7 mitos e verdades sobre o coletor menstrual

7 mitos e verdades sobre o coletor menstrual

O coletor menstrual (copinho de silicone anatômico, hipoalérgico e antibacteriano) se tornou para muitas mulheres uma alternativa simples, prática, higiênica para substituir os absorventes internos e externos durante a menstruação. Porém, muitas dúvidas cercam o uso do produto. Por isso, o ginecologista e obstetra de São Paulo, Dr. Gustavo de Paula Pereira, explica alguns mitos e verdades sobre o assunto. Confira:

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É possível ir à academia e entrar na piscina com o coletor. Verdade! Com o coletor, a mulher pode malhar, correr e até nadar. Entretanto, nos dias de fluxo intenso, o indicado é praticar esportes com menor impacto.

O material do coletor aumenta o risco de alergias. Mito! Os copinhos são fabricados com material hospitalar e são hipoalergênicos, tornando-os  indicados para mulheres que sofrem com alergias na área íntima durante o uso de absorventes externos e internos.

Existe mais de um tamanho de coletorVerdade!  Para proporcionar mais conforto e adaptação adequada, algumas empresas disponibilizam no mercado duas opções de tamanhos: o menor, para mulheres que não tiveram filhos, e o maior para as que já são mães.

O copinho pode ser dobrado de várias formas. Verdade! Existem nove tipos de dobras diferentes para facilitar a inserção do coletor menstrual. O indicado é ir testando até encontrar a mais simples e confortável.

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Deve ser higienizado com lenços umedecidos ou álcoolMito! O indicado é que o produto seja lavado somente com água fria e sabão neutro. Recomenda-se também que, a cada ciclo, ele seja limpo com água fervente. Na hora de guardá-lo use um saquinho ou recipiente seco e arejado para evitar a proliferação de bactérias e fungos.

Não deve ser utilizado por mulheres virgens. Verdade! Não recomendamos, pois existe o risco de rompimento do hímen durante a sua introdução ou retirada do dispositivo.

O produto dura para sempre. Mito! Recomenda-se que seja trocado a cada 3 anos ou até antes, caso a paciente perceba que o copinho está com alguma rachadura ou rugosidade.

*Dr. Gustavo de Paula Pereira é médico Tocoginecologista; Graduação em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas – FCM/UNICAMP. Fez residência Médica em Tocoginecologia pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas – FCM/UNICAMP. Tem especialização em Ultrassonografia em Ginecologia e Obstetrícia pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas – FCM/UNICAMP; Mestrado em Ciências na área de Obstetrícia e Ginecologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – FMUSP.

Verão: veja dicas de cuidados com os cabelos

Verão: veja dicas de cuidados com os cabelos

Os dias quentes de verão castigam muitas vezes não só a nossa pele, mas também os cabelos, que sofrem com ressecamento, enfraquecimento e queda. Isso porque o sol, a água do mar e o cloro da piscina são bastante prejudiciais e muitas pessoas se esquecem de passar filtro solar próprio para os fios, além de não protegerem os cabelos com bonés e chapéus.

A médica tricologista, especialista em cabelo, Dra. Cristiane Câmara Alves, alerta para a importância de manter o couro cabeludo sempre limpo. ”No verão, o suor, o calor e a umidade podem facilitar problemas como seborreia e caspa. E a melhor maneira de evitar essas doenças é manter a boa higienização do couro cabeludo, além de reduzir a queda.’’ 

Segundo ela, enxaguar bem os cabelos após sair do mar e da piscina também evita danos aos fios causados pelo sal da água do mar e por elementos usados para o tratamento da água da piscina.

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Não só a pele deve ser protegida todos os dias com filtros solares adequados, mas é preciso proteger também os cabelos das radiações solares. ‘’Estas radiações, além de causarem danos à nossa pele, também agridem de forma intensa os fios, deixando-os mais fracos, quebradiços e sem vida. Vale usar bonés, chapéus e produtos sem enxágue que tenham filtro de proteção solar’’, explica a especialista. Outro erro constante que muitas pessoas cometem, durante todas as estações do ano, é amarrar os cabelos ainda molhados e mantê-los presos por muito tempo. ‘’Cabelos úmidos ficam mais fragilizados e o hábito de prendê-los ou de amarrá-los poderá acarretar em danos à estrutura dos fios’’, diz.

Investir numa alimentação saudável, rica em vitaminas e minerais, evitar o estresse e praticar exercício físico com regularidade, para melhorar a circulação sanguínea e consequentemente fortalecer os cabelos, são outras dicas importantes de cuidados com as madeixas.

*dra-cristiane-camara-alves (CRM 50504) é médica graduada pela Universidade José do Rosário Vellano (UNIFENAS). Concluiu também o curso de Transplante Capilar no Instituto Bauman Medical Group, P.A, nos Estados Unidos. Atualmente, Dra. Cristiane atende seus pacientes na Clínica Pampulha (CRM 0009113 – MG), onde exerce ainda o cargo de diretora clínica, ao lado do responsável técnico pela instituição, Dr. Júlio César Alves (CRM 13337 | RQE 40860).

Infecção urinária: conheça dicas de prevenção

Infecção urinária: conheça dicas de prevenção

A infecção urinária é um problema que atinge as mulheres que estão em idade reprodutiva, menopausa e até as grávidas. Ela ocorre quando uma bactéria entra no sistema urinário por meio da uretra e começa a se multiplicar na bexiga. Normalmente, o corpo expulsa esses organismos estranhos. Às vezes, as defesas falham e a bactéria se manifesta no trato urinária iniciando a infecção. Cerca de 40% das mulheres têm pelo menos um episódio de cistite em sua vida.

Os sintomas são variados, segundo a uroginecologista Maria Augusta Bortolini, vice-presidente da Associação Brasileira pela Continência B. C. Stuart., a infecção urinária pode causar uma pressão constante na região pélvica ou lombar e pode haver micções dolorosas ou frequentes, com necessidade urgente de urinar, muitas vezes com pouca ou nenhuma urina sendo eliminada.

A médica destaca ainda que a urina pode também tornar-se turva, mais escura e/ou com odor desagradável. “A presença de sangue na urina, febre com eventuais náuseas, vômitos e calafrios podem indicar uma infecção mais grave”, afirma.

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As mulheres apresentam esse tipo de infecção com maior frequência do que os homens, uma vez que suas uretras são mais curtas, com proximidade à vagina e ao ânus. Isto significa que é mais fácil para os micro-organismos entrarem no sistema urinário e causar uma infecção.

“O atrito gerado nas atividades sexuais também podem carrear micro-organismos para o interior da uretra. Após a menopausa, os níveis reduzidos de hormônio estrogênio no corpo fazem com que os tecidos da vagina, uretra e bexiga se tornem mais finos, sensíveis e menos resistentes, aumentando o risco de cistite recorrente”, destaca Maria Augusta Bortolini.

Infecções também são também mais comuns durante a gravidez por causa de mudanças hormonais e de funcionamento do trato urinário. A médica explica que a debilidade do sistema imunológico ou a susceptibilidade de algumas mulheres também contribuem para as infecções.

Ainda para prevenção é importante a pessoa manter bons hábitos, tais como boa alimentação, atividade física, reduzir estresse, a fim de que o corpo possa se fortalecer, impedindo infecções oportunistas”, afirma.

Dicas de como prevenir a infecção urinária:

  • Beber líquido, de modo a ser o suficiente para urinar claro 4 a 6 vezes por dia (2 a 3 litros);
  • Ingerir suco ou cápsulas de cranberry aumenta a acidez da urina e ajudar a inibir o crescimento de bactérias;
  • Ir ao banheiro quando sentir vontade e não esperar muito tempo. Idealmente a cada 3 horas;
  • Depois de usar o banheiro, limpar sempre da parte da frente para a parte de trás;
  • Manter higienizada a região genital, mas evitar a limpeza vigorosa, que danifica a pele, bem como o uso de duchas vaginais. As bactérias se proliferam mais em pele e mucosas danificadas;
  • Evitar irritantes potenciais, tais como óleos de banho perfumados e desodorantes vaginais;
  • Se tem diabetes, mantê-la sob controle;

 

O tratamento das cistites deve ser seguido rigorosamente, já que a infecção pode voltar e pode ser mais difícil de tratar. Nos casos mais graves, há a necessidade até de internação pela possibilidade de afetar o trato urinário superior (rins) e o organismo como um todo.

Associação Brasileira Pela Continência B. C. Stuart

A Associação Brasileira pela Continência B. C. Stuart é uma entidade sem fins lucrativos, cujo maior objetivo é de prestar assistência às pessoas que sofrem de incontinência urinária e/ou fecal.

maria-augusta-bortolini*Dra. Maria Augusta Tezelli Bortolini é Pós-Doutora em Ciências e Professora Afiliada do Departamento de Ginecologia da Universidade Federal de São Paulo, Escola Paulista de Medicina.

Sal Rosa do Himalaia: conheça os benefícios para a saúde

Sal Rosa do Himalaia: conheça os benefícios para a saúde

O sal – ou cloreto de sódio, seu nome científico – integra a nossa alimentação e está presente como tempero tradicional na maioria das cozinhas do mundo inteiro. Afinal, é ele quem confere maior sabor aos alimentos e oferece a sensação de saciedade que nós temos após cada refeição.

No entanto, apesar de ser essencial na culinária e fazer muito bem ao organismo (em quantidades adequadas), o seu consumo exagerado pode trazer sérias consequências à saúde, como doenças cardiovasculares, como a hipertensão e o AVC, pedras nos rins, osteoporose, asma, problemas renais, câncer, entre outros problemas graves que podem ser até irreversíveis quando não diagnosticados precocemente.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a quantidade diária recomendada de sódio é de 2 mg, o que equivale a 5 mg de sal. No entanto, boa parcela dos brasileiros consome uma quantidade muito acima dessa média, chegando a 15 mg por dia.

Por isso, muitos médicos e especialistas recomendam o uso de temperos alternativos ao sal na hora de preparar os alimentos, como é o caso do sal rosa do Himalaia, que pode prevenir todos esses danos e, ainda, trazer inúmeros benefícios à saúde.

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O que é o sal rosa do Himalaia?

Como o próprio nome diz, o tempero é oriundo das montanhas do Himalaia, onde foi protegido durante 200 milhões de anos embaixo de camadas de lava de um vulcão que entrou em erupção. Por ficar encoberto durante tanto tempo, o sal ficou livre de toxinas e poluentes, o que o tornou o mais puro entre todos os tipos de sais existentes no planeta.

Além disso, como não precisa passar pelo processo de refinamento, o sal rosa do Himalaia não perde os seus nutrientes benéficos à saúde. Inclusive, a sua coloração rosada se deve aos mais de 84 minerais em sua composição essenciais ao organismo humano, dentre eles o fósforo, cálcio, magnésio, zinco, ferro, cobre, iodo, selênio, potássio, entre outros, capazes de prevenir e tratar diversas enfermidades.

Enquanto isso, o sal de cozinha comum joga fora todos os nutrientes presentes em sua composição ao passar pelo refinamento e deixa apenas o cloreto de sódio, inimigo número um do bom funcionamento do corpo, em uma alta quantidade 400 mg por cada grama de tempero.

Já o sal rosa do Himalaia possui 230 mg de sódio para cada grama, quase metade a menos, o que o torna ainda mais importante para a manutenção da saúde.

Confira no infográfico abaixo quais são os principais benefícios do sal rosa do Himalaia para a saúde.

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Câncer: INCA estima 600 mil novos casos entre 2016 e 2017

Câncer: INCA estima 600 mil novos casos entre 2016 e 2017

O oncologista, Dr. Augusto Takao  Pereira, dá o panorama sobre as principais formas de tratamento e prevenção


Infelizmente os casos de câncer têm sido cada vez mais frequentes no Brasil. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer — INCA, a estimativa para o biênio 2016–2017 são cerca de 600 mil novos casos. De acordo com o Dr. Augusto Takao Pereira, oncologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, os tipos de câncer mais comuns nos homens brasileiros serão os de próstata (28,6%), pulmão (8,1%), intestino (7,8%), estômago (6,0%) e cavidade oral (5,2%). Já nas mulheres os principais serão os cânceres de mama (28,1%), intestino (8,6%), colo do útero (7,9%), pulmão (5,3%) e estômago (3,7%).

Formas de tratamento

Dr. Augusto Pereira afirma que as principais formas de tratamento do câncer são quimioterapia, radioterapia e cirurgia.

Quimioterapia: é um tipo de tratamento com uma droga ou uma combinação delas que interfere no crescimento das células do câncer. É considerado um tratamento sistêmico, isto é, age em todo o corpo do paciente e pode ser aplicada via endovenosa, subcutânea ou oral. A quimioterapia seleciona as células tumorais que estão em crescimento rápido, poupando as células saudáveis que não estão em crescimento acelerado. Porém, algumas células normais do nosso organismo também estão em crescimento rápido como as células do sangue, cabelo e intestino, e por isso podem ser atingidas pela quimioterapia causando anemia, queda da imunidade, queda do cabelo, diarréia, náuseas e vômitos.

A quimioterapia pode ser: neoadjuvante, utilizada antes da cirurgia para permitir uma ressecção mais conservadora principalmente no câncer de mama; adjuvante, realizada após a cirurgia para reduzir o risco de recidiva da doença principalmente em câncer de mama, cólon e pulmão; e paliativa, aplicada em doença metastática para controlar o crescimento da doença, aliviar sintomas e aumentar a sobrevida dos pacientes. Em alguns tipos de tumores, como de testículo e linfoma, a quimioterapia tem capacidade curativa quando usada isoladamente.

Radioterapia: é um tratamento que utiliza radiação de alta energia para danificar o DNA das células tumorais e induzir morte celular. Esse tipo de tratamento requer um planejamento bem detalhado para aplicar uma alta dose na área onde se localiza o tumor sem prejudicar as células saudáveis ao seu redor. A radioterapia pode ser aplicada externamente ao corpo ou através de sementes radioativas injetadas dentro do corpo próximo ao tumor.

A radioterapia pode ser utilizada com intenção curativa em tumores como câncer de colo de útero, próstata, pulmão, orofaringe, nasofaringe e laringe. Pode ser utilizada como complementação de uma cirurgia para reduzir o risco de recidiva local. Em doença metastática, pode ser utilizada para o alívio de sintomas como dor, sangramento pelo tumor e falta de ar por obstrução de vias aéreas.

Cirurgia: é a modalidade de tratamento com capacidade curativa em tumores iniciais e localizados. Pode ser utilizada também de forma paliativa para aliviar sintomas da doença. Deve ser realizada por cirurgião especializado em câncer, o que aumenta as chances de retirada completa do tumor sem deixar lesões residuais. Pode ser feita de forma convencional a céu aberto, por videolaparoscopia ou videotoracoscopia e por robótica.

Sequência do tratamento de câncer

Ainda segundo o especialista, a sequência de tratamento varia conforme o tipo e localização do tumor. Confira:

  • Para tumores ressecáveis, opta-se inicialmente pelo tratamento cirúrgico para ressecção completa do tumor seguindo os princípios da cirurgia oncológica. Após a cirurgia, em pacientes com características de alto risco de recidiva, pode ser oferecido quimioterapia e radioterapia adjuvantes para aumentar as chances de cura.
  • Para tumores volumosos ou em localizações mais delicadas onde a cirurgia pode comprometer a capacidade funcional e estética do paciente, pode-se realizar quimioterapia ou radioterapia inicialmente com intuito de reduzir o tumor e possibilitar a cirurgia de forma mais conservadora.
  • Para tumores metastáticos, a principal forma de tratamento é a quimioterapia que age de forma sistêmica atingindo todas as lesões que estão espalhadas pelo corpo. A radioterapia e a cirurgia nesses casos são reservadas para paliação de sintomas da doença.

“Alguns quimioterápicos podem sensibilizar as células tumorais durante a radioterapia, aumentando a eficácia quando utilizados de forma combinada. Essa modalidade combinada pode ser aplicada no tratamento curativo de câncer de colo de útero, pulmão, orofaringe, nasofaringe e laringe”, explica.

Algumas medidas protetoras identificadas:

  • Manter uma alimentação saudável

A ingestão por tempo prolongado de carne vermelha e carne processada pode contribuir para o aumento no risco de câncer de intestino devido a produção de substâncias carcinogênicas durante o seu preparo e durante a sua digestão no trato gastrointestinal. A ingestão de cálcio, vitamina D, dieta rica em frutas, verduras e fibras tem sido apontadas como fatores protetores para o desenvolvimento de câncer de intestino.

  • Evitar o tabagismo

O cigarro é fator de risco para inúmeros tipos de câncer como o de pulmão,  cavidade oral, laringe, faringe e esôfago. O melhor maneira de controlar as doenças causadas pelo cigarro é o ato de parar fumar. Os benefícios da interrupção do tabagismo já são percebidos nos primeiros 20 minutos de abstinência. Após 10 anos sem fumar, o risco de câncer de pulmão cai pela metade. Quanto mais cedo o indivíduo parar de fumar, principalmente antes dos 40 anos, menor o risco de morrer por doenças relacionadas ao cigarro. Mesmo indivíduos com idade maior de 80 anos apresentam redução na mortalidade ao parar de fumar.

  • Evitar  ingestão de bebidas alcoólicas

O consumo de bebidas alcoólicas em qualquer quantidade contribui para o risco de câncer, principalmente quando combinado ao tabagismo. Os tumores relacionados ao álcool são: de boca, faringe, laringe, esôfago, fígado, intestino e mama.

  • Manter peso corporal adequado e praticar atividades físicas

A obesidade é considerada fator de risco para câncer de mama, endométrio,  intestino e outros. O combate a obesidade é uma importante medida para redução na incidência de câncer.

  • Evitar exposição ao sol entre 10 horas e 16 horas e usar filtro solar ou outros métodos de barreira como chapéus

A exposição aos raios ultravioleta do sol é principal fator de risco para os cânceres de pele inclusive o melanoma.

Exames para rastreamento do câncer como forma de prevenção

Exame de mamografia

Exame de mamografia

Dr. Augusto Pereira explica que o rastreamento de câncer de mama com mamografia anual é indicado em mulheres a partir de 40 anos, conforme recomendado pela Sociedade Brasileira de Mastologia. Nos casos suspeitos, a confirmação do diagnóstico de câncer de mama é feito por meio da biópsia de lesões identificadas na mamografia, ultrassom, ressonância mamária ou exame clínico.

Já a detecção precoce dos tumores intestinais e dos adenomas pelos métodos de rastreamento, a partir dos 50 anos, como sangue oculto nas fezes, colonoscopia e retossigmoidoscopia é essencial para a cura ou prevenção para o desenvolvimento do câncer do intestino.

Pacientes com idade entre 55 e 80 anos, que fumaram pelo menos 1 maço por dia no período de 30 anos, beneficiam-se do rastreamento anual de câncer de pulmão com tomografia computadorizada de tórax de baixa dosagem, com redução do risco de morte de 20%.

De acordo com o médico, existem estudos com resultados contraditórios em relação a redução da mortalidade do câncer de próstata e a realização do rastreamento com PSA e toque retal anuais. O benefício das campanhas de rastreamento são controversos, pelo fato de não se saber quais casos vão apresentar evolução indolente com risco de morbidade do tratamento maior que o da própria doença. Sendo assim, a realização do toque retal e PSA devem ser discutidos com o médico.  

“A Sociedade Brasileira de Urologia recomenda que homens a partir de 50 anos devem procurar um urologista para avaliação individualizada. Para pacientes com história familiar positiva para câncer de próstata em familiares de primeiro grau ou raça negra, sugere-se a realização de rastreamento a partir dos 40 anos. O rastreamento deverá ser realizado após discussão de riscos e potenciais benefícios”, afirma.

O risco de câncer de colo de útero aumenta entre 20 e 30 anos, de modo que o rastreamento de mulheres com o exame de Papanicolau é recomendado a partir de 21 anos pelo menos a cada 3 anos. A vacinação contra  o HPV em meninas entre 9 e 13 anos, instituído pelo Ministério da Saúde, contribui para a prevenção do câncer de colo de útero.

Pesquisas científicas no Brasil para o combate a doença

A produção do conhecimento científico no Brasil tem crescido progressivamente nos últimos 10 anos. Dr. Augusto Pereira detalha que no setor de saúde, as agências responsáveis por pesquisa destinam entre 25 a 30% de seu orçamento à saúde. Porém, o investimento destinado a pesquisa ainda é baixo, correspondendo cerca de 1% do PIB do país. “A pesquisa em saúde carece de tecnologia e inovação, o que pode ser expresso pelo baixo número de patentes comparado a publicação científica” diz.

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O INCA em parceria com a Secretaria de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde e ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico — CNPq, estabeleceram o primeiro edital específico para o fomento de pesquisa em câncer no país, priorizando os cânceres de alta prevalência com possibilidade de intervenção efetiva como os de colo de útero, mama , próstata, pulmão, colorretal e neoplasias hematológicas. Por outro lado, a Política Nacional de Atenção Oncológica estabelece que a pesquisa em câncer deve ser incentivada nas diversas áreas como prevenção, controle e assistência, permitindo a interação de diferentes pesquisadores com otimização na relação ao custo-benefício.

Em relação ao desenvolvimento de drogas no combate ao câncer, o especialista afirma que as indústrias farmacêuticas são quem têm sido os principais patrocinadores deste processo. “A participação do Brasil nos estudos multicêntricos de desenvolvimento dos antineoplásicos tem crescido nos últimos anos, permitindo o acesso a pacientes brasileiros com câncer a drogas inovadoras ainda não regulamentadas pela ANVISA”, termina.

dr-augsuto*Dr. Augusto Takao Pereira (CRM 119706) é Oncologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo. Formado pela Universidade Federal de São Paulo. Residência médica em Clínica Médica pela Universidade Federal de São Paulo. Cancerologia Clínica pelo A.C. Camargo Cancer Center. Membro da Sociedade Brasileira de Clínica Médica.

                

Conheça como a toxina botulínica pode ajudar em tratamentos odontológicos

Conheça como a toxina botulínica pode ajudar em tratamentos odontológicos

Membro titular da Sociedade Brasileira de Toxina Botulínica e Implantes Faciais na Odontologia fala sobre aplicações e benefícios do produto

A aplicação da toxina botulínica para fins médicos e terapêuticos, e para correção de problemas estéticos, como diminuição das rugas e linhas de expressão, já é bastante divulgada e conhecida por milhares de pessoas. Mas o que muitos ainda não conhecem são os benefícios proporcionados pelo produto também na área odontológica, para tratar e corrigir problemas bucais.

Na odontologia, a toxina botulínica foi devidamente regulamentada para uso pela Resolução 112/11 do Conselho Federal de Odontologia – CFO – desde setembro de 2011. Justamente pela sua atuação na diminuição da tensão muscular, ela pode ser utilizada para diversas finalidades na área, como é o caso do controle do bruxismo, conhecido pelo ato de ranger os dentes durante o sono.

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Segundo a cirurgiã dentista, especialista em implantodontia e membro titular da Sociedade Brasileira de Toxina Botulínica e Implantes Faciais na Odontologia, Dra. Regina Bregalda, nesse caso, quando a toxina botulínica é injetada num dos músculos da face, a tensão diminui, de maneira que não há força o suficiente para provocar o atrito entre os dentes, causando o desgaste ou a fadiga dos músculos da mastigação, uma das situações responsáveis pelas dores orofaciais. ‘’A vantagem em relação ao tratamento tradicional é que, diferentemente das placas noturnas, que podem gerar desconforto ao paciente, a toxina não causa incômodo. Além disso, a substância também pode ser aplicada no controle das próprias dores de cabeça secundárias ao bruxismo.’’

As assimetrias de face (ligadas à hipertrofia dos músculos da mastigação), o sorriso assimétrico, o controle de alguns tipos de sialorreias (salivação em excesso) e as dores orofaciais ligadas à disfunção da articulação temporomandibular (DTM muscular, caracterizada pela fadiga dos músculos da mastigação), também podem ser corrigidas com a aplicação da toxina. ‘’Temos tido excelentes resultados com aplicação da toxina para tratar o sorriso gengival, que acontece quando há exposição excessiva da gengiva ao sorrir’’, explica a especialista.

As principais vantagens da toxina botulínica são resultados rápidos, sem ou quase nenhum efeito colateral, tornando a sua utilização bastante segura.

dentista-regina-bregalda*Dra. Regina Bregalda é Graduada em Odontologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Pós-graduada em Prótese Dentária pelo Instituto de Estudos da Saúde & Gestão Sérgio Feitosa (IES), Especialista em Implantodontia pelo Grupo de Apoio à Pesquisa Odontológica na Faculdades Unidas do Norte de Minas (GAPO/Funorte), Pós-graduada em Cirurgia Avançada, também pela Funorte, Pós-graduada em Bioplastia, Plástica Gengival e Estética Global do Sorriso pelo Instituto de Biologia Oral (IBO), especialista em estética orofacial pelo M.A.R.C. (Miami Anatomical Research Center), nos Estados Unidos, e pelo Odontopartners e membro titular da Sociedade Brasileira de Toxina Botulínica e Implantes Faciais na Odontologia.

Conheça 7 mitos e verdades sobre adiar a gestação

Conheça 7 mitos e verdades sobre adiar a gestação

A gestação é um período bastante delicado na vida de todas as futuras mamães e requer preparação e cuidados. Por isso, muitas mulheres preferem deixar a gravidez para mais tarde, após os 30 ou 35 anos, quando estão mais estabilizadas profissionalmente ou até mesmo na vida pessoal. No entanto, existem muitas dúvidas e tabus sobre a escolha de engravidar mais tarde. Por isso, a ginecologista de São Paulo, Maria Elisa Noriler, listou 7 mitos e verdades sobre adiar a gestação. Confira:

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1.

Mulheres acima de 40 anos têm mais dificuldade para engravidar. VERDADE. As dificuldades para engravidar espontaneamente aumentam, já que implicam em outros aspectos importantes como a hipertensão arterial e diabetes.

2.

A melhor maneira de engravidar é espontaneamente. MITO. Muitas mulheres podem fazer o congelamento dos óvulos até o momento que optarem por engravidar.

3

. Em épocas de epidemia, como o surto do Zika Vírus, é melhor esperar para engravidar. VERDADE. Em determinados casos, o melhor é esperar, já que continuar com o plano de engravidar pode trazer consequências ao bebê.

4.

O momento ideal, biologicamente, para a gestação está entre os 20 e 30 anos. VERDADE. Por questões anatômicas, hormonais, emocionais e funcionais. Porém, segundo a especialista o segredo para o sucesso, independente da faixa etária, é o acompanhamento com um ginecologista antes de engravidar.

5.

Mulheres mais velhas terão mais chances de engravidar espontaneamente se adotarem um estilo de vida saudável, com exercícios físicos e alimentação balanceada. VERDADE. Alguns fatores como praticar atividade física, não fumar, ingerir bebidas alcoólicas moderadamente e realizar exames anuais de prevenção ginecológica, podem intensificar as chances de gravidez espontânea.

6.

Usar pílula anticoncepcional por muito tempo faz com que a mulher fique estéril. MITO. A pílula bloqueia o eixo que coordena a ovulação. Se a mulher parar de ingerir o hormônio esse eixo volta ao normal, igualmente a ovulação.

7.

A gravidez após os 40 anos apresenta mais riscos de casos de aborto e de mal-formação fetal, além de aumentar a chance de o bebê nascer com a síndrome de Down. VERDADE. No entanto, isso não é uma regra geral. Ações como fazer um bom pré-natal e seguir todos os cuidados recomendados durante a gestação podem resultar numa gravidez tranquila.

 

dra-maria-elisa-noriler*Dra. Maria Elisa Noriler é Especialista em Ginecologia e Obstetrícia. É Médica Preceptora de Ginecologia e responsável pelo setor de Ginecologia Endócrina InfantoPuberal e Climatério do Hospital Municipal Maternidade Escola de Vila Nova Cachoeirinha desde fevereiro de 2010. Facebook/dra.mariaelisanoriler

Corrida: mulheres que praticam devem ficar atentas ao quadril

Corrida: mulheres que praticam devem ficar atentas ao quadril

A corrida traz vários benefícios para a saúde da mulher.  Além de acelerar o metabolismo, ela aumenta a capacidade cardiorrespiratória, tonifica os músculos, melhora o humor e diminui o estresse. Entretanto ao praticar a corrida é preciso tomar cuidado com o quadril, as lesões nesta parte do corpo variam de 3 a 11% do total de ferimentos nos membros inferiores e geralmente são causadas por microtraumas de repetição, gerando sobrecarga excessiva nos tecidos sem que eles tenham tempo suficiente para cicatrização.

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Para compensar a fraqueza a sobrecarga é imposta aos outros músculos, o tensor da fáscia lata e o trato iliotibial, aumentando o atrito na bursa com o osso lateral do quadril. “Com a continuidade da fricção, podem ocorrer dor, inflamação e degeneração dos músculos laterais e posteriores ao quadril”, afirma o médico e cirurgião ortopedista, especialista em cirurgia do quadril, Giancarlo Polesello.

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Local do músculo tensor da fáscia lata

De acordo com o especialista, um estudo demonstrou que o aumento repentino na distância semanal percorrida por mais de 30% ao longo de um período de 2 semanas pode aumentar o risco de desenvolvimento de lesões relacionadas a corrida. Menores taxas de lesões foram encontradas em corredores que não ultrapassam o aumento de 10% na distância semanal em um período de 2 semanas. Dessa forma, recomenda-se que o aumento de distância semanal percorrida não ultrapasse 10 %.

Antes de começar a correr, o médico indica realizar uma boa avaliação funcional e preparar seu corpo para a atividade que está por vir. Estes cuidados vão contribuir para a longevidade da corrida e evitar afastamento por lesões. Confira as dicas de Giancarlo Polesello, desenvolvidas junto com a fisioterapeuta, Andreza Maroneze, para evitar lesões:

Dicas de exercícios que fortalecem o quadril:

  • Ponte: deitar de barriga para cima com os braços esticados e joelhos dobrados. Contrair o abdômen e elevar o quadril, mantendo suspenso por 10 segundos e retornar. Repetir 3 vezes.
  • Prancha ventral: deitar de barriga para baixo com os cotovelos e antebraços posicionados no chão na largura dos ombros e pernas estendidas com a ponta do pé apoiada no solo. Contrair o abdômen e elevar o tronco com o corpo alinhado e paralelo ao chão, manter suspenso por 10 segundos e retornar. Repetir 3 vezes.
  • Perdigueiro: Iniciar o movimento em 4 apoios, tocando as 2 mãos e os 2 joelhos no solo. Retirar uma das mãos do chão, esticando o braço a frente e a perna oposta para trás. Manter membros suspensos por 10 segundos e retornar. Repetir 3 vezes.

 

giancarlo-polesello*Giancarlo Polesello é médico ortopedista, especialista em cirurgia do quadril. Professor e chefe do Grupo de Afecções do Quadril da Santa Casa de São Paulo e médico do corpo clínico do Hospital Sírio-Libanês.