenciadores digitais – tal como Caio Novaes, do Ana Maria Brogui -, com a inserção de um vídeo-interrupção em seus canais no Youtube, trazendo informações impactantes sobre a doença para o público.

Acidente Vascular Cerebral

Principal causa de incapacidade em todo o mundo3, o AVC é sempre uma emergência médica e pode ocorrer na forma isquêmica ou hemorrágica. Respondendo por aproximadamente 85% dos casos4, a forma isquêmica ocorre quando há a obstrução em um vaso sanguíneo que fornece sangue ao cérebro, bloqueando a passagem de oxigênio para as células locais, chamadas de neurônios, e causando a sua morte. Já na hemorrágica, um vaso enfraquecido rompe e sangra no cérebro, causando inchaço e pressão local.

“No caso do AVC isquêmico, o que mais comumente acomete a população, um paciente não tratado perde, aproximadamente, 1.9 milhão de neurônios a cada minuto. Por isso, quanto mais tempo se passa sem atendimento, maiores são as chances de sequelas graves, como dificuldades de movimentação, linguagem, visuais, de memória e até mesmo comportamentais, de acordo com a área do cérebro afetada. Ou seja, tempo é cérebro”, afirma a Dra. Sheila Martins, neurologista e presidente da Rede Brasil AVC.

A campanha também irá contar com vídeos educativos sobre os sintomas do AVC, tais como assimetria facial, perda de força de um lado do corpo e dificuldade para falar e compreender a fala, além de vídeos-depoimentos de pessoas que sobreviveram a um AVC.

“90% dos fatores de risco são preveníveis, tais como pressão alta, diabetes, colesterol elevado, arritmias cardíacas, tabagismo, obesidade, sedentarismo e estresse. Além disso, é importante ressaltar que o AVC é uma doença tratável. Hoje, no caso do isquêmico, existe um medicamento injetável altamente eficaz. Estudos mostram que em até 4h30min após o início dos sintomas, o paciente que recebe esse medicamento, responsável por desobstruir o vaso lesionado, logo que chega ao hospital capacitado, tem 30% mais chances de bons resultados em seu quadro”, explica o Dr. Octavio Pontes Neto, neurologista e Presidente da Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares.

Para acompanhar a campanha, acesse a Fanpage da Rede Brasil AVC: www.facebook.com/CampanhaAVC.

Sobre a Campanha “A Vida Conta”

“A Vida Conta” é uma campanha da Rede Brasil AVC em parceria com a Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares, com apoio da Boehringer Ingelheim.

Sobre a Rede Brasil AVC

A Rede Brasil AVC é uma Organização Não-Governamental (ONG), criada com o objetivo de melhorar a assistência global ao paciente com AVC em todo o país. A associação é formada por profissionais de diversas áreas que, unidos, lutam para diminuir o número de casos da doença, além de melhorar o atendimento pré-hospitalar e hospitalar ao paciente, aprimorar a prevenção ao AVC e propiciar a reabilitação precoce e a reintegração social do indivíduo. O trabalho da Rede Brasil AVC tem sido modelo para outros países na América Latina e no Mundo.

Sobre a Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares

A Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares é o Diretório Científico em Doenças Cerebrovasculares da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), órgão oficial representante da Neurologia no Brasil junto a Associação Médica Brasileira. Assim, a Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares representa os médicos neurologistas, assim como outros profissionais de saúde interessados na educação, prevenção, tratamento e reabilitação de pacientes portadores de acidente vascular cerebral, uma das principais causas de óbito e de incapacidade permanente no país.

Mulheres superam deficiência visual em curso de automaquiagem

Mulheres superam deficiência visual em curso de automaquiagem

Lançado com pioneirismo no Brasil pela rede Jacques Janine e pela Laramara – Associação Brasileira de Assistência à Pessoa com Deficiência Visual, o projeto Muito Além da Beleza, iniciativa social que ensina automaquiagem para mulheres cegas e com baixa visão, chega à 4ª edição em São Paulo. Com mais 45 alunas formadas, o curso oferece aulas teóricas e práticas para valorizar a diversidade e melhorar a autoestima das participantes.

Coordenado pela maquiadora e consultora de imagem do Jacques Janine, Chloé Gaya, e por um time de makeup artists voluntárias da marca, a ação será promovida às quartas-feiras, até 27/9, das 9h às 11h, na sede da Laramara (rua Conselheiro Brotero, 338, Barra Funda), zona oeste da capital paulista. Dividido em cinco módulos, o curso ensina gratuitamente técnicas específicas desde a preparação da pele, passando pelas funções dos produtos, a combinação de cores, até truques de como delinear os olhos e aplicar cílios postiços.

Maquiagem para deficientes visuais

Foto: Celina Germer

Segundo Chloé, o projeto Muito Além da Beleza trouxe uma nova perspectiva sobre a relação da mulher com deficiência e sua identidade, pois faz um convite ao autoconhecimento e à valorização da sua própria beleza. “Quando vemos a felicidade das participantes ao aprender os segredos para independência na maquiagem, é gratificante e enriquecedor. Queremos enaltecer a importância da participação dessa parcela da população na sociedade, desmitificando estigmas e preconceitos”, esclarece.

Experiência com as pontas dos dedos

A primeira aula do projeto começa com o exercício de mapear o próprio rosto para identificar os traços por meio da experiência tátil, o que contribui para a adaptação das técnicas de maquiagem aplicadas durante as aulas. Desta forma, as participantes entendem qual é a região correta para o uso do blush ou o limite que a sombra pode chegar ao côncavo

Para facilitar a compreensão e a diferenciação dos cosméticos e dos pincéis, os produtos são identificados em braille, sistema de leitura e escrita dos cegos, e com legendas ampliadas para quem tem baixa visão. Nesta ação, a iniciativa conta com o patrocínio da Vult Cosméticos, que doou os itens de make, e o apoio da KISS New York, empresa responsável por oferecer cílios postiços e cola.

Sobre a Laramara:

Em seus quase 25 anos de existência, a Laramara ganhou reconhecimento nacional e internacional por seus projetos voltados ao desenvolvimento de crianças, jovens, adultos e idosos com deficiência visual no Brasil e na América Latina. Nesse período, assistiu a mais de 11 mil famílias, oferecendo apoio no processo de independência e autonomia nas atividades cotidianas. Também é referência na luta pela inclusão e participação social dessa importante parcela da população. Para apoiar os projetos da Laramara, basta entrar em contato pelo site www.laramara.org.br ou pelo telefone (11) 3660-6412.

Oncologia: fórum em BH debate os desafios da doença

Oncologia: fórum em BH debate os desafios da doença

A Abrale – Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia, em parceria com a Casa de Acolhida Padre Eustáquio, realiza, no dia 30/08, o “Fórum de Políticas Públicas – Desafios para a Oncologia em Minas Gerais”. O evento vai reunir especialistas na área para debater prevenção, diagnóstico e acesso a tratamento.

Estima-se que até 2029 o câncer será a principal causa de mortes no Brasil. Em Minas Gerais, só neste ano, mais de 28 mil pessoas devem receber diagnóstico de câncer. No estado, os tipos mais incidentes são de próstata, mama, colorretal e pulmão. Neste contexto, o Fórum propõe uma discussão sobre o aperfeiçoamento do sistema de Saúde, com a participação de governos, usuários, médicos e profissionais da área de atenção oncológica.

“Pretendemos reunir os principais interlocutores envolvidos com o tema no Estado para conversar sobre os problemas enfrentados durante a jornada do paciente e, assim, construir uma política que contemple suas necessidades”, afirma Merula Steagall, presidente da Abrale. “Também trabalhamos incessantemente para que toda população tenha informação quanto à prevenção e importância do diagnóstico precoce da doença”, destaca.

Programação do Fórum de Políticas Públicas

30/08/2017

08:00-12:00

 08:00 – Coffee break

08:15 – Apresentação da Abrale e Casa Cape

08:30 – Abertura da Mesa de discussão

08:30 – 09:00

– Representante da Secretaria Estadual de Saúde Minas Gerais – Dra Galzuinda Reis – Médica assistencial SES

– Representante da Secretaria Estadual de Saúde Minas Gerais – Daiana Carvalho – Coordenadora da rede de atenção as doenças crônicas

09:00 –  09:20

– Representante dos Médicos – Dra Vanessa Lima

09:20 – 09:40

– Representante da Secretaria Municipal de Saúde – Comissão de Oncologia – Marcia Dayrell

09:40 – 10:00

– Representante de Hospital – Dr Gláucio Nangino – Superintendente de assistência ao SUS – Santa Casa

10:00 – 10:20

– Representante do Ministério Público da Saúde

10:20 – 10:45 – Coffee break

10:45 – 11:30 – Discussão com o público.

11:30 – 12:00 – Propostas e encerramento.

Serviço

Fórum de Políticas Públicas – Desafio para a Oncologia em Minas Gerais

Data – 30/08 – das 8h às 12h

Local: Santa Casa

Rua Piauí, 420, Santa Efigênia – Belo Horizonte – MG

Inscrições pelo telefone 31 3401-8000

Taxa de colesterol no sangue: o controle pode salvar vidas

Taxa de colesterol no sangue: o controle pode salvar vidas

Especialista da Unimed-BH ressalta a importância da conscientização sobre os cuidados permanentes

O último dia 8 de agosto foi marcado pelo Dia Nacional do Controle do Colesterol, dia instituído com o objetivo de conscientizar a população sobre os problemas decorrentes da elevada taxa de colesterol sanguíneo. De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 40% dos brasileiros têm colesterol alto.

A palavra colesterol já foi associada a algo maléfico, porém, ele é essencial para o bom funcionamento do organismo. “Ele é necessário para algumas funções do corpo, como a produção de determinados hormônios, mas o próprio organismo já produz a quantidade de que precisa. Assim, controlar a alimentação é muito importante para evitar altas taxas de colesterol ruim no sangue, mais do que para aumentar o colesterol bom”, explica o cardiologista da Unimed-BH, José Pedro Jorge Filho. Conforme a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, cerca de 70% do colesterol é produzido pelo próprio organismo, no fígado; os demais 30% vêm da dieta.

O cardiologista esclarece que a ingestão de alimentos industrializados é o fator que mais contribui para o aumento do colesterol no sangue, além do sedentarismo. “O mais importante no aspecto alimentar é evitar a gordura saturada e a gordura trans. Observa-se que, ao longo das décadas, a expectativa de vida das novas gerações sempre foi superior à anterior. No entanto, o receio agora, em função das questões de saúde, é que os filhos tenham menos expectativa do que os pais. A mudança de hábitos é fundamental”, ressalta.

O médico José Pedro pontua que um produto largamente adotado em dietas, o óleo de coco, prejudica a saúde quando o assunto é colesterol. “A maior parte dos óleos vegetais, como os de oliva, canola, milho, girassol e soja, são insaturados e, por isso, mais saudáveis. O óleo de coco e o azeite de dendê são as exceções, são naturalmente saturados e fazem tão mal para a saúde quanto a gordura animal”, explica.

O cardiologista orienta ainda que a reutilização de qualquer gordura vegetal também é contraindicada, pois o processo transforma o óleo insaturado em saturado. “Por isso não recomendamos o hábito de frituras em que o alimento é mergulhado na panela cheia de óleo, mesmo quando são usados óleos vegetais saudáveis”. Ele dá uma dica interessante para verificar se a gordura faz mal à saúde: colocar a gordura na geladeira. “Se formar uma camada sólida é sinal que está saturada e, portanto, faz mal”, recomenda.

Causa de problemas cardíacos

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 17,5 milhões de pessoas morrem todos os anos vítimas de doenças cardiovasculares, como ataques cardíacos e derrames. Grande parte das vítimas é acometida por alguma das principais causas evitáveis das doenças, entre elas o colesterol alto, pressão alta ou o tabagismo. Para a OMS, muitas vidas poderiam ser salvas por meio do controle dessas condições que aumentam os riscos de doenças cardiovasculares.

O designer de produtos, Osvaldo Cotrim, é um exemplo de como a mudança nos hábitos pode trazer benefícios. Ele chegou a pesar 152 quilos e, apesar de jovem, com 22 anos, já tinha um índice de colesterol alto para a idade e sofria de hipertensão. “Eu costumo dizer que não tomei vergonha, tomei um susto. Decidi me cuidar, adicionei exercícios físicos à minha rotina, melhorei minha dieta e emagreci 60 quilos. Agora, minha sensação é de tranquilidade, me sinto aliviado por evitar outros problemas que poderiam afetar ainda mais minha saúde”, relata.

Hoje, aos 26 anos, Osvaldo pesa 92 quilos e ainda quer perder mais. “Eu não caminhava nem pequenas distâncias. Meus exames estavam no limite, o que também é perigoso, e a mudança foi motivada pelo medo, pois tinha consciência dos problemas de saúde. Sugiro que todos tenham bom senso em relação à alimentação e pratiquem exercícios. Já sinto as melhoras diariamente” afirma.

Guillain-Barré: paciente relata como se recuperou da síndrome após oito meses de internação

Guillain-Barré: paciente relata como se recuperou da síndrome após oito meses de internação

“Experiência foi compartilhada durante a reunião científica da Fisioterapia do Hospital Moinhos de Vento”

Reabilitado após 243 dias de internação em virtude da Síndrome de Guillain-Barré, o médico Paulo Augusto Peres Fagundes compartilhou sua experiência durante a edição de julho do ciclo Reuniões Científicas do Serviço de Fisioterapia do Hospital Moinhos de Vento. A atividade foi realizada nesta sexta-feira (28) e contou com a participação dos profissionais que ajudaram na sua reabilitação, além de público interno e externo.

A Síndrome de Guillain-Barré é uma doença autoimune que ocorre quando o sistema imunológico do corpo ataca parte do próprio sistema nervoso por engano. É caracterizada pela paralisia dos pés, dedos, joelhos, pernas e até os braços, fragilizando também os músculos respiratórios. A pessoa fica em média três meses sem se mexer antes de iniciar a recuperação.

Na abertura do evento, a médica do Serviço de Neurologia e Neurocirurgia, Marlise de Castro Ribeiro, ressaltou que essa é uma das doenças neurológicas com maior chance de recuperação. “Cerca de 98% dos pacientes saem bem do tratamento, sem consequências em atividades cerebrais ou demais funções”, disse.

Paulo passou por diversos tratamentos na instituição entre 2012 e 2013. Durante sua exposição, ele descreveu as dificuldades enfrentadas no tratamento. Aos 53 anos, o ginecologista sentiu os primeiros sintomas da síndrome em meio às intensas atividades do dia a dia. “Minhas mãos começaram a formigar e perdi a sensibilidade dos meus pés enquanto trabalhava no consultório. Senti uma tontura leve e percebi que algo não estava bem”, contou.

No dia seguinte, procurou a emergência e, após o diagnóstico, foi internado imediatamente. A partir daí o quadro de saúde de Paulo se agravou. Foram meses na UTI totalmente paralisado, sem conseguir ao menos falar, sentindo muitas dores e respirando com ajuda de ventilação mecânica.

O médico perdeu 18 kg durante esse período. Realizava três sessões diárias de fisioterapia na unidade de internação. Precisou reaprender praticamente tudo, até mesmo a engolir. As atividades de fisioterapia respiratória, equilíbrio e força foram fundamentais para recuperar sua condição física de antes da enfermidade.

Paulo Augusto Peres Fagundes

Paciente Paulo Augusto Peres Fagundes e a equipe de fisioterapia do Hospital Moinhos de Vento

Paulo retomou a maioria das atividades, mas segue com a fisioterapia em casa. “Caiu uma bomba atômica na minha vida. Tive que lutar nessa guerra que foi a Guillain-Barré. Durante este período, a equipe de fisioterapia foi a minha família. Sempre vou ser grato a todos, a cada um que me tirou do fundo do poço. Foi em cada olhar, afeto e carinho. O fato de saber que tem alguém fazendo algo por ti é o que dá esperança para nós, pacientes. É fantástico o que estes profissionais fazem pela vida da gente”, concluiu emocionado.

 A reunião também contou com a palestra de Gilberto Luiz Dalla Rosa Jr., fisioterapeuta do Hospital Moinhos de Vento especializado em reabilitação neurofuncional, que discorreu sobre a importância do protocolo assistencial para um tratamento eficaz.

Instituto Vencer o Câncer realiza seminário gratuito neste sábado em BH

Instituto Vencer o Câncer realiza seminário gratuito neste sábado em BH

“O evento, que é voltado para pacientes de câncer de mama e familiares, terá orientações sobre prevenção, diagnóstico e tratamento”

O Instituto Vencer o Câncer promove, em Belo Horizonte, o ​Seminário para Pacientes & Familiares sobre Câncer de Mama”, com atualizações em diagnóstico precoce, tratamentos e novos medicamentos. O evento também pretende conscientizar os participantes da importância de ter uma melhor qualidade de vida e evitar os fatores de risco para a doença.

O câncer de mama é o tipo de tumor mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil, depois do de pele não melanoma, respondendo por cerca de 25% dos casos novos a cada ano. O Instituto Nacional do Câncer projeta mais de 5 mil novos casos da doença para 2017, em Minas Gerais.

Seminário gratuito para pacientes e familiares sobre câncer de mama

A programação vai contar com a participação dos oncologistas do Hospital Mater Dei Cristiana Pirfo, Enaldo Lima e Cleydson Santos, que explicarão a importância da prevenção, os aspectos gerais da doença, o diagnóstico e os tratamentos O oncologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, Lucas Santos, integrante do comitê Científico do Instituto Vencer o Câncer, completa a composição da mesa do seminário, que terá espaço para perguntas da plateia.

“O câncer de mama é um dos tipos mais curáveis da oncologia, e sua chance de cura depende muito do seu estágio no diagnóstico”, ressalta o oncologista Antonio Carlos Buzaid​, ​​ fundador do Instituto Vencer o Câncer.

SERVIÇO

Seminário para pacientes e familiares sobre câncer de mama

Data: Sábado, 22 de julho de 2017, das 8h30 às 14h

Local: Hotel Mercure Lourdes – Av. do Contorno, 7315

Informações e inscrições: https://www.vencerocancer.org.br/seminario-ivoc-2017/

 Sobre o Instituto Vencer o Câncer

O Instituto Vencer o Câncer é uma fundação sem fins lucrativos que tem como objetivos principais apoiar pacientes e familiares diante do diagnóstico e tratamento do câncer, além de dividir com a população informações sobre prevenção em busca do maior bem que uma população pode ter: saúde e qualidade de vida. Em 2014, três grandes oncologistas brasileiros, Fernando Maluf, Antonio Buzaid e Dráuzio Varella, aceitaram o desafio de atualizar e informar a população brasileira sobre todo o universo relacionado à doença: www.vencerocancer.org.br

 

Inibidores de apetite: lei autoria produção e comercialização das drogas

Inibidores de apetite: lei autoria produção e comercialização das drogas

Banidos da prescrição médica no ano de 2011 em virtude dos efeitos colaterais que pudessem apresentar, os remédios popularmente conhecidos como inibidores de apetite acabaram de ser autorizados novamente para indicação. No último dia 23 de junho, o então presidente da República em exercício, Rodrigo Maia, aprovou uma lei referendada pelo congresso que autorizou a produção e comercialização dos inibidores de apetite Sibutramina, Femproporex, Anfepramona e Mazindol. Apesar de liberados, os remédios deverão ser vendidos somente sob prescrição médica controlada. A lei também regulamenta o uso destes medicamentos em doses terapêuticas recomendadas.

Na opinião de Mauro Lucio Jácome, médico especialista em gastroenterologia, cirurgia e endoscopia, a prescrição dos medicamentos de forma controlada e acompanhada por um profissional se torna aliada contra a obesidade. “Compartilho da mesma opinião da sociedade brasileira de endocrinologia: Estes medicamentos, quando prescritos por profissionais habilitados, capacitados e responsáveis, tornam-se uma importante ferramenta no combate à obesidade se associados à mudança de hábitos alimentares e à introdução ou o aumento de atividades físicas”.

O médico afirma que não concorda com o uso destes medicamentos de maneira irresponsável, que é como ocorria em muitos casos. Entretanto, ele salienta que pacientes que faziam uso destas substâncias de forma controlada ficaram a ver navios e sem condições de continuar seus tratamentos por causa da proibição. “Muitos aumentaram seus níveis de obesidade e tiveram complicações pela interrupção do tratamento. As mesmas complicações cardiovasculares, inclusive, que a utilização destas medicações pode produzir no caso de uso indiscriminado ou em doses incorretas”.

“O veto ao remédio, na minha opinião, é um risco, pois os pacientes podem buscar maneiras ilícitas de ter acesso a estas drogas sem prescrição médica, utilizando-as em doses erradas e por tempo inadequado”. Mauro ainda esclarece que, no caso destas medicações, é muito importante que o médico saiba indicar, mas, sobretudo, também contraindicar em casos onde o paciente já apresente ou desenvolva alguma complicação clínica que impeça sua utilização.

Mesmo trabalhando com balão intragástrico e gastroplastia endoscópica – dois procedimentos utilizados contra a obesidade –, o profissional pensa que o tratamento para emagrecer pode necessitar do emprego dos moderadores de apetite em alguns pacientes. “Cabe à Anvisa fiscalizar o cumprimento adequado da lei e, aos pacientes, sempre procurarem médicos, clínicas e hospitais especializados no tratamento contra a obesidade. No meu entendimento, a sanção desta lei foi um ganho para a sociedade. Espera-se dos médicos e, principalmente, da população, bom senso em sua utilização e, das autoridades, competência na fiscalização para que o regulamento seja executado à risca”.

O médico esclarece que deve-se acompanhar a evolução dos fatos a partir deste acontecimento e, desta forma, compreender melhor se a liberação temporária do uso destas substâncias pode contribuir para um consumo e prescrição bem seletivos e conscientes. “Isto, sem dúvida, é o ideal, pois, desta maneira, os pacientes obesos usufruiriam de seus benefícios sem aumentar os riscos inerentes ao seu uso indiscriminado. A proibição, ao contrário, pode aumentar – e muito – as chances de procura no mercado negro. Por conseguinte, isto leva ao consumo impróprio e consequentes complicações, podendo chegar a sequelas e até a óbitos”, finaliza.

*Dr. Mauro Lucio Jácome é especialista em gastroenterologia, cirurgia e endoscopia. Membro titular especialista da Federação Brasileira de Gastroenterologia, Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva, Sociedade Brasileira de Cirurgia Laparoscópica, American Society for Gastrointestinal Endoscopy, American Gatroenterological Association, European Society for Gastrointestinal Endoscopy e Association for Bariatric Endoscopy.

Sorriso: entenda como ele pode impactar a autoestima

Sorriso: entenda como ele pode impactar a autoestima

Conhecido como o “cartão de visita” do rosto, o sorriso desempenha um papel fundamental em nosso dia a dia, pois é por meio dele que, muitas vezes, expressamos como nos sentimos e nos mostramos para o mundo. Assim, com tamanho protagonismo, o sorriso tem o poder de impactar a nossa autoestima de forma positiva ou negativa. A má posição dos dentes, por exemplo, além da questão estética, pode proporcionar uma série de problemas de saúde.

A assistente administrativa Juliana Lopes, hoje com 28 anos, sabe o que é passar por isso. Por anos, travou uma luta diária com o espelho, por conta de sua dentição torta, que muitas vezes gerou não só o julgamento das pessoas ao seu redor, como também a impediu de realizar ações comuns do cotidiano, como sorrir para fotos.

“Eu não era feliz, pois os meus dentes eram muito tortos e a mordida não se encaixava corretamente. Desde a adolescência, além de o meu próprio sorriso me incomodar, também sofri com as brincadeiras e os apelidos na escola, o que contribuiu para abalar a minha autoestima. Eu me sentia insegura até mesmo ao conversar com as pessoas”, afirma Juliana.

Juliana Lopes – Assistente Administrativa

Segundo o Dr. Edmilson Pelarigo,  ortodontista e fundador da Orthodontic, o caso de Juliana não é incomum. “No consultório, alguns pacientes relatam que costumam esconder o sorriso com as mãos, por constrangimento”. O especialista ressalta que fatores como bullying e insegurança com a própria imagem podem ocasionar a privação do individuo ao convívio social. “Em casos mais graves e em longo prazo, pode haver até mesmo o aparecimento de outras doenças, como a depressão”, pontua.

Os problemas de saúde também eram parte da rotina da assistente. “Frequentemente, eu sentia dores no maxilar e na cabeça, que às vezes até me impossibilitavam de comparecer ao trabalho”. Juliana conta que chegou a associar a cefaleia com outras doenças, como a sinusite, mas, após uma série de exames, descobriu que o problema estava relacionado à sua mordida.

De acordo com o Dr. Pelarigo, as dores de cabeça são o problema mais comum ocasionado pela má oclusão – ou seja, quando não há o equilíbrio correto entre a arcada superior e a arcada inferior -, mas a condição ainda pode proporcionar outros males, como o de mastigação, em que os alimentos não são digeridos e, como consequência, absorvidos da forma correta pelo organismo.

Após a realização do tratamento ortodôntico, finalizado há um ano, Juliana conta que a sua vida mudou. “Hoje, sou completamente feliz! O meu sorriso se transformou e eu recuperei a minha autoestima. Realizei todo o processo no tempo correto e já enxergava mudanças positivas nos primeiros meses de tratamento. Agora, sempre que tenho a oportunidade, sorrio!”.

O especialista esclarece que o tempo necessário para o tratamento ortodôntico irá depender da análise individual do paciente, que é feita por meio de consultas, exames e documentações. “A colaboração do paciente, na assiduidade às consultas para realizar as manutenções, também é parte fundamental de todo o processo, que visa, além de transformar sorrisos, devolver a autoestima e a qualidade de vida dos pacientes”, declara.

*Dr. Edmilson Pelarigo é ortodontista e fundador da Orthodontic, empresa que oferece tratamentos de qualidade a um preço acessível para a população.