Sobrancelhas bonitas: confira os principais segredos no vídeo

Sobrancelhas bonitas: confira os principais segredos no vídeo

As sobrancelhas além de proteger nossos olhos, elas tem um papel muito importante na harmonia do rosto. Por isso, as mulheres são as principais adeptas do visagismo e design de sobrancelha. As técnicas são responsáveis por dar o melhor formato para elas de acordo com cada tipo de rosto. E como nascem dez novos fios a cada dia nas sobrancelhas, é preciso ter uma rotina de cuidados para que elas possam permanecer com o arqueamento desejado.

E para saber mais sobre o assunto, entrevistamos a Designer de Sobrancelha e Visagista, Luciana Simões. Ela nos contou no vídeo quais são os principais cuidados e os segredos para ter uma sobrancelha sempre bonita. Confira:
 
 

 
 
Luciana-Simões*O Studio Depifácil da Luciana fica na Avenida Getúlio Vargas, 254. Para acompanha de perto o trabalho da profissional, curta a Fã Page: https://www.facebook.com/Studio-Depifácil

Minha visita ao nutricionista

Minha visita ao nutricionista

Sempre fui uma pessoa que comeu um pouco de tudo. Gosto muito da comida do dia a dia, como arroz, feijão, massas, legumes e saladas. O problema é que sempre fui apaixonada por doces, e nesta minha lista de amores estão o chocolate, bolos com recheios e coberturas, sorvete e qualquer coisa que leve leite e açúcar.

Instituição é lançada para amparar bebês com Entercolite Necrosante

Instituição é lançada para amparar bebês com Entercolite Necrosante

Doença é a maior responsável por morte em UTIs neonatal do país

Você já ouviu falar sobre Entercolite Necrosante (NEC)? Pode ser que não, mas alguém do seu círculo familiar ou de amizade já pode ter tido que enfrentar esta doença gastrointestinal que ocorre no período neonatal. Considerada como a mais perigosa, afeta os bebês recêm nascidos e prematuros, e é considerada como a maior causa de mortalidade neste período, pelo fato da superfície interna do intestino sofrer lesões e inflamações, podendo até a necrosar. E foi assim que, pega de surpresa que, Simone Rosito, se deparou com esta doença: sua irmã teve gêmeos, e um deles, o pequeno Antônio, teve a NEC diagnosticada.

Hoje, com pouco mais de nove meses de vida, Tom, como é chamado carinhosamente pela família, já passou por seis cirurgias – seu intestino mede apenas 9cm –, é nutrido por vias diferente da gastro-intestinal (nutrição parenteral) e possivelmente terá que fazer um transplante nos EUA, com valor aproximado a US$ 1 milhão. “ Apesar de existirem informações sobre a doença, hospitais públicos carecem de cirurgiões pediátricos no Brasil, o que coloca o bebê com esta doença em situação de risco”, avalia Simone.

Bebê Antônio

E foi pensando nas famílias com menos acesso a informações e recursos que ela, junto com um grupo de colegas e parceiros, decidiram criar o Instituto Pequenos Grandes Guerreiros, que será oficialmente lançado no próximo dia 16 de abril, em São Paulo.

O projeto foi elaborado para funcionar em três fases. A primeira, prevista para funcionar em três anos, prevê oferecer assistência psicológica para famílias de bebês afetados, coleta de dados sobre a doença e parceria com grupos de pesquisa sobre a doença, de modo a entender seus desafios e progressos. O treinamento para voluntários já está sendo desenvolvido e conta com um banco de 20 voluntários até o momento. Nesta fase, o projeto será financiado pela própria Simone.

Já a segunda fase terá uma atuação mais ambiciosa, com o objetivo de utilizar todo o banco de dados sobre a doença, feitas nos três anos anteriores, para obter recursos para financiamento de pesquisas, para que na última etapa, finalmente seja viabilizado o transplante de intestino no Brasil.

“Acreditamos que podemos reduzir consideravelmente o número de mortes por Entercolite Necrosante caso pesquisas consideráveis, que desvende porque esta doença acontece, sejam feitas”, prevê Simone.

Entre os apoiadores do Instituto Pequenos Grandes Guerreiros estão a apresentadora Isabella Fiorentino, Vera Oliveira, presidente da ONG Saúde Criança São Paulo, Rudi Fisher, idealizador dos parques Alpapato, e profissionais do mercado financeiro, entre outros, quer fazer a diferença. O evento de lançamento acontece às 18h30, no Studio Dama, em São Paulo.

Instituto Pequenos Grandes Guerreiros2

Arrecadação

Com o objetivo de arrecadar fundos para manter a manutenção do Instituto Pequenos Grandes Guerreiros, o livro Ai Meu Buda! Relatos curiosos de viagens singulares, editora Oficio das Palavreas, será oferecido por R$50 no evento ou R$55 pelo site www.pequenosgrandesguerreiros.org. O livro trás episódios de algumas viagens feitas por Simone Rosito em um período sabático por países do Oriente Médio, Ásia e Oceania. “São histórias sobre as minhas passagens por locais exóticos, como Árgélia, Butão e Síria, além da minha experiência como dona de casa em Sydney”, revela.

Serviço:

Inauguração Instituto Pequenos Grandes Guerreiros
Onde: Stúdio Dama – R. Ferreira de Araújo, 1056 – Pinheiros, São Paulo
Data/Horário: 16 de abril – 18h30
Entrada: Gratuita

A gordura não é inimiga da dieta

A gordura não é inimiga da dieta

Nutricionista explica os benefícios de ingerir gordura e qual a forma correta de se fazer isso sem prejudicar o organismo.

Quando se pensa em alimentos gordurosos, logo vem a mente que a gordura é uma inimiga da boa alimentação e, consequentemente, da saúde. Com um conselho errado, muitas pessoas cortam a gordura do cardápio alimentar como forma de proteger o corpo. Mas, de acordo com a nutricionista, Patrícia Cruz, evitar a gordura significa também a retirada de nutrientes que são importantes para o organismo. “São alguns mitos que viraram regras como a afirmação de que a gordura só faz mal. Antes de tudo é preciso saber quais gorduras fazem mal e quais fazem bem”, observa.

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A especialista explica que além de reconhecer os tipos de gordura que podem ser prejudiciais ou benéficas, também é preciso saber qual a quantidade certa e quanto do produto pode ser consumido. “Comer mais gordura do que o recomendado não é bom para saúde. Porém, excluir a gordura total da dieta não é uma prática recomendável. É preciso fazer de forma saudável, optar por gorduras insaturadas”, afirma .

Por isso, é importante reforçar que a gordura pode fazer parte de uma dieta saudável que tenha como objetivo redução ponderal. Ela pode estar presente desde a primeira refeição até a última. “Não existe um melhor horário para inferir gorduras. Elas podem estar presentes em qualquer refeição desde o café da manhã até o jantar”, ensina Patrícia.

A nutricionista ainda destaca a importância de conhecer bem as possibilidades de consumo, para acabar com os mitos relacionados à gordura. Ela ainda dá algumas dicas de como o produto pode ser usado no dia a dia da cozinha e quais são seus benefícios. Confira:

Benefícios da gordura

A gordura auxilia na redução do colesterol total e da fração LDL (colesterol ruim). Além disso, ela pode reduzir as triglicérides e atua na saúde do coração.

Alimentos certos

As gorduras que fazem bem são as chamadas gorduras insaturadas que são classificadas em duas categorias: poli-insaturadas e monoinsaturadas.

Poli-insaturadas: peixes e óleos vegetais (soja, milho, girassol, canola), linhaça e nozes;

Monoinsaturadas: óleo de oliva, óleo de canola, azeitona, abacate e oleaginosas (amendoim, castanhas, nozes, amêndoas).

Quantidade ideal

A Recomendação é 35% do total calórico da dieta, no máximo. Podendo estar presente em qualquer refeição do dia. “Um exemplo é o azeite pode estar presente no almoço no preparo do arroz, legumes, tempero da salada. Já as frutas oleaginosas podem estar presentes no café da manhã, dentro de um cereal integral ou nos lanches intermediários adicionados de frutas de frutas frescas ou secas”, observa a nutricionista.

 

Nutricionista-Patrícia-Cruz*Patrícia Cruz é nutricionista, especialista em Nutrição Clínica e em Nutrição em Pediatria e mestranda em Saúde Pública. Atua em São Paulo em consultório particular e em Personal Diet.

VÍRUS H1N1: recorrentes casos no país deixam a população em alerta

VÍRUS H1N1: recorrentes casos no país deixam a população em alerta

São Paulo registrou 260 casos de Gripe H1N1 e 38 mortes, apenas no primeiro trimestre, número que alarmou todo o país (em 2015 foram 141 casos e 36 mortes em todo o Brasil). Em Minas Gerais já são três casos confirmados, sendo dois óbitos, segundo a Secretaria Estadual de Saúde. O H1N1 é um dos tipos de vírus Influenza, que é o causador da Gripe, doença que pode acarretar em sérias complicações e ser fatal. As chances da doença são maiores nos meses mais frios mas, neste ano, o vírus chegou mais cedo exigindo cuidado antecipado.

A alergista da Unimed Federação Minas, Cláudia Rosa e Silva, alerta para os sintomas da H1N1, que podem ser confundidos com a Gripe comum e dificultar o diagnóstico e o tratamento. “Os sintomas se confundem muito: dores no corpo, febre alta, tosse, dor de garganta, coriza e nariz entupindo, vômitos e diarreia, surgem nos dois casos. Ao manifestar os primeiros sintomas, a pessoa deve ter atenção à hidratação, bebendo bastante água, usar um soro fisiológico para hidratar as narinas, melhorar a alimentação, ingerindo muitas frutas (que são ricas em vitamina C), mas é fundamental procurar imediatamente o médico para o diagnóstico correto. A Gripe H1N1 pode levar a óbito se não for tratada.”

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A médica explica, ainda, que a forma mais eficaz de prevenção é a vacinação. Por isso, para tentar controlar o surto, o Governo de São Paulo está aplicando novamente a vacina contra a Gripe Cepas 2015, em antecipação a campanha de 2016, nos públicos recomendados: 6 meses a 5 anos de idade, idosos, gestantes e doentes crônicos. Mas a vacina Cepas 2016, que terá inicio no mês de maio na campanha do Ministério da Saúde deverá ser reaplicada em todos esses públicos. “Essa é uma saída que o Governo de São Paulo encontrou para tentar controlar a proliferação do vírus. As pessoas que não foram vacinadas no ano passado estão sendo vacinas agora. Mas essa vacina tem uma composição diferente da que será aplicada em 2016 e essas pessoas precisam tomar a vacina Cepas 2016, desenvolvida de acordo com a mutação do vírus, na campanha que terá início em maio”, esclarece a médica.

Em Minas Gerais, a campanha do Ministério da Saúde, também terá início no mês de maio. A vacina Cepas 2016, contém a composição para proteção do H1N1, e já está disponível nas clínicas particulares.

Cláudia explica que a vacinação previne contra a doença e também evita complicações, como uma pneumonia. Mas, associada à vacinação, outras formas de prevenção são importantes. “É fundamental manter o organismo bem hidratado, evitar cigarros – o cigarro é irritante para o trato respiratório e facilita a adesão ao vírus. As pessoas também devem lavar bem mãos sempre que tiverem contato com as vias respiratórias e, ao espirrar, proteger nariz e boca com lenços de papel descartável.”

A médica também alerta para as outras epidemias enfrentadas pelo Brasil, como dengue e zika, que possuem sintomas semelhantes aos da gripe , o que pode retardar o tratamento correto. “O vírus da gripe traz febre alta, obstrução nasal, cansaço. A febre de uma gripe dura usualmente três dias, por isso se ultrapassar 72 horas deve ser avaliada por um médico, pois há chance de se ter uma complicação. Já a pneumonia tem como principal sintoma uma dificuldade respiratória, tosse prolongada e febre alta, além da mialgia, ou dores no corpo, que são características em todas essas doenças”, esclarece a alergista.

Violência não resolve: campanha alerta contra as agressões e ameaças aos profissionais de saúde

Violência não resolve: campanha alerta contra as agressões e ameaças aos profissionais de saúde

“Pesquisa mostra que a maioria dos profissionais de saúde já sofreram algum tipo de violência física ou verbal”

A saúde brasileira, principalmente a rede pública de atendimento, enfrenta diariamente sérios problemas de falta de estrutura, sobrecarga, falta de profissionais e lotação. Tudo isso contribui para deixar a população insatisfeita com o atendimento e muitas das vezes, os profissionais de saúde são os mais cobrados nestas situações. Em alguns casos, eles acabam sendo vítimas de violência e ameaças por parte de pacientes ou parentes dos doentes.

De acordo com estudo divulgado pela Campanha Contra Violência realizada pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CREMESP) e o Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (COREN-SP), 17% dos médicos sofreram algum tipo de violência. Dentro destes casos, 20% foram relatados como agressão física e 70% dos ataques partiram do próprio paciência. Além disto, o estudo ainda mostra que 47% dos médicos tiveram conhecimento de episódios de violência ocorrido com algum colega de trabalho.

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Violência contra profissionais de enfermagem

O mesmo triste cenário também é relatado entre os profissionais de enfermagem, sendo que 32% deles já sofreram ou presenciaram alguma situação de violência no ambiente de trabalho. Ainda, 81% deles descrevem que a violência partiu dos próprios pacientes ou acompanhantes, e que 71% destas agressões foram verbais e 20% físicas.

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Por isso, objetivo da Campanha Contra Violência é conscientizar a população sobre a importância do respeito ao profissional de saúde. A proposta é incentivar a mudança de atitude para coibir atos violentos dentro das unidades de saúde, e destacar que a violência não resolve e não contribui para a melhoria do atendimento aos pacientes necessitados.

Os conselhos CREMESP E COREN-SP, que assinam a campanha, pedem mais respeito aos profissionais de saúde, cujo trabalho é indiscutivelmente fundamental à manutenção da vida.

Participe da campanha mostrando o seu apoio aos profissionais de saúde nas redes sociais através da hashtag #violencianaoresolve.

Para mais informações acesse: http://goo.gl/q3hTtH

*Publieditorial.

Doenças do coração: conheça algumas que mais matam

Doenças do coração: conheça algumas que mais matam

Problemas cardiovasculares são as principais causas de morte no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS)

As doenças cardiovasculares lideram o número de mortes no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Apenas no Brasil, são 300 mil pessoas por ano. Ou seja, um óbito a cada dois minutos. Entre as doenças que mais matam estão o acidente vascular cerebral (AVC), doença vascular periférica, o infarto agudo do miocárdio e a morte súbita.

“Entre as características mais comuns são a presença dos fatores de risco como o tabagismo, hipertensão arterial, diabetes mellitus, dislipidemia e obesidade. Os três primeiros citados são fatores que isoladamente são capazes de gerar um evento cardio ou cerebrovascular e em conjunto são responsáveis por cerca de 80% das doenças do coração que mais matam”, explica o cardiologista credenciado da Paraná Clínicas, Valdir Lippi.

“O acompanhamento médico regular torna-se importante não só no controle das doenças já instaladas, mas principalmente na prevenção através da detecção precoce e intervenção nos fatores de risco. Além da orientação, caberá ao médico decidir sobre a necessidade do uso de medicações com o objetivo de evitar que um evento ocorra. Lembre-se que são doenças graves e potencialmente fatais e devem ser acompanhadas com muito rigor”, menciona.

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As doenças que mais matam

AVC: O acidente vascular cerebral acontece quando há entupimento ou rompimento dos vasos que levam o sangue ao cérebro. O AVC causa a paralisia da área cerebral que ficou sem a circulação sanguínea.

Doença vascular periférica: Está relacionada com o estreitamento e endurecimento das artérias que realizam o transporte do sangue para os membros inferiores.

Infarto agudo do miocárdio: Popularmente conhecido como ataque cardíaco, o infarto agudo do miocárdio é caracterizado pela diminuição ou ausência da circulação sanguínea no coração.

Morte súbita: A maioria dos casos de morte súbita está relacionada com doenças do coração. Conhecidas ou não, podem ser congênitas, degenerativas, excesso de atividades físicas, inflamatórias e provocadas por reflexo nervoso, por exemplo. A morte súbita é considerada para os casos onde o óbito é constatado na primeira hora após o início dos sintomas.

Fatores

Apesar de fatores como a predisposição genética, os maus hábitos de vida ainda dominam as estatísticas como principal causa. Entre os fatores de risco estão uma alimentação inadequada e rica em gordura saturada, diabetes, hipertensão, sedentarismo, sobrepeso e tabagismo.

Confira 12 dicas para a prevenção:

1. Realize um check-up, pelo menos, uma vez por ano;
2. Evite fumar;
3. Recupere o histórico familiar;
4. Tenha uma alimentação saudável;
5. Pratique atividade física com orientação de um profissional;
6. Beba água;
7. Procure um médico imediatamente caso tenha dor no peito ou no tórax acima do umbigo;
8. Preste atenção no peso;
9. Evite ficar estressado;
10.Monitore o colesterol;
11.Cheque sua pressão arterial;
12.Visite um cardiologista regularmente.

Dia Internacional da Mulher: violência segue com números alarmantes

Dia Internacional da Mulher: violência segue com números alarmantes

Violação dos direitos humanos é crime, e a brutalidade contra mulheres segue fazendo vítimas. Quase 40% das mulheres em situação de violência sofrem agressões diariamente e outras 34%, semanalmente. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Políticas para as mulheres da Presidência da República (SPM-PR), baseados no atendimento realizado pela Central de Atendimento à Mulher entre janeiro e outubro do ano passado. “Apesar de a Lei Maria da Penha ter trazido, desde 2006, grandes avanços no combate à violência contra a mulher, falta muito para uma queda significativa desses números”, afirma o advogado Luiz Fernando Valladão.

Muitas vítimas se recusam a procurar ajuda, seja por medo de sofrerem ainda mais abuso ou por estarem muito abaladas fisicamente ou psicologicamente. A lei Maria da Penha incentivou o crescimento do número de denúncias. Entre 2006 (quando a lei foi sancionada) e 2013, houve aumento de 600%. “Ainda existem muitos obstáculos nesse processo, além disso, não é raro que mulheres que sofreram algum tipo de agressão se recusem a delatar os autores, principalmente quando o ocorrido se repete dentro de casa”, pontua.

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Os números comprovam essa afirmação. Ainda de acordo com o SPM-PR, em 67,36% dos relatos, os agressores foram homens com quem as vítimas tinham ou tiveram vínculo afetivo, como companheiros, cônjuges, namorados ou amantes. Outros 27% dos casos se deram com familiares, amigos, vizinhos ou conhecidos.

A pesquisa aponta também que 77,83% das vítimas têm filhos, sendo que mais de 80% deles presenciaram ou até sofreram violência. “Nesses casos, a mulher, muitas vezes, sente como se tivesse maior estímulo para denunciar. Contudo, às vezes, a vítima acredita estar financeiramente vinculada ao agressor e teme que ela e a família fiquem desprovidas”. Para o advogado, outro aspecto que dificulta é que o sistema ainda é muito falho no sentido de não punir os agressores. “Há problema em comprovar o crime. A violência psicológica, por exemplo, mesmo é algo que não deixa vestígios”, pondera Valladão.

Ele explica que atos físicos não são a única forma de agressão, qualquer comportamento ofensivo, que humilhe ou cause sofrimento psicológico também são formas de violência. “Existem níveis diferentes de opressão, como xingamentos, empurrões ou, em casos mais graves, até tentativas de homicídio”.

Violência online

A chamada pornografia de vingança, que consiste na disseminação de nudez não consentida pela internet, é outro delito que atinge predominantemente as mulheres. Segundo a ONG Safernet, 81% das vítimas atendidas são do sexo feminino. “Essa conduta, no caso de maiores de idade, pode ser enquadrada como crime de difamação, previsto no artigo 139 do Código Penal. Se possuir vínculo afetivo com a vítima, o acusado também pode ser julgado por infringir a Lei Maria da Penha”, explica o advogado Luiz Fernando Valladão.

Se puderem ser aplicadas as duas leis, a vítima de violência virtual recebe tratamento diferenciado, o processo corre mais rapidamente e há direito a medida restritiva contra o ex-parceiro. “Detenção de três meses a um ano e multa é a pena se o crime for enquadrado como difamação. Se for considerado também adequado à Maria da Penha, o indivíduo pode ser preso”.

Menores de 18 anos são punidos com medidas socioeducativas a serem definidas em juízo, entre elas está repreensão, prestação de serviços comunitários e atividades socioeducativas.

Importância da denúncia

Valladão garante que denunciar, ainda que seja algo difícil para as vítimas, é a melhor forma de combate. “Ao identificarmos aumento no registro de denúncias, não significa, necessariamente, que o índice de violência tem crescido. Esses dados, de forma geral, representam que cada vez mais pessoas têm procurado ajuda”, pondera.

A denúncia não precisa ser feita em delegacias especializadas, que ainda não existem em todas as cidades, basta fazer boletim de ocorrência junto à polícia ou pela Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180), serviço da Secretaria de Políticas para as Mulheres. Por telefone, é possível manter o anonimato.

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