Diabetes pode levar de 5 a 7 anos para se desenvolver e ser diagnosticado

Diabetes pode levar de 5 a 7 anos para se desenvolver e ser diagnosticado

Médica alerta para a importância do diagnóstico precoce e como notar os primeiros sinais da doença

Idealizado para conscientizar a população sobre os males do diabetes, o Dia Nacional da Diabetes, comemorado em 26 de junho, chama a atenção para números alarmantes: aproximadamente 30% dos pacientes não sabem que são portadores da doença e até 25% das pessoas recém-diagnosticadas já possuem complicações relacionadas ao diabetes. Para casos de diabetes tipo 2, relacionado ao sedentarismo, à obesidade e a resistência à ação da insulina, cerca de 50% dos portadores desconhecem a doença pela falta de sintomas, podendo chegar a um período de cinco a sete anos entre o início e o diagnóstico da patologia.

Segundo a dra. Emanuela Cavalari, endocrinologista que integra o corpo clínico do aboratório Sérgio Franco, o diabetes que não é tratado pode resultar em várias outras complicações micro e macrovasculares, como lesões nos rins, distúrbios neurológicos e doenças coronarianas agudas, como o infarto. Sendo assim, o diagnóstico precoce é imprescindível para minimizar os danos da doença.

“O segredo para diagnosticar o diabetes com antecedência é realizar consultas médicas e exames periodicamente, sob orientação do médico”, explica Emanuela, que completa, afirmando que a prevalência do diabetes no Brasil aumenta com a idade: “Enquanto 2,7% das pessoas na faixa etária de 30 a 59 anos têm a doença, o índice pula para 17,4% entre os pacientes com idade entre 60 e 69 anos.”

Diabetes

Diabetes Tipo 1

O diabetes tipo 1, que acomete principalmente crianças, adolescentes e jovens adultos, é geralmente uma doença autoimune que destrói as células produtoras de insulina no pâncreas, o que torna necessárias as injeções para regular a glicose. Para detectar a doença, o paciente pode fazer os seguintes exames: glicemia de jejum, que mede o nível de açúcar no sangue naquele momento, e hemoglobina glicada, que mostra a quantidade média de açúcar no sangue nos últimos três meses – todos oferecidos pelo laboratório Sérgio Franco. Também é necessário atenção caso aconteça a glicemia ocasional elevada (> 200mg/dL), mesmo quando a pessoa não está em jejum. Essa condição, aliada a outros sintomas da doença como emagrecimento, fome e sede excessiva, pode indicar a presença da patologia.

“Além dos exames para confirmar o diabetes, existem também disponíveis exames para auxiliar sua definição etiológica, como os anticorpos que agem contra o pâncreas e seu principal hormônio, a insulina, presentes no diabetes tipo 1, de causa autoimune. Esses anticorpos podem estar presentes meses ou anos antes do diagnóstico da doença, ou seja, na fase pré-clínica do diabetes e em até 90% dos indivíduos quando se detecta hiperglicemia ou um volume excessivo de açúcar na corrente sanguínea”, comenta.

Diabetes Gestacional

É importante que a gestante diabética mantenha seus níveis de glicose controlados, já que bebês de mães diabéticas estão em maior risco de mortalidade em comparação com crianças nascidas de mães sem a doença. A falta de controle glicêmico aumenta a chance de o bebê nascer com anomalias congênitas, especialmente cardiovasculares e defeitos do sistema nervoso central, macrossomia (recém-nascidos acima de 4 quilos), nascimento prematuro, complicações respiratórias e outros distúrbios. É recomendado que a dosagem de glicose dos recém-nascidos de mães diabéticas seja feita logo após o parto, uma vez que esses bebês apresentam um risco maior de hipoglicemia (queda da glicose).

Diabetes Tipo 2

Já o diabetes tipo 2 está relacionado ao sedentarismo, à obesidade e a resistência à ação da insulina, sendo mais comum em pessoas que já passaram dos 45 anos. Nesse tipo de patologia, cerca de 50% dos pacientes desconhecem ter a doença por apresentar pouco ou nenhum sintoma, podendo haver um período de 5 a 7 anos entre o início da doença e seu diagnóstico. No caso, a dra. Emanuela reforça que não se deve esperar o paciente apresentar um quadro clínico, e sim rastrear os grupos de risco: pessoas com idade acima de 45 anos ou mais jovens que tenham fatores suscetíveis à doença, como obesidade, hipertensão arterial, alteração do colesterol, ovários policísticos e histórico familiar de diabetes. Para rastrear a doença nesses pacientes, é feita a dosagem da glicemia em jejum.

“Os sintomas iniciais do diabetes tipo 2 podem ser inespecíficos, como tonturas, dificuldade visual, cãibras, disfunção erétil ou, em alguns casos, não ter sintoma algum. Com a progressão da doença, o quadro clínico clássico vai se manifestando com urina, fome e sede em excesso e emagrecimento não intencional. É importante ressaltar que a obesidade não descarta esse diagnóstico, pelo contrário, cerca de 80% dos pacientes diabéticos são obesos. Ao perceber os sintomas o paciente deverá procurar avaliação médica”, afirma a médica.

Segundo a dra. Emanuela, há uma epidemia de obesidade e, nos dias atuais, o número de pessoas com diabetes tipo 2 tem aumentado, acometendo até mesmo jovens e crianças com sobrepeso. “Essa forma da doença pode ser retardada ou prevenida com atividades físicas regulares, dieta saudável e controle do peso. É possível ter uma vida ativa e longa com diabetes, basta manter os níveis de glicose dentro do alvo e seguir a orientação dos especialistas, como o rastreio precoce das possíveis complicações”, aconselha a médica.

*Dra. Emanuela Cavalari é médica endocrinologista e faz parte da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia

Compulsão alimentar: entenda como o problema pode mascarar um transtorno mais grave

Compulsão alimentar: entenda como o problema pode mascarar um transtorno mais grave

O comer compulsivamente, além de um evidente descontrole impulsivo do comportamento alimentar, não mexe apenas com a silhueta, mas com a saúde geral, já que pode levar a problemas cardíacos e metabólicos, como a diabetes e a hipertensão, que colocam a vida em risco.

Segundo o psiquiatra de São Paulo, Dr. Diego Tavares, a compulsão alimentar pode ser um problema ainda mais grave, principalmente quando a avaliação médica do quadro fica restrita apenas ao problema do comer compulsivo. “A pessoa pode estar tendo também um descontrole na impulsividade em outras áreas da vida e que podem fazer parte de um único problema que desregula o humor e os impulsos: o transtorno bipolar”, afirma. Ainda de acordo com o especialista, o descontrole ocorre em áreas do cérebro que são responsáveis por cada um dos nossos atos e, como potencializam o impulso por comida, enfraquecem os centros da saciedade e faz a pessoa comer descontroladamente”, conta.

compulsão-alimentar

Dr. Diego conta que o nosso cérebro possui um sistema de recompensa e alguns alimentos – principalmente os carboidratos, os açúcares e gorduras – liberam enzimas que causam bem-estar e, em pessoas com propensão a transtornos mentais, a compulsão pode ser causada justamente pela busca incessante do cérebro por essas “recompensas”. “A pessoa fica viciada em açúcar como se vicia em drogas, por exemplo. É preciso fazer um tratamento para reequilibrar a química cerebral”, conta o psiquiatra.

O médico ainda explica que, a fome é regulada por um hormônio chamado grelina, que sinaliza para o hipotálamo, região do cérebro responsável por programar o circuito cerebral da fome, de que é hora de se alimentar. “Uma combinação de líquidos, cafeína, vitaminas e carboidratos compõem a quantidade ideal de energia que os neurônios precisam para funcionar adequadamente. É nessa região cerebral que o apetite é regulado. Ali, os níveis sanguíneos de glicose e insulina e os hormônios grelina e leptina são monitorados para avaliar se o organismo tem calorias e nutrientes suficientes para funcionar ou não”, afirma Dr. Diego.

O problema tem jeito

Quando alimentados, conseguimos enviar ao cérebro a quantidade correta de glicose e melhoramos a concentração, a agilidade mental e até o bom humor. “Comer muito em uma única refeição não vai ajudar na capacidade cerebral. Ao contrário, vai demandar muita energia do sistema digestivo e causar a sonolência”, explica a nutróloga de São Paulo, Dra. Ana Luisa Vilela.

Segundo a especialista em obesidade, tratar a compulsão alimentar é possível sem necessariamente deixar de se alimentar. “É preciso converter a vontade absurda de comer em amor próprio. Tem que gostar de si para poder controlar o apetite. Além disso, a ingestão de frutas, verduras e legumes ajuda a aumentar a saciedade e fazer o cérebro achar que está comendo mais, quando, na verdade, está ingerindo menos calorias”, ensina a médica.

Picar frutas e legumes também ajuda a enganar o cérebro, que acha que está ingerindo uma porção maior. “Faça composições bonitas e coloridas para ter vontade de comer”, conta a nutróloga, que indica que nenhuma dieta deve ser radical. “Não recomendo que o paciente corte os carboidratos e as gorduras. Ele deve reaprender a consumir esses ingredientes até para manter a vontade controlada e as funções do organismo em dia”, diz.

Conheça os profissionais

Dr. Diego Tavares – psiquiatra*Dr. Diego Tavares – psiquiatra

Graduado em medicina pela Faculdade de Medicina de Botucatu – Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (FMB-UNESP) em 2010 e residência médica em Psiquiatria pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (IPQ-HC-FMUSP) em 2013. Psiquiatra Pesquisador do Programa de Transtornos Afetivos (GRUDA) e do Serviço Interdisciplinar de Neuromodulação e Estimulação Magnética Transcraniana (SIN-EMT) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (IPQ-HC-FMUSP) e coordenador do Ambulatório do Programa de Transtornos Afetivos do ABC (PRTOAB).

 

 

Dra. Ana Luisa Vilela – nutróloga*Dra. Ana Luisa Vilela – nutróloga

Obesa desde a infância, a médica nutróloga Dra. Ana Luisa Vilela Barbosa sempre compartilhou das dificuldades e esforços para emagrecer. Formada há 10 anos em medicina, se especializou em Cirurgia Geral/Bariátrica, Endocrinologia e Nutrição Médica e dedicou seus estudos em renomadas instituições, entre elas, Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo e Hospital das Clínicas (HC), para compreender a obesidade e os possíveis tratamentos. Grande conhecedora do metabolismo humano e suas particularidades, Dra. Ana há mais de 8 anos, consegue ainda se manter 40 kg mais magra. A médica prioriza uma linha de tratamento totalmente individualizado voltado para as carências e necessidades de cada paciente. O atendimento domiciliar é a forma de manter a rotina de encontros semanais com conforto, bem estar e descrição para que o emagrecimento seja prazeroso.

Ressecamento vaginal: conheça as causas e sintomas

Ressecamento vaginal: conheça as causas e sintomas

Em algumas fases da vida, a mulher pode ter problemas com a falta de lubrificação vaginal, e isto pode gerar problemas na vida sexual e principalmente emocional. O ressecamento atinge principalmente mulheres que estão na menopausa ou pós-parto, e a principal razão é a redução na produção do estrogênio, hormônio feminino, pelo organismo. Outro motivo para a falta de lubrificação são os tratamentos contra o câncer, como quimioterapia e radioterapia, que também afetam a produção do estrogênio.

Pesquisa inédita mostra que câncer de colo do útero atinge as brasileiras silenciosamente

Pesquisa inédita mostra que câncer de colo do útero atinge as brasileiras silenciosamente

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha, encomendada pela Roche, líder mundial em inovação em saúde, entrevistou 5.508 pessoas, entre homens e mulheres, de diferentes faixas etárias, níveis de escolaridade, classes sociais e em todas as regiões do Brasil, com o objetivo de conhecer a percepção da população sobre o câncer de colo do útero, considerando seus estágios inicial e avançado.

>Realizada no primeiro trimestre de 2016, a pesquisa constatou que 73% dos brasileiros não conhecem pessoas que tenham ou que já tiveram câncer de colo do útero. Porém, dados alarmantes do Instituto Nacional do Câncer (INCA) estimam que mais de 5 mil mulheres morrem por ano em decorrência da doença, o que totaliza uma morte a cada 90 minutos, e deve ter mais de 16 mil novos casos este ano. Considerado o terceiro tipo de câncer que mais atinge as mulheres no Brasil, o câncer de colo do útero é causado pela infecção persistente e não tratada adequadamente de alguns tipos de vírus, entre eles o HPV, mal que atinge 685,4 mil pessoas no Brasil.

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Segundo Dra. Angélica Nogueira, médica oncologista e presidente do Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos –  EVA, o conhecimento insuficiente da doença e das ferramentas para sua prevenção e tratamento justificam as altas taxas de incidência, morbidade e mortalidade no país.

Para a especialista, a falta de informação é o principal gargalo para o controle do câncer de colo de útero.  “ O câncer de colo de útero atinge principalmente mulheres  jovens, com poucos anos de estudos (aproximadamente 10% das pacientes com câncer de colo de útero no Brasil não foram alfabetizadas) e com  limitado poder aquisitivo. Mas muitas vezes barreiras culturais se somam a falta de informação , como a vergonha de realizar exame ginecológico ou proibição por parte de companheiros. Por isto a informação sobre as ferramentas de controle, como vacina, exame preventivo de papanicolaou e avanços no tratamento precisam ser globalmente difundidos na população.

No Brasil, 77% das pacientes com câncer de colo do útero são diagnosticadas com a enfermidade já em fases mais avançadas, quando começam a surgir os primeiros sintomas, como sangramentos e dores pélvicas. O ideal é que a doença seja evitada, o que é possível com a vacina e com o exame de papanicoalaou ou seja detectada em seus estágios iniciais. A chance de cura ou controle da doença são diretamente proporcionais a precocidade do diagnóstico. A morbidade relacionada a doença e ao tratamento também aumenta com o avançar dos estágios.

Diante desse cenário, a Anvisa aprovou recentemente a utilização de um medicamento biológico já utilizado em outros países, o bevacizumabe, como a primeira terapia-alvo oferecida para o tratamento do câncer de colo do útero e o único avanço nos últimos 10 anos para tratar a doença em seu estágio mais grave. Trata-se do primeiro medicamento biológico que trouxe o benefício de sobrevida global sem redução da qualidade de vida das pacientes com esta doença. Até então, o tratamento neste contexto era quimioterapia isolada. A escolha da terapia ideal para cada paciente dependerá do estágio da doença e condições clínicas da paciente, comumente sendo necessárias combinações de cirurgia, quimioterapia e radioterapia.

“É a primeira vez que uma terapia-alvo específica mostrou benefício em sobrevida global em câncer de colo de útero, abrindo novas perspectivas para pacientes, em sua maioria jovens, economicamente ativas e com possibilidades terapêuticas restritas”, finaliza Dra. Angélica.

CONHEÇA MAIS NÚMEROS DA PESQUISA:

  • O câncer de colo do útero o terceiro câncer mais lembrado pela população brasileira, principalmente pelas mulheres;
  • 58% dos brasileiros não sabem ou não conhecem nenhum tratamento para câncer de colo de útero avançado;
  • Entre as mulheres, 51% não citaram colo do útero, ao serem indagadas sobre o tipo de câncer que conhecem, dessas, apenas 29% conhecem os sintomas do CCU;
  •  Em relação à saúde das brasileiras, 27% nunca realizaram ou não costumam realizar o exame Papanicolau, 78% o teste de HPV e colposcopia. Esse dado é mais evidente entre as mulheres mais jovens, de escolaridade fundamental e de classe D/E;
  • Após estímulo com conceito, 33% das mulheres declaram que não conheciam ou não tinham ouvido falar sobre câncer de colo do útero avançado;
  • Há maior fragilidade entre as mulheres que utilizam o serviço público de saúde, as menos privilegiadas economicamente e menos escolarizadas;
  • 81% dos entrevistados acreditam que sem ter plano de saúde é mais demorado o diagnóstico da doença.
  • 84% dos brasileiros acreditam que quando o câncer de colo do útero se espalha por outras partes do corpo, a pessoa tem pouco tempo vida;

INFOGRÁFICO CÂNCER DE COLO DO ÚTERO:

Infográfico-Câncer-Colo-do-útero-Brasil (1)
Mitos e verdades sobre a garganta

Mitos e verdades sobre a garganta

Muitas pessoas acham que uma simples dor de garganta ou problemas como ronco são causas normais do corpo e podem tentar tomar alguma providência que seja prejudicial a saúde, como por exemplo, a automedicação. Entretanto, alguns sintomas podem ser sinais de problemas mais graves. Por isso, é preciso consultar sempre um especialista otorrinolaringologista sempre que houver algo errado com a garganta.

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Vídeo Mitos e verdades

E para esclarecer sobre o assunto, o médico otorrinolaringologia, Dr. Jamal Azzam,  fala no vídeo os mitos de verdades sobre a garganta. Confira!

Sobre o Dr. Jamal Azzam:

Dr-Jamal-Azzam*Dr. Jamal Azzam, médico formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo em 1986 e com residência médica no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. O especialista tem mais de 25 anos de experiência em atendimentos e cirurgias na área de otorrinolaringologia. Dr. Jamal atende crianças, adultos e idosos de ambos os sexos; é membro titular da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial e ministra palestras em diversos congressos a nível nacional e internacional.

Dia Mundial da Esclerose Múltipla: entenda um pouco mais sobre a doença

Dia Mundial da Esclerose Múltipla: entenda um pouco mais sobre a doença

Enfermidade neurológica e crônica, a E.M. acomete cerca de 35 mil pessoas¹ no país.

O Dia Mundial da Esclerose Múltipla (E.M.) é lembrado na última quarta-feira do mês de maio (25) e, este ano, tem como objetivo conscientizar a população sobre a importância da independência do paciente com E.M. A doença acomete cerca de 35 mil pessoas no Brasil¹ e 2,3 milhões de pessoas no mundo², sendo a maioria jovens, em especial mulheres, na faixa etária de 20 a 40 anos.

A E.M é uma doença neurológica inflamatória crônica³, na qual células do sistema imunológico do paciente passam a atacar a bainha de mielina, revestimento dos neurônios4, causando lesões no cérebro e também na medula.

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Os sinais da enfermidade se manifestam de acordo com a área do cérebro que foi afetada. “A esclerose múltipla é uma doença muito particular e, por isso, a evolução da doença acontece de forma individualizada, variando de paciente para paciente”, explica Jefferson Becker, médico neurologista e presidente do Comitê Brasileiro de Tratamento e Pesquisa em Esclerose Múltipla e Doenças Neuroimunológicas (BCTRIMS). Porém, entre os sintomas mais comuns estão a fadiga, formigamentos, tremores, fraqueza, desequilíbrio, alterações visuais, espasticidade¹ e até mesmo atrofia cerebral, que se caracteriza pela perda acelerada e precoce do volume do cérebro5.

“Existem quatro tipos de esclerose múltipla, mas o mais comum é o remitente-recorrente, que se manifesta em aproximadamente 85% dos casos. Neste quadro, há alguns períodos de exacerbação da doença, os chamados surtos, que duram mais do que 24h e podem deixar ou não sequelas no paciente”, ressalta o especialista.

Infelizmente, a esclerose múltipla não tem cura, mas já existem terapias no mercado capazes de controlar a evolução da doença. “Quanto mais cedo forem feitos o diagnóstico e o tratamento, maiores as chances de controlar a enfermidade, retardar os seus efeitos e viver com mais qualidade de vida”, afirma o Dr. Jefferson Becker.

Para mais informações, acesse: http://www.bctrims.com.br/.

Sobre o BCTRIMS

Criado em 28 de agosto de 1999, o Comitê Brasileiro de Tratamento e Pesquisa em Esclerose Múltipla e Doenças Neuroimunológicas (BCTRIMS) é uma associação civil, de direito privado, sem fins lucrativos, que tem por finalidades promover o estudo, a educação, a pesquisa e a divulgação de informações sobre esclerose múltipla e outras doenças neuroimunológicas. Para mais informações, acesse http://www.bctrims.com.br/.

Referências

1. ABEM. O que é Esclerose Múltipla. Disponível em <http://abem.org.br/esclerose/o-que-e-esclerose-multipla/>. Último acesso em 16 de maio de 2016.

2. Atlas da Esclerose Múltipla 2013. Disponível em <http://abem.org.br/esclerose/atlas-da-esclerose-multipla-2013/>. Último acesso em 02 de maio de 2016.

3. BCTRIMS. O que é Esclerose Múltipla. Disponível em < http://www.bctrims.com.br/esclerose-multipla>. Último acesso em 02 de maio de 2016.

4. Esclerosemultipla.com.br. Sinais e Sintomas. Disponível em < http://esclerosemultipla.com.br/sobre-em/sinais-e-sintomas/>. Último acesso em 02 de maio de 2016.

5. Esclerosemultipla.com.br. Importância da avaliação e controle da atrofia cerebral na esclerose múltipla. Disponível em < http://esclerosemultipla.com.br/2015/04/06/importancia-da-avaliacao-e-controle-da-atrofia-cerebral-na-esclerose-multipla/>. Último acesso em 18 de maio de 2016.

Infertilidade feminina: confira os mitos e verdades

Infertilidade feminina: confira os mitos e verdades

A infertilidade feminina pode até adiar o sonho de ser mãe, mas hoje existem diversos estudos e tratamentos que levam esperança a milhares de mulheres. E para conquistar a desejada gravidez é preciso primeiramente detectar a causa da infertilidade da mulher. Para isso, são necessários diversos exames, estes que poderão indicar a melhor forma de tratamento.

E para informar melhor sobre o assunto e desmitificar alguns conceitos sobre a infertilidade, o Dr. Georges Fassolas – Ginecologista especialista em reprodução humana, produziu um vídeo explicando algumas verdades e mentiras.

Confira abaixo o vídeo “os mitos e verdades da infertilidade”

Mitos-verdades-infertilidade-feminina

dr_georges_fassolas* Sobre o Dr. Georges Fassolas é Médico Ginecologista, capacitado em procedimentos de reprodução humana. CRM 104328 / RQE 39.612.

Doença de Lúpus: o quanto você sabe sobre ela?

Doença de Lúpus: o quanto você sabe sobre ela?

Veja no infográfico os principais dados sobre a doença no Brasil e no mundo.

O Lúpus é uma doença autoimune provocada através do desequilíbrio do sistema imunológico, desencadeando ataques aos próprios tecidos do organismo. Ela afeta principalmente mulheres em idade fértil e algumas famosas, como a apresentadora Astrid Fontenele, as cantoras Lady Gaga e Selena Gomez sofrem com a doença.

Atualmente no Brasil são diagnosticados mais de 150 mil cados por ano. E para informar melhor a população sobre o Lúpus, o laboratório farmacêutico GSK, realizou uma pesquisa global com mais de 16 mil participantes em 16 países, incluindo o Brasil. Todas as informações foram reunidas em um infográfico.

Sobre a pesquisa:

  • Um dos principais desafios enfrentados pela comunidade mundial do Lúpus é o baixo nível de compreensão do público sobre a doença, que foi destacado por uma recente pesquisa global com mais de 16.000 entrevistados;
  • A pesquisa forneceu novos dados convincentes e insights que demonstram a necessidade de uma maior consciência sobre o lúpus e seu impacto, a fim de mudar a percepção do público e esclarecer os vários estigmas associados à doença.

Dados da pesquisa:

  • Descobertas da pesquisa revelam que, embora tenha havido avanços no diagnóstico e tratamento de lúpus de uma perspectiva científica, conscientização da população permanece baixa e há vários estigmas associados com a doença, o que poderia contribuir para os sentimentos de solidão e isolamento que muitas vezes são experimentados por aqueles que vivem com lúpus;
  • Mais de um terço dos entrevistados (36%) admitiu que não sabe que o lúpus é uma doença e 1 em cada 10 pensava que era um tipo de bactéria;
  • Quando perguntado sobre as complicações associadas com lúpus, mais da metade dos entrevistados (51%) não pode identificar ou não sabia que o Lúpus pode resultar em doenças como a insuficiência renal, anemia ou um ataque cardíaco;
  • 23% dos entrevistados ficam “desconfortáveis” ao abraçar alguém com lúpus 7;
  • 47% sentem-se menos do que ‘confortável’ apertando as mãos de alguém com lúpus;
  • Mais de 1 em cada 10 (13%) associam incorretamente a doença com ter relações sexuais desprotegidas.

Confira o infográfico:

Infográfico_Dia-do-Lúpus_2016